quinta-feira, janeiro 14, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Gay apoiador de Trump que invadiu Capitólio diz estar arrependido e com medo.


Um cabeleireiro gay admirador de Donald Trump, Kristopher Dreww, disse ao jornal The Orange County Register que está arrependido de ter incentivado as pessoas pelo Twitter a invadirem o Capitólio na semana passada. “Estou com medo” – disse, à beira das lágrimas  – “Temo por minha vida. Me arrependo de não ter estudado e não saber o porquê as pessoas estavam lá. Estou orgulhoso de termos retomado nossa casa, mas pensei que a tivéssemos de volta pacificamente” – continuou, explicando também que não chegou a entrar no Capitólio. 

“Há pessoas que fizeram coisas terríveis e precisam ser presas” – disse, explicando que está preocupado por estar sendo investigado pelo FBI. Essa declaração ao jornal veio depois que um vídeo dele, postado no Twitter no dia 6 de janeiro, que viralizou nas redes sociais justamente após o ataque ao Capitólio. “Acabei de voltar de um ataque ao Capitólio. Foi um sucesso. Para todas vocês, vadias enlouquecidas no Facebook, dizendo que não éramos nós, éramos nós sim. Nós estamos orgulhosos em ter retomado nosso Capitólio”.


“Só estou no hotel agora para colocar alguns equipamentos, vou voltar. Eles trouxeram a Guarda Nacional e essas m****. Tínhamos os malditos policiais fugindo de nós. Não porque eles sejam toscos, mas porque são espertos” – disse. Dreww também encorajou os internautas a invadirem os edifícios do Capitólio em seus estados individuais. “Eu quero que cada pessoa que está assistindo pense sobre isso. Vá para o Capitólio em seu Estado. Você merece, e seu Estado merece”. 

O cabeleireiro mora em Huntington Beach, na Califórnia, e é popular com os apoiadores de Donald Trump de extrema direita. Ele é conhecido pelo nome “Adorável Deplorável”, uma referência aos comentários de Hillary Clinton em 2016 que dizia que os apoiadores de Trump são “racistas, sexistas, homofóbicos, xenofóbicos e Islamofóbicos”, chamando-os de “deploráveis”. Com informações de LGBTQ Nation.


Casa noturna gay em Londres se disponibiliza para servir como centro de vacinação.


Na última quarta-feira (6 de janeiro), Jeremy Joseph, proprietário da famosa boate londrina G-A-Y, tuitou afirmando que “a resposta” para a pandemia do coronavírus é a vacinação em massa e, como forma de participar na democratização do acesso rápido ao recurso, ofereceu seu espaço Heaven, em Londres, como um centro de vacinação público. O tuíte dizia: “Como outros locais de atendimento ao público, no domingo, nós escrevemos para Westminister Council oferecendo Heaven Nightclub como um centro de vacinação, é um local vazio já dividido em cabines. Seria uma honra se fosse usado fechado para ajudar a vacinar as pessoas.”

Antes dele, James Lindsay, CEO da Royal Vauxhall Tavern, já havia manifestado a disponibilidade do clube para servir ao mesmo propósito. Segundo Lindsay, a casa oferece “amplo espaço para funcionários e voluntários do Serviço Nacional de Saúde (NHS). Por conta da pandemia, centenas de bares, clubes e afins foram fechados – o que deixou muitos espaços vazios. Como forma de compensar mais rapidamente o revés financeiro, alguns dos proprietários destes estabelecimentos ofereceram suas propriedades como potenciais centros de vacinação.

LOCKDOWN 

A nota intrigante do episódio é o fato de Jeremy Joseph haver entrado com uma ação legal contra as restrições ao coronavírus, em outubro, que não foi aceita pelos tribunais de Londres. Os pubs, clubes e estabelecimentos do gênero eram obrigados a fechar às 22h, medida que Joseph definiu como sendo “prejudicial ao setor de atendimento ao público” e que o colocaria “fora do mercado”. Com o exponencial crescimento de casos de contaminação e, além disso, o surgimento de uma nova variação do vírus, Boris Johnson primeiro ministro britânico, anunciou na última segunda-feira que a Inglaterra faria o fechamento comercial mais intenso desde março do ano passado, especialmente como medida para diminuição das demandas em hospitais. “É claro que precisamos fazer mais para colocar essa nova variante sob controle. Isso significa que o governo está mais uma vez instruindo você a ficar em casa”, disse Johnson em um discurso na televisão.


Empresa se nega a registrar casamento de casal lésbico no PI.



Um casal de lésbicas acusou uma empresa de se recusar a executar o casamento entre elas, que seria realizado aproximadamente no fim de novembro de 2021. As noivas Cindy e Ludmilla, no momento de fazer a pesquisa sobre o melhor pacote para fechar negócio, se depararam com um estabelecimento que enfatizou que não realiza casamentos homoafetivos.

“Eles foram a primeira empresa que eu entrei em contato para a filmagem. Vi pelo Instagram, entrei em contato e eles logo perguntaram se eu era a noiva e quem era o noivo. Falei que era uma noiva também. A resposta que recebi é de que não faziam casamentos homoafetivos”, contou Cindy ao G1.


Em meio a recusas e constrangimento, as duas, após a repercussão do caso, foram envoltas por diversos comentários receptivos, inclusive, de empresas as quais ofereceram os serviços às duas. Filmagens, ensaios, buffet e até as alianças foram ofertados.

“Vendo a repercussão, as mensagens, vejo que essas pessoas são minoria, e cada vez mais ficam enclausuradas em seus preconceitos. O mundo tem gente muito boa e mesmo com suas crenças particulares respeitam a decisão de outras pessoas”, declarou a garota, vítima do preconceito.

Procurada pelo G1, a empresa não quis se manifestar acerca do caso, e desativou as mídias sociais.

Jovem é atropelado por carro enquanto caminhava pela calçada no Paraná; vítima acredita em homofobia.


Um jovem gay foi atropelado por um carro enquanto caminhava pela calçada, em Cambé, no norte do Paraná. O caso aconteceu na madrugada de sábado (09/01) e foi registrado por uma câmera de segurança.

Ao G1, a Polícia Militar (PM) disse que, pelas imagens, o atropelamento pode ter sido proposital. No vídeo, a vítima aparece sendo atingido pelas costas. Na sequência, ele consegue se levantar e correr. “Só lembro do meu corpo formigando depois do impacto. A única força que tive usei para pedir ajuda”, contou o rapaz, que tem 19 anos e pediu para não ser identificado por medo. “O atropelamento pode ter sido um ato homofóbico? Acredito que pode ser sim“, acrescentou.


A Polícia Militar (PM) havia informado que a vítima era travesti, no entanto o jovem informou que é homossexual, e não travesti.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, na mesma noite uma testemunha contou aos policiais que anotou a placa do veículo e seguiu até onde ele parou. Essa pessoa passou o endereço à Polícia Militar, uma equipe foi até a casa do suspeito, mas só encontrou o carro, ele havia fugido.


De acordo com o G1, o jovem prestou depoimento à Polícia Civil e soube na delegacia que o suspeito do atropelamento foi identificado e localizado. À vítima, os policiais disseram que o suspeito deve prestar depoimento acompanhado de um advogado. “Não o conheço, nunca ouvi falar dele, não sei o motivo para ele ter feito isso”, finalizou.

Golpista do app Grindr aplica “Boa noite Cinderela” em Fortaleza.


Vítima de 52 anos relata o caso em que foi alvo de um golpe, onde teve parte de seus bens roubados.

Devido a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, todas as relações costumeiramente desenvolvidas pelo contato pessoal tiveram de passar por uma readaptação. Neste período, os aplicativos de relacionamento como Tinder, Badoo, Once, dentre outros, ganharam força. Porém, na medida em que os encontros realizados através destas plataformas se tornam uma prática comum, é preciso ligar o sinal de alerta quanto aos riscos de encontros presenciais com quem se conhece apenas através da tela de um computador ou celular. Em Fortaleza, por exemplo, um usuário do aplicativo “Grindr” está sendo denunciado por ser suspeito de aplicar o golpe “Boa noite Cinderela” em seus parceiros de encontro.


Em Fortaleza, por exemplo, um usuário do aplicativo “Grindr” está sendo denunciado por ser suspeito de aplicar o golpe “Boa noite Cinderela” em seus parceiros de encontro.

A vítima mais recente do homem identificado apenas como Carlos procurou o ” A Notícia do Ceará” para relatar o caso em que foi alvo de um golpe, onde teve parte de seus bens roubados. Pedindo para não ser identificado por temer retaliações, o autônomo de 52 anos conta que conheceu Carlos pelo aplicativo “Grindr”, e que o encontro foi viabilizado após cerca de um mês de contato através de aplicativo de conversas. Na ocasião, na noite da última segunda-feira (11), a vítima relata que foi dopada e que passou cerca de 16 horas em sono profundo.

“Levei Carlos para a minha casa. No momento em que me distanciei, ele deve ter colocado alguma substância na minha bebida. Acordei somente às 16h do dia seguinte, quando me dei conta de que ele havia roubado minha TV e meu aparelho celular”, revela a vítima que também teve cartão da conta bancária roubado.

O homem de 52 anos revela, ainda, que passou a desconfiar quando Carlos adotou um comportamento agressivo em áudios enviados pelo WhatsApp. A vítima conta, ainda, que o grau de temor foi elevado quando o criminoso se identificou como Cleydson, um nome diferente do que constava no aplicativo. “Em alguns áudios ele [Carlos] me pareceu bem alterado. Por segurança, passei o contato dele, com prints de conversa e foto do perfil do WhatsApp, para uma amiga”, revela.

A vítima relata que procurou a Delegacia para prestar Boletim de Ocorrência (B.O) e que as autoridades já iniciaram as investigações para localizar o criminoso. Segundo o relato da vítima, Carlos [ou Cleydson] afirmou ser morador do bairro Parangaba, na capital cearense.

Saiba Mais

O “Boa noite Cinderela” é um golpe no qual o sujeito utiliza drogas como meio de execução para conseguir roubar ou estuprar a vítima. No crime de roubo, o uso desse golpe consiste na utilização de drogas para reduzir à impossibilidade de resistência da vítima e, consequentemente, subtrair os seus bens.

Este crime, geralmente, ocorre em boates e danceterias, quando o sujeito criminoso oferece bebida com tranquilizante (droga) à vítima, fato que provoca uma condição de passividade e reduz à sua resistência a fim de subtrair bens pessoais.

Trata-se, portanto, de crime de roubo, tipificado ao teor do artigo 157 do Código Penal Brasileiro, doutrinariamente classificado como emprego de violência imprópria, uma vez que o criminoso visa apoderar-se do patrimônio da vítima e, para isso, emprega meios que impossibilite a sua resistência ou defesa.

Segurança vai responder por injúria racial por expulsar trans de banheiro feminino.


Um ano depois, Lanna Hellen finalmente comemora a decisão do juiz Thiago Augusto Lopes de Morais, da 14ª Vara Criminal de Maceió.

O segurança de um shopping na parte alta de Maceió vai responder penalmente por crime de injúria racial em um caso registrado no início de 2020, quando uma mulher trans teria sido expulsa do banheiro feminino do centro de compras. Lanna Helen protestou pelo tratamento que ela classificou como humilhante, e tudo foi parar nas redes sociais, ganhando a mídia nacional. A pena, se condenado, é de reclusão de 1 a três anos e multa.

A denúncia do Ministério Público foi recebida pela 14ª vara criminal da capital, que determinou diligências, e deu prazo de 10 das para o denunciado, José Rui de Gois, responder por escrito às acusações.

“Verifico que a denúncia contém a descrição dos fatos criminosos imputados ao acusado, com a pontuação de provas da materialidade e de indícios contundentes de autoria em desfavor deste. Assim, RECEBO a DENÚNCIA ofertada pelo Ministério Público em todos os seus termos, ao tempo em que DETERMINO que a Secretaria deste Juízo adote os seguintes atos processuais, diligências e/ou sistemática processual: 1. Evolua a classe do procedimento para Ação Penal...”, afirma o juiz Thiago Augusto Lopes de Morais.

Em seu depoimento, confirmado por mais de uma testemunha ouvida no inquérito, a vítima contou que se sentiu discriminada, "então resolveu filmar a situação com o telefone. Em atitude de protesto, foi à praça de alimentação e, em seguida, foi contida pelos seguranças e bombeiros civis”, disse Lanna.

“Pouco tempo depois de ser contida e levada para um local de acesso restrito de pessoas, chegou uma viatura da Polícia Militar. Ao ser perguntada pelos policiais sobre seu nome, ela então indicou que seria Lanna Hellen, quando o policial perguntou-a como estava o nome nos documentos. Mais uma vez ela disse que o nome era Lanna Hellen. Após isso, foi informada que estava presa por desacato e desobediência, sendo colocada na viatura e levada à delegacia, onde ficou numa cela junto com outro preso”, relatou ela, segundo descrição do depoimento.


Segurança nega

Já o denunciado nega as acusações. Em depoimento, José Rui diz que Lanna teria saído do banheiro feminino alterada, e que teria sido informado que ela teria ido ao salão de beleza em que trabalhou e feito ameaças para receber um dinheiro que lhe era devido.

Ouvida, a proprietária do salão de beleza desmente a versão. “A proprietária do salão de beleza "'Espaço da Beleza', confirma que a vítima foi sua funcionária no período da BlackFriday de 2019. Quanto a algum desentendimento que possa ter havido, a testemunha nega e afirma que ‘Lanna se comportava de maneira ímpar, ilibada, em seu salão de beleza", além disso "era uma boa profissional, educada e tratava bem a todas as pessoas que frequentavam o salão de beleza”, diz a transcrição do depoimento.

A reportagem não conseguiu contato com o denunciado nem com o advogado dele para comentar a decisão, ficando aberto o espaço para defesa.

Um comentário:

  1. OMG, just saw that shocking video with the car hitting a woman... 😏

    So scary, so sad and so awful. 🙄 Needs to stop! 🤷‍♂️

    ResponderExcluir