segunda-feira, janeiro 18, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Lady Gaga cantará hino nacional na posse de Joe Biden.



Jennifer Lopez, Demi Lovato, Justin Timberlake e Bon Jovi também participarão do evento que ocorrerá no próximo 20 de janeiro.

Lady Gaga irá cantar o hino nacional dos Estados Unidos durante a cerimônia de posse do presidente eleito Joe Biden e da vice Kamala Harris na Casa Branca. A informação foi publicada pelo Comitê de Organização Presidencial do evento nesta quarta-feira (14). Após participar ativamente da campanha do democrata Joe Biden, acompanhando o presidente eleito democraticamente em seus comícios, a cantora foi escolhida para representar um dos momentos mais importantes e marcantes da posse.

Além da performance de Gaga, o evento contará com outros nomes de prestígio da música, como Jennifer Lopez, Demi Lovato, Justin Timberlake e Bon Jovi.  Amanda Gorman, vencedora do Prêmio Nacional de Jovem Poeta, que fará leitura de um de seus poemas, e Andrea Hall, presidente da Associação Internacional de Bombeiros, que apresentará o juramento da bandeira, também são nomes confirmados.

Em 2016, durante a posse de Donald Trump, grandes artistas se recusaram a participar do evento do então presidente eleito. A ampla participação feminina no novo governo é uma vitória.

Joe Biden nomeia mais um membro abertamente gay para seu governo.



Marootian já exerceu o cargo de diretor de Transportes em Washington D.C desde 2017, se destacando por ajudar as empresas a sobreviverem durante à pandemia do coronavírus.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, nomeou Jeff Marootian para ocupar o cargo de assistente especial do presidente sobre clima e ciência. Com a escolha, Marootian se torna mais um homem gay a compor o governo. As informações são do Public Radio of Armenia.

Marootian já exerceu o cargo de diretor de Transportes em Washington D.C desde 2017, se destacando por ajudar as empresas a sobreviverem durante à pandemia do coronavírus. Ele é originalmente de Nova Jérsei, e se formou pela George Washington University. “Ele trabalhou incansavelmente para fazer nossas estradas e calçadas mais seguras e eficientes, e construiu uma rede de transporte que não só atende nossas necessidade hoje, como também atenderá no futuro” – disse a prefeita de Washington D.C, Muriel E.Bowser, em comunicado (via Washington Post). Bowser disse em comunicado que a substituição de Marootian será feita em breve, e que seu último dia na cidade será no dia 21 de janeiro, um dia após a cerimônia de posse de Biden.

Pete Buttigieg é nomeado para Secretaria de Transportes

Além de Marootian, outro político abertamente homossexual, Joe Buttigieg, foi convidado pelo presidente eleito dos EUA para ser Secretário de Transportes, sendo o primeiro membro da comunidade LGBTQIA+ a ser ministro dos Estados Unidos. “Estou nomeando Pete para a Secretaria de Transportes porque ele é preparado para agir nos desafios da intersecção entre empregos, infraestrutura, equidade e clima” – disse Biden sobre a nomeação de Buttigieg. Biden nunca fez uma promessa explícita de nomear um membro abertamente LGBTQ para seu governo, mas em entrevista à CNN na semana passada, ele reconheceu a importância de incluir comunidades marginalizadas em seu governo. 

Pete Buttigieg governou a cidade da South Bend, de apenas 100 mil habitantes, no estado de Indiana, de 2012 a 2020. Até então ele era pouco conhecido no cenário nacional, mas acabou ganhando visibilidade após sua campanha investir nas áreas rurais pró-Trump.

Líder religioso diz que vacina tornará as pessoas gays.



O rabino ortodoxo israelita Daniel Asor diz que a vacina faz parte de um plano de Bill Gates com Illuminati para transformar todas as pessoas em gays.

O rabino israelita ortodoxo Daniel Asor postou em uma rede social que a vacina para o Covid-19 “pode te tornar gay”. As informações vieram do canal Israel Hayom. “Qualquer vacina usando substrato embrionário, e nós temos evidências disso, podem causar tendências opostas.” – disse, acrescentando que há uma “malícia do governo global” que inclui o Bill Gates e os Illuminati para espalhar o vírus e, talvez, transformar todas as pessoas em gays. 

Em resposta, a organização que defende os direitos LGBTQIA+ em Israel, Havruta, disse em tom de sarcasmo que está “se preparando para dar as boas-vindas aos novos membros”. 

Houve uma fake news espalhada pela comunidade internacional de que a vacina contra o covid-19 era feita de fetos abortados. No entanto, mesmo que fosse, a organização judia que defende os direitos LGBTQIA+ da Austrália, Aleph Melbeourne, disse que é “ridículo” afirmar que uma pessoa poderia “virar” homossexual. “Isso é tão ridículo quanto dizer que uma pessoa que come peixe em conserva pode engravidar” – disse Michael Barnett, membro da organização – “É alarmante ouvir algo tão ignorante e sem sentido sendo anunciado por um Rabino para sua comunidade, ainda mais no meio de uma pandemia”. 

Israel é um dos países que mais está conseguindo vacinar a maior quantidade de pessoas no menor tempo quando comparado a qualquer lugar do mundo. As autoridades do país são muito eficientes na vacinação.

NO BRASIL 

Vale lembrar que aqui no Brasil teve um pastor evangélico e bolsonarista chamado Davi Goés que recentemente foi intimado a prestar depoimento pelo Ministério Público do Ceará por dizer que a vacina causaria câncer e tinha “HIV dentro dela”. “Você não vai sentir nada, mas depois de um tempo, doenças aparecerão”– disse o religioso na ocasião – “Muitas pessoas vão morrer de câncer achando que foi porque comeu alguma coisa, porque era hereditário, mas na verdade é por causa da vacina” – complementa, acrescentando também a informação mentirosa de que nenhum país do mundo está comprando a vacina chinesa. 

Mulher pode pegar 20 anos de prisão por ameaçar explodir escola que anunciou apoio a casamento igualitário.



Uma americana de 36 anos admitiu ter ameaçado bombardear a mais antiga escola católica para meninas dos Estado Unidos depois que a instituição para meninas informou que apoiaria o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Em maio de 2019, Sonia Tabizada deixou duas mensagens no correio de voz da escola ameaçando funcionários e alunos da Georgetown Visitation Preparatory School, de Washington D.C., capital do país. Nas mensagens, Sonia falou que cometeria “terrorismo” e explodiria a escola. As ameaças ocorreram depois que a instituição de ensino revelou que apoiaria o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“O réu fez ameaças violentas contra estudantes do ensino médio, líderes religiosos e funcionários da escolas com base unicamente em seu desacordo com a aplicação da doutrina religiosa por uma escola particular”, disse Eric Drieband, procurador-geral assistente da Divisão de Direitos Civis, em comunicado. “Tolerância e liberdade religiosa são valores fundamentais em nossa sociedade e o Departamento de Justiça continuará a processar vigorosamente ameaças violentas motivadas por preconceitos”, completou.

Tabizada pode pegar até 20 anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada e multa de até US $ 250.000. O julgamento está marcado para 23 de março.

Adolescente expulsa de casa por ser lésbica expõe a própria mãe no Twitter após invasão ao Capitólio.



Uma adolescente de 18 anos usou o seu perfil no Twitter para denunciar a mãe, o tio e a tia que participaram da invasão ao Capitólio, em apoio ao presidente Donald Trump.

Na ocasião, Helena Duke compartilhou em seu perfil um vídeo em que sua mãe, Therese Duke, tenta tomar um celular das mãos de uma policial e acaba agredida no rosto.

 “Oi, mãe. Lembra de quando você me proibiu de ir aos protestos do Black Lives Matter porque poderia ter violência? Essa aí não é você?“, escreveu Helena na publicação. Em entrevista ao jornal New York Post, a jovem contou que a mãe havia dito que iria a uma consulta médica antes de sair de casa. De acordo com a filha, sua mãe era democrata, mas “sofreu uma lavagem cerebral”, e que “qualquer coisa que o presidente (Trump) fala, ela acredita“.

A jovem, que disse ter sido expulsa de casa por ser lésbica, abriu uma vakinha para conseguir ajuda momentâneamente. “No momento não tenho ideia de como vou pagar pelos meus estudos e tenho pouca ajuda financeira. Tenho o sonho de me tornar advogada. Quero fazer o mundo um lugar melhor e preciso de alguma ajuda para isso“, desabafa Helena, que arrecadou quase R$ 222 mil em dois dias. 

Advogado vira réu após proferir ofensas homofóbicas à promotora.



O advogado Celso Machado Vendramini foi denunciado por proferir ofensas homofóbicas a uma promotora do Ministério Público de São Paulo durante uma sessão de julgamento de dois policiais militares no segundo Tribunal do Júri da Capital. As informações foram divulgadas pelo MPSP (via Estadão) e quem o colocou no banco dos réus foi a juíza Cynthia Torres Cristofaro.

A acusação alega que Vendramini fez “comentários totalmente desconexos” ao julgamento “imbuídos de especial ânimo de segregação à orientação sexual e à identidade de gênero do grupo LGBTQI+”. 

O transcrito da denúncia aponta que Vendramini se dirige a promotora Cláudia Ferreira Mac Dowell insinuando uma possível homossexualidade dela por ter visto uma aliança na mão esquerda dela, mas que não sabe se ela é casada ou não. “O pessoal fala muito da Rússia… eu sou fã do Putin. Sou fã do Putin… lá não tem boi não. Lá não tem passeata gay Rússia não. E os comunistas adoram… né… os comunistas… a-do-ram… Vai sê gay lá na Rússia pá vê o que acontece… o Putin. Eu acho que a… a… a… a democracia da Rússia… é a democracia que eu gosto…”, disse o advogado, que é ex-militar. 

O Ministério Público de São Paulo disse que o advogado teve a clara intenção de ofender a promotora ao fazer “menção à aliança que a vítima utilizava em um dos dedos, comentando que acreditava que a família deveria ser preservada, com intuito claro de ofender diretamente a promotora de Justiça”.



Homofobia é crime desde 2019 Em junho de 2019, o Brasil se tornou 43º país a criminalizar homofobia. Por oito votos a três, o STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou o uso da Lei do Racismo para punir homotransfobia. O uso desta lei se trata de uma medida provisória enquanto o Congresso cria leis específicas para LGBT+. 

O texto aprovado reconhece “omissão inconstitucional do Legislativo” por ignorar medidas contra a homofobia. Por isso, enquanto o Congresso Nacional não cria legislação específica para o tema, o STF enquadrou a homofobia na Lei de Racismo. As ações apresentadas afirmam que a discriminação na sociedade tem impedido a população LGBT+ de viver livremente o exercício de todos os seus direitos. 

A pena para quem cometer o crime será de um a três anos, além de multa; se houver divulgação ampla de ato homofóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social, a pena será de dois a cinco anos além da multa.

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