sexta-feira, janeiro 15, 2021

MINHA VIDA GAY

 Casal gay espera quase três anos para adotar legalmente seus próprios filhos.



Na Dinamarca, onde moram, a mãe que deu à luz tem que esperar dois anos e meio até que possa oferecer seus filhos para adoção.

O casal gay se tornou pai de trigêmeos depois que duas mães de aluguel deram à luz ao mesmo tempo. Bjarke Damm e Lars Hansen, ambos com 44 anos, da Dinamarca, ficaram maravilhados quando duas pessoas próximas se ofereceram para se tornar “mães substitutas” do casal. Mas, em vez de recusar à oferta de uma delas, eles perguntaram se as duas — Pia, irmã de Bjarke, e a amiga Danielle McDavis — poderiam engravidar juntas.

De repente três

Desde que se casaram, em maio de 2007, Bjarke e Lars, que é clínico geral, desejavam ter filhos, mas não tinham ideia de como fazê-lo por causa das leis dinamarquesas. A doação de óvulos só é permitida em circunstâncias médicas muito específicas. Eles tentaram adotar, mas disseram que muitas agências não aceitariam pais gays. “Estávamos apenas desejando uma vida familiar. Senti muita tristeza quando pensei que isso nunca aconteceria. Foi como perder uma parte de mim mesmo”, lembra Bjarke.

Mas Pia os surpreendeu ao se oferecer para ser uma substituta, em outubro de 2015. Sem saber da oferta de Pia, dois meses depois, a amiga próxima, Dannielle, disse que eles poderiam “pegar emprestado” seu útero. “Foi uma oferta tão generosa e gentil depois de todo o desgosto”, disse Bjark. O casal escolheu uma doadora de óvulos de Porto Rico, por meio de uma clínica em Connecticut, e colheu 14 óvulos, com cada pai fertilizando artificialmente sete deles. As mulheres viajaram para a América separadamente e Pia anunciou sua gravidez via FaceTime, em junho de 2017. Três semanas depois, Dannielle descobriu que estava grávida, após uma terceira tentativa. Dois meses depois, eles descobriram que Dannielle também estava grávida de gêmeos.

Pia deu à luz Anna em 29 de janeiro de 2018, e duas semanas depois Dannielle deu à luz Lily e Nora. “Demos tantas risadas e adoro vê-los aprendendo coisas novas. Sinto-me muito grato por ter experimentado a paternidade. Não seria possível ter nossa família do jeito que queríamos sem Danielle e Pia. Além de carregar nossos bebês, cada uma delas teve que passar por um tratamento hormonal de três meses antes de cada transferência. Danielle fez isso várias vezes e depois gerou gêmeos. Temos muita sorte de ter essas mulheres maravilhosas em nossas vidas e estaremos sempre nos perguntando como dizer obrigado”, disse Lars.



Adoção dos filhos biológicos

Os bebês voltaram para casa com Bjarke e Lars assim que tiveram alta do hospital, mas demorou anos para que pudessem adotá-los legalmente, em 2 de dezembro. “Levei três anos para me tornar um pai legal para todos os meus filhos”, disse Lars, “e seis meses lutando para conseguir a licença-paternidade. O problema é que não há muitos estudos sobre famílias como a nossa. Damos amor e acolhemos, ouvimos e respondemos aos nossos pequeninos. Damos tudo o que eles precisam”, contou.

O casal e as mães substitutas precisaram viajar até os Estados Unidos, pois a barriga de aluguel comercial não é legal na Dinamarca. Lá, a mãe biológica tem que esperar dois anos e meio até que possa oferecer seus filhos para adoção, independentemente de serem biologicamente seus ou não. Portanto, neste mês, três anos após o nascimento dos trigêmeos, o casal finalmente pode adotar legalmente os bebês. “Parece o melhor presente de Natal de todos os tempos. É tão bom ser uma família completa e tão importante ser reconhecido legalmente como pais de todas as nossas três lindas garotas. Foram tantos os obstáculos, mas demos um passo de cada vez. Agora, com amor, respeito e muita incerteza, conseguimos. Acho que somos o primeiro casal gay na Dinamarca a se tornar pais legais de todos os nossos filhos biológicos. Eles são simplesmente incríveis. Todos dormem juntos em um quarto, mas ainda não dormimos muito”, finalizou Bjarke, que é psicoterapeuta.

Anderson Cooper percebeu ser gay aos 7 anos e conta por que demorou para sair do armário.



Cooper é considerado um dos jornalistas gays mais proeminentes da televisão dos Estados Unidos pelo The New York Times

O jornalista da CNN norte americana, Anderson Cooper (53), contou sobre seu processo de aceitação durante o seu programa “The Anderson Cooper 360” no quadro “Ask Anderson Almost Anything” (em livre tradução: Pergunte a Anderson Praticamente Qualquer Coisa), quando um telespectador questionou sobre o assunto.




“Eu tinha provavelmente sete anos quando percebi [que era gay]. Não tenho certeza se conhecia a palavra gay naquela época, mas eu percebi que tinha alguma coisa e que algo era diferente (…) eu comentei com alguns amigos na época do ensino médio. Acho que eu realmente abracei [a causa] e passei a amar o fato de ser gay logo após o ensino médio”. 

A aceitação para Cooper foi um processo e ele teve que teve que enfrentar muitos desafios perante sua orientação sexual. “Muitas coisas que eu queria fazer naquela época eram impossibilitadas para os gays. 

Eu estava interessado em entrar nas forças armadas, mas você não podia ser gay.” – disse – “Muitos lugares que eu gostaria de ir eu não podia por questões de segurança. Senti que havia muitas limitações [por ser gay], e não era o que eu queria para minha vida” – continuou. “Eu imaginava uma família, casar, e todas aquelas coisas que eram impossíveis naquele tempo” – disse. Atualmente, Cooper considera que sua homossexualidade é uma “benção” em sua vida.

 “Como eu disse antes, acho que ser gay é uma das maiores benção na minha vida, e me tornou uma pessoa melhor e um repórter melhor. Quando você cresce fora da normatividade, e você começa a observar as coisas que não estão no padrão, você vê a sociedade de modo um pouco diferente, e isso é muito valioso” – disse. 

“Isso me permitiu amar as pessoas que amo e viver a vida que tive, então sou muito abençoado” – concluiu. Vale dizer que Cooper é considerado um dos jornalistas gays mais proeminentes da televisão dos Estados Unidos pelo The New York Times, além de ter sido o primeiro homossexual a mediar o debate presidencial entre Hillary Clinton e Donald Trump em 2016.

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