sexta-feira, janeiro 08, 2021

POLÍTICA

 “Para a imprensa voltava o Lula, a Dilma”, diz Bolsonaro, que agora fala que Brasil está “uma maravilha”.



Bolsonaro disse ainda que "o maior problema do Brasil é a imprensa" e atacou diretamente o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim: "É gente que não tem caráter".

Jair Bolsonaro voltou a atacar a imprensa nesta quarta-feira (6) e culpou a mídia pela “confusão” em torno de sua declaração, de que o Brasil “está quebrado e eu não posso fazer nada”, feita no dia anterior.

“Confusão ontem, você viu? Que eu falei que o Brasil estava quebrado. Não, o Brasil está bem, está uma maravilha. A imprensa sem vergonha, essa imprensa sem vergonha faz uma onda terrível aí. Para imprensa bom estava Lula, Dilma, gastava R$ 3 bilhões por ano para eles”, afirmou, em nova conversa com apoiadores.

O presidente disse ainda que “o maior problema do Brasil é a imprensa” e atacou diretamente o colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.

“O maior problema do Brasil não é com alguns órgãos, é a imprensa. Por exemplo, hoje tá o Lauro Jardim, [dizendo] que ontem o Michel Temer ligou pra mim. De vez em quando eu falo com ele, mas tem mais de 30 dias que eu não falo. Ai ele inventa uma historinha embaixo, dizendo que eu estou influenciando a eleição da mesa [da Câmara]. É gente que não tem caráter, né? Lauro Jardim e tantos outros aí”, disse Bolsonaro a apoiadora.
Desempregados

Bolsonaro ainda falou da declaração em que culpou os brasileiros pelo desemprego, justificando que “há 30 anos estão destruindo a educação” e que temos a “geração Paulo Freire”.

“Ontem eu falei que parte dos brasileiros não estão preparados para o mercado de trabalho. Eles falam que eu ofendi todos os desempregados brasileiros. Agora, nós importamos serviço, que não tem gente habilitada aqui dentro. Porquê? Há trinta anos é destruída a educação no Brasil. A geração Paulo Freire, né?”.

Vacina

Bolsonaro ainda se referiu à imprensa como “sem vergonha” por cobrar um plano para vacinação contra o coronavírus.

“Essa imprensa sem vergonha vive falando que estamos atrasados. Vários países compraram 10 mil doses de vacina e, daí, lógico estão aplicando e nós não. Mas, tem que ter responsabilidade. Tem uma tal de Anvisa que ninguém toca no assunto”, disse Bolsonaro, que tossiu e demonstrou estar com coriza
.


Bolsonaro diz que caos gerado por Trump nos EUA se deu por “falta de confiança no voto”.



"No Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, será a mesma coisa", complementou Bolsonaro em conversa com apoiadores.

Em conversa com apoiadores na manhã desta quinta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro comentou sobre a invasão do Capitólio e afirmou que a falta de confiança no voto é que gerou tal situação nos EUA.

“O pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora. Basicamente, qual foi o problema? A causa dessa crise toda? Falta de confiança no voto”, disse.

“O pessoal votou e por terem dados os votos por correio, por causa da tal da pandemia, houve gente lá que votou 3, 4 vezes. Foi uma festa lá. Ninguém pode negar isso daí. Então a falta de confiança, levou a esse problema que está acontecendo lá”, disse Bolsonaro.

Na sequência, Bolsonaro afirmou que o mesmo pode acontecer no Brasil em 2022.

“E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. A imprensa vai falar: sem provas pra falar que a fraude existe… eu não vou mais responder esses canalhas da imprensa”, declarou o presidente colocando em dúvida a lisura do sistema eleitoral brasileiro.

Por fim, Bolsonaro disse que só foi eleito porque teve “muitos votos” e demonstrou “coragem para combater o sistema corroído”. Aos seus críticos, ele desejou coragem para enfrentá-lo, mas, não confirmou se será candidato à reeleição em 2022.

Felipe Neto desafia Bolsonaro e “familiares inúteis”: “Cadê as provas de fraude nas eleições de 2018?”



O presidente voltou a falar sobre fraudes nas eleições ao comentar invasão do Congresso americano.

O blogueiro e empresário Felipe Neto desafiou o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e, segundo ele, “seus familiares inúteis”, a provarem as fraudes nas eleições de 2018.

“O Jair prometeu entregar, dizendo quando venceu no 1° turno. CADÊ?”, escreveu.

“Prezado presidente Jair Bolsonaro, familiares inúteis @BolsonaroSP, @CarlosBolsonaro @flaviobolsonaro e todos os jornalistas e blogueiros bolsonaristas, Jovem Pan, etc… Cadê as provas da fraude da eleição de 2018? O Jair prometeu entregar, dizendo q venceu no 1° turno. CADÊ?”

Bolsonaro já afirmou várias vezes que a sua eleição, em 2018, foi fraudada, que ele teria vencido no primeiro turno. Nesta quinta-feira, ao comentar a invasão do Congresso americano, ele voltou a falar no assunto.

“E aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. A imprensa vai falar: sem provas pra falar que a fraude existe… eu não vou mais responder esses canalhas da imprensa”, declarou o presidente colocando em dúvida a lisura do sistema eleitoral brasileiro.

Por fim, Bolsonaro disse que só foi eleito porque teve “muitos votos” e demonstrou “coragem para combater o sistema corroído”. Aos seus críticos, ele desejou coragem para enfrentá-lo, mas, não confirmou se será candidato à reeleição em 2022.

"É um fascista mais tosco do que Trump".



Jair Bolsonaro, fez uma espécie de ameaça velada, no dia seguinte da invasão do Capitólio.

“Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar o voto, nós vamos ter problema pior que os Estados Unidos.”

Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania, afirmou que, “Bolsonaro, à luz do dia, anuncia que não entregará o cargo se perder a eleição”.

“Dia sim, dia também, põe em dúvida o sistema que lhe deu o mandato no voto popular. É um fascista mais tosco do que Trump, mas o golpismo é sua essência: amante da ditadura e de torturadores.”

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