quinta-feira, janeiro 28, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Biden anula medida de Trump que impedia pessoas trans no exército.



"O presidente Biden acredita que a identidade de gênero não deve ser uma barreira para o serviço militar", esclarece nota da Casa Branca

Em pouco tempo de mandato, Joe Biden já reverteu algumas das ações de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. Em 2016, o então presidente Barack Obama permitiu que pessoas trans se alistassem e servissem ao país através das Forças Armadas. Além disso, a medida concedia direitos médicos para a realização da transição de sexo, mas Trump não apenas a vetou como declarou que os colegas militares cisgêneros ficariam “sobrecarregados com o tremendo custo médico e com a perturbação que a presença dos transgêneros causaria”. 

O Partido Democrata ainda tentou levar a decisão de Trump à Justiça, afirmando que o veto tinha natureza discriminatória. Apesar dos esforços da oposição, no início de 2019 a Suprema Corte manteve a ação de Trump e permitiu que as intenções do republicano seguissem curso.

De acordo com dados oficiais do governo americano, o conjunto das Forças Armadas do país tem cerca de 1,3 milhão de soldados em atividade. Não há registro oficial sobre pessoas trans, mas um relatório da Rand Corp feito em 2016, organização que realiza pesquisas e análises para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, estima um número próximo a 2.500 soldados.

A Casa Branca lançou nota sobre a medida de Biden.

“O presidente Biden acredita que a identidade de gênero não deve ser uma barreira para o serviço militar e que a força da América está em sua diversidade. […] Permitir que todos os americanos qualificados sirvam ao seu país é melhor para os militares e melhor para o país, porque uma força inclusiva é uma força mais eficaz. […] É a coisa certa a se fazer e é do nosso interesse nacional”, dizia parte do pronunciamento.

Lloyd Austin, General do Exército da Reserva e novo secretário de Defesa dos Estados Unidos, corroborou a decisão de Biden em discurso no Senado. Além de uma promessa de campanha, a medida faz parte de uma série de esforços do novo presidente democrata de garantir acesso plural à todas as camadas do serviço público do país.

FBI prende gay pró-Trump que invadiu o Capitólio.



Um defensor gay de Donald Trump, Brandon Strak (44),  foi preso pelo FBI no dia 25 de janeiro pelo ataque ao Capitólio no início do mês. Ele foi acusado de contribuir para desordem civil, sabendo que não podia entrar em áreas restritas e também ter permanecido no ambiente sem ter autorização, além de também estimular conduta inadequada de outras pessoas no mesmo evento.

De acordo com os documentos da corte, os oficiais do FBI identificaram Straka em um vídeo, que agora foi deletado das redes sociais, gritando “Vá! Vá!” dentro do Capitólio. Além disso, os oficiais também acharam diversas mensagens no Twitter dele que agora também foram deletadas, entre elas:

* Patriotas no Capitólio – MANTENHAM A LINHA!!!” 

* “Cheguei ao Capitólio há algumas horas e os patriotas estão por todos os lados. Estive bem perto de entrar, mas polícia começou a jogar gás pela porta. Eu inalei a bomba de gás lacrimogênio. Os patriotas começaram a sair logo depois que o Congresso foi liberado.” 

Além destes, vários vídeos capturados pelo FBI mostravam Straka no prédio do Capitólio no dia 6 de janeiro. Straka está sob custódia federal e ele deve prestar depoimento ainda neste dia 26 de janeiro.

Ele já tinha aparecido na mídia em junho de 2020 por ter sido expulso de um avião por ter se recusado a usar uma máscara obrigatória em combate contra a covid-19. Na época, Straka argumentou no Twitter que “não estava na lei a obrigatoriedade da máscara”, enquanto a companhia aérea argumentou que se tratava de uma empresa privada e que ele precisava seguir as normas.

Na época, uma das respostas no Twitter que deu mais repercussão foi: “Você não tem uma condição clínica, tirando [o fato de] ser Republicano e narcisista. Vestir uma máscara é sinônimo de respeito.” – disse Matthew Rettenmund – “Protege os outros. É provado que funciona (…) Você é uma desgraça”.

Promotor pede prisão de vigilante que não evitou ataque homofóbico.



Em um restaurante de Barcelona, no Dia do Orgulho de 2019, o jovem gay ALC (nome não revelado) tentava fazer seu pedido em uma das máquinas de autoatendimento do estabelecimento quando, segundo relatos, JMSG (nome também não revelado) disse ao jovem: “Eu vou fazer você virar hétero”.

O homofóbico, além de falar das roupas e da aparência afeminada do jovem gay, comparou o agredido com mulheres estupradas. Segundo ele, isto acontece porque elas são provocadoras: “Melhor andar com um guarda-costas, porque agora quando você sair, eu vou te dar um remédio que a bicha vai sair de dentro de você”, ele gritou. “Vamos sair daqui que eu vou te fazer virar hétero”.



Por conta dessa atitude, o Ministério Público de Barcelona entrou com o pedido de 18 meses de prisão e uma multa diária de 12 euros durante 9 meses para o agressor, além de outros 9 meses de prisão e desqualificação para o agente de segurança do local. Isto porque o guarda permaneceu apenas olhando a situação e não impediu que as agressões ocorressem, se tornando conivente com o ataque homofóbico.

O procurador responsável por crimes de ódio, Miguel Ángel Aguilar, pediu que a justiça decretasse 18 meses de impedimento de exercício da profissão para o gerente da segurança do restaurante, DJT, que já possui histórico de represálias e violência. O Ministério público postula que o vigilante, “mesmo sabendo da natureza altamente conflituosa da JMS devido a problemas anteriores com outros clientes e o tipo de pessoa com quem se relacionava, não evitou o ataque e permitiu o ato”. Após alguns momentos de humilhação da vítima dentro do estabelecimento, o vigia informou à polícia da Catalunha que “dois clientes estavam se ameaçando”.

Todo o crime foi gravado e imagens já foram divulgadas. O Tribunal de Instrução 28 de Barcelona concluiu, há alguns meses, que era necessária uma medida cautelar e proibiu que JMS se aproximasse da vítima. O promotor pretende levar o caso às últimas instâncias para comprovar ação discriminatória contra orientação sexual, um crime de ódio segundo as leis da Catalunha. 

QUANDO A OMISSÃO É CRIME

No Brasil, de acordo com o Código Penal, no art. 13, § 2º, a omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado, mas não o faz. São três as situações previstas no código como dever de agir a quem:

1) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
2) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado.
3) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

Os casos mais frequentes de omissão – que inclusive são pautas na mídia e em novelas – são da situação número 1, em que os pais que são responsáveis pelo cuidado, proteção e vigilância de crianças e adolescentes se omitem perante abusos sexuais, violência e outras transgressões de direitos infantis, segundo a auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) Jaqueline Cherulli.

Primeira covereadora intersexo, Carol Iara, é vítima de atentado a tiros em SP.



A covereadora de São Paulo pelo PSOL, Carol Iara, sofreu um atentado a tiros em sua casa na madrugada deste dia 27 de janeiro. Segundo informações preliminares divulgadas pela ANTRA Brasil no Instagram, dois tiros teriam sido disparados para dentro de sua casa, mas ela não se feriu.

“Nossa companheira Carol Iara, co-vereadora da Bancada Feminista do PSOL sofreu um atentado na madrugada de ontem, deram dois tiros para dentro de sua casa. Carol está bem. As medidas de segurança foram tomadas. Mas iremos realizar o Boletim de Ocorrência na Delegacia de Proteção a Pessoa. Via @bancadafeministapsol“ – diz o post da ANTRA.

Ela vai realizar o Boletim de Ocorrência na Delegacia de Proteção a Pessoa às 15h30 deste dia 27 na Rua Brigadeiro Tobias, 527. Seu partido e a equipe pedem que os movimentos sociais enviem representantes para a delegacia exigindo a investigação. Em nota, o PSOL disse:

“Não podemos permitir que ao ocupar espaço de poder as mulheres pretas, travestis sejam silenciadas com violência”. 

Carol Iara é a primeira pessoa intersexo a ocupar o cargo de covereadora, fazendo parte da Bancada Feminista do PSOL. Além dela, fazem parte da bancada a professora Silvia Ferraro, a ativista Paula Nunes, a advogada Dafne Sena e a tradutora Natália Chaves.

Professor negro e gay é morto a facadas em Salvador; suspeita é de homofobia.



Gay assumido, Carlos Alexsandro Silva França, de 48 anos, professor da rede estadual de ensino público, foi assassinado na madrugada da quinta-feira (21/01) em sua residência, no bairro dos Barris, em Salvador.

Segundo informações da revista Fórum, a Polícia Militar informou que uma equipe foi acionada por conta de uma briga entre dois homens. No local, os policiais encontraram Carlos com ferimentos causados por golpe de faca, e o autor do crime com uma peixeira em mãos. O suspeito ainda tentou reagir, mas foi contido pelos policiais com um tiro no ombro. Os dois foram conduzidos ao Hospital Geral do Estado. Após alta, o acusado foi levado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde terminou preso em flagrante. Carlos França não resistiu aos ferimentos e foi sepultado na manhã desta sexta-feira (22/01), no município de Amélia Rodrigues, sua cidade natal. 

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS) lamentaram a morte do professor, ressaltando a possibilidade do crime ter sido cometido por homofobia. “O Brasil está no ranking dos países que mais matam LGBTs no mundo. Uma realidade que causa muita preocupação e urgentemente precisa ser transformada. É preciso respeitar a diversidade, respeitar as pessoas e a vida. A SJDHDS repudia veementemente essa violência brutal e reafirma o seu compromisso em defesa de todas as pessoas da comunidade LGBTQIA+”, diz a nota.

Influenciadora Ygona Moura morre vítima do coronavírus.



A influenciadora digital Ygona Moura morreu no dia 27 de janeiro em decorrência do novo coronavírus.
 
A informação foi divulgada pelos familiares no Instagram, que estava sendo atualizado com informações sobre o estado de saúde dela, que ficou internada por cerca de duas semanas na UTI de um hospital em São Paulo. 

Pessoal, perdemos a Ygona. Ygona será sepultada às 11h, no cemitério da Vila Formosa. O caixão será lacrado e só poderá ir apenas 10 familiares da família., dizia a mensagem. Com cerca de 200 mil seguidores, Ygona foi diagnosticada com Covid-19 após participar de uma festa no início do ano. 

Na rede social, ela minimizou a gravidade da Covid-19 e afirmou que estava em busca de aglomerações. Gente, que noite foi essa. 

Noite de aglomeração com sucesso. Sai de lá quase 8h da manhã. Aglomerei mesmo e recebi bem pra isso. Hoje estou caçando um baile, quero aglomerar de novo, disse ela na época, gerando uma onda de críticas no Instagram. 

Ex-ministro Mandetta prevê megaepidemia no Brasil em 60 dias.



O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta quarta-feira (27), em entrevista ao programa Manhattan Connection da TV Cultura, que em 60 dias o Brasil pode ter uma megaepidemia causada pela nova variante do coronavírus, detectada em Manaus.

Para Mandetta, a transferência de pacientes para outros estados pode aumentar a disseminação dessa nova cepa.

“Hoje nós temos quatro grandes crises sanitárias. E entrando a quinta crise que é essa história, dessa Cepa, dessa variante de Manaus, que o mundo inteiro está fechando os voos para o Brasil e o Brasil está, não só aberto normalmente, como está retirando paciente de Manaus e mandando para Goiás, mandando para a Bahia, mandando para outros lugares sem fazer os bloqueios de biossegurança. Provavelmente, a gente vai plantar essa Cepa em todos os territórios da federação e daqui a 60 dias a gente pode ter uma megaepidemia”, explicou.

Vacinas

Questionado sobre qual seria a vacina preferida, o ex-ministro disse que, para o uso individual, a da Pfizer seria a melhor opção, com 95% de eficácia. No entanto, para a imunização coletiva no Brasil citou as vacinas Coronavac e da AstraZeneca/Oxford. “Para um país como o Brasil, continental, que não tem como levar uma vacina a – 70ºC a todos os rincões. Tanto a vacina da Corona (Coronavac) e Astrazeneca, (armazenadas) de 2º a 8º, são aquelas que melhor se aplicam. E aquela que tiver disponível, eu vou tomar”.

Um comentário:

  1. CUIDEM -Se!! Use as máscaras e higienize sempre as mãos! Qualquer descuido e as consequências serão irremediáveis. Lembrem se dos alertas que tivemos nas festas de final de ano e os prognósticos foram certeiros. Não dêem ouvido aos negacionistas e se afastem das pessoas sem máscara ou evite-os. As consequências serão terríveis, onde os hospitais estão lotados e sem recursos.

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