terça-feira, janeiro 26, 2021

POLÍTICA

 Protesto por impeachment de Bolsonaro ganha verbete na Wikipédia.



"Pela primeira vez, setores ligados aos dois lados antagônicos como esquerda e direita passaram a protestar contra o governo em cima de um objetivo comum", diz enciclopédia

Os protestos que ocorreram no país no último final de semana (dias 23 e 24) pedindo o impeachment do presidente Jair Bolsonaro ganharam um verbete na Wikipédia. A página se refere às carreatas que aconteceram em pelo menos 45 cidades de 21 estados.

“Pela primeira vez, setores ligados aos dois lados antagônicos como esquerda e direita passaram a protestar contra o governo em cima de um objetivo comum”, diz o artigo.

Com o slogan “Sem oxigênio, sem vacina, sem governo”, as manifestações contra o governo Bolsonaro têm tido apoio de movimentos da direita, como o MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem pra Rua, e movimentos de esquerda, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e partidos como PT, PSOL e PCdoB.
Também são citados os panelaços que ocorreram no dia 15 de janeiro, também em defesa do impeachment do presidente.

Entre as causas apontadas pelos protestos estão a declaração do presidente no último dia 5 de janeiro de que o país estava “quebrado” e que ele não “podia fazer nada” e o colapso na saúde do Amazonas, cuja falta de oxigênio já era conhecida pelo governo, que nada fez. Pelo contrário, pressionou o estado a adotar a cloroquina, sem eficácia comprovada contra a Covid-19. Foram enviados 120 mil comprimidos pelo governo federal ao estado.

De acordo com levantamento do instituto Atlas Político, divulgado neste domingo (24), 53,6% dos brasileiros afirmam ser favoráveis ao impedimento do mandatário, enquanto 41,5% se colocam contra a medida. 4,9% não sabem.

Em meio à crise da pandemia, que já deixou mais de 215 mil mortos e com a demora do governo em trazer vacinas para os brasileiros, a rejeição ao governo Bolsonaro também disparou. Segundo a pesquisa, a avaliação Ruim/Péssimo subiu de 32% para 40% entre dezembro e janeiro. No mesmo período, o Bom/Ótimo caiu de de 37% para 31%. Outros 26% consideram Regular.

53,6% já defendem o impeachment de Bolsonaro, aponta Atlas Político.



Levantamento foi divulgado um dia depois das carreatas mobilizadas nacionalmente em favor do impeachment, da vacina e do auxílio emergencial

Apontado como um dos institutos que mais acertou durante as eleições municipais de 2020, o instituto Atlas Político divulgou uma pesquisa de opinião neste domingo (24) que mostra que já há uma maioria que defende o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo dados do levantamento, 53,6% afirmam ser favoráveis ao impedimento do mandatário, enquanto 41,5% se colocam contra a medida. 4,9% não sabem.

Entre novembro e janeiro, a adesão à medida cresceu 9 pontos percentuais.

A pauta é mais forte no Nordeste, com 62% a favor, e no Centro-Oeste, com 58% a favor. A região Norte é a mais resistente ao impedimento, com apenas 46% de adesão. Em todas as regiões, a parcela favorável é maior que a contrária. Por gênero, mulheres (63%) defendem o impeachment, enquanto homens são contra (51%).

A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 24, abarcando o período das carreatas nacionais contra o presidente.

Datafolha

Os números sobre o impeachment são o inverso do que foi apresentado pelo instituto Datafolha, na sexta-feira. Apesar de mostrar uma disparada na rejeição do presidente – o Ruim/Péssimo foi de 32% para 40% em apenas um mês -, o levantamento da Folha disse que 53% são contra o impeachment enquanto apenas 42% são favoráveis.

Impeachment

A pauta do impeachment ganhou nova força em janeiro, principalmente por conta do novo colapso do sistema de saúde de Manaus, que registrou mortes de pacientes por falta de oxigênio. Enquanto a oposição se articula, as buscas sobre impeachment disparam no Google.

No sábado, foram realizadas carreatas em todas as capitais do Brasil em defesa do impeachment do presidente, da vacinação contra a Covid e da volta do auxílio emergencial.

Além disso, levantamento da Paraná Pesquisas aponta que a população reconhece a responsabilidade de Bolsonaro no atraso das vacinas.



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