terça-feira, fevereiro 16, 2021

DIREITOS

 Cabo sofre assédio sexual de sargento no Exército e acaba sendo investigado como culpado.



Caso foi revelado em reportagem do Fantástico; Exército indiciou sargento por ter cometido ato libidinoso, e o cabo vítima do assédio, por ter supostamente permitido, o que ele nega.

Um cabo do Exército denuncia ter sido vítima de assédio sexual praticado por um sargento em um prédio da Força Armada. O caso foi revelado em reportagem do jornalista Maurício Ferraz, do Fantástico, exibida neste domingo (14). Mas, durante o inquérito conduzido para apurar a denúncia, o Exército resolveu denunciar não apenas o sargento, por praticar ato libidinoso, como o cabo, por supostamente ter permitido que elas acontecessem, ambos considerados crimes militares. A vítima nega que tenha correspondido às investidas.

O cabo, que não foi identificado, revelou que os assédios teriam acontecido em um prédio na Urca, no Rio, onde moram generais do Exército. O sargento Ricardo Godoi era responsável pela administração do prédio e o cabo fazia a segurança do local.  Godoi teria chamado o cabo para verificar uma alteração em um dos apartamentos, que estava vazio. O sargento teria fechado a porta, de acordo com o relato do cabo, e passado a elogiar o porte físico de seu subordinado e a acariciar suas pernas. “Ele queria fazer sexo oral”, diz o cabo.
O rapaz então gravou a conversa com um celular que tinha no bolso. Nela, o sargento promete recompensas – e é instigado a oferecer mais.

Um cabo do Exército denuncia ter sido vítima de assédio sexual praticado por um sargento em um prédio da Força Armada. O caso foi revelado em reportagem do jornalista Maurício Ferraz, do Fantástico, exibida neste domingo (14). Mas, durante o inquérito conduzido para apurar a denúncia, o Exército resolveu denunciar não apenas o sargento, por praticar ato libidinoso, como o cabo, por supostamente ter permitido que elas acontecessem, ambos considerados crimes militares. A vítima nega que tenha correspondido às investidas.

O cabo, que não foi identificado, revelou que os assédios teriam acontecido em um prédio na Urca, no Rio, onde moram generais do Exército. O sargento Ricardo Godoi era responsável pela administração do prédio e o cabo fazia a segurança do local.  Godoi teria chamado o cabo para verificar uma alteração em um dos apartamentos, que estava vazio. O sargento teria fechado a porta, de acordo com o relato do cabo, e passado a elogiar o porte físico de seu subordinado e a acariciar suas pernas. “Ele queria fazer sexo oral”, diz o cabo.

O rapaz então gravou a conversa com um celular que tinha no bolso. Nela, o sargento promete recompensas – e é instigado a oferecer mais.

Em depoimento, o sargento negou que tivesse cometido os assédios. No entanto, em uma acareação, ele admitiu as investidas e ainda disse que, no primeiro episódio, ouviu do cabo que “nada era de graça”. No segundo, o sargento afirmou que o cabo permitiu contato físico. E admitiu que abriu o zíper da calça do cabo, e colocou a mão nas partes íntimas dele.

O sargento foi transferido para outro lugar não revelado pelo Exército. O cabo está afastado, por problemas psicológicos.

Após críticas a novo edital do livro didático, Lira diz que vai “ouvir todas a manifestações”.



Governo Bolsonaro é acusado de diminuir restrições do PNLD a livros que contenham racismo, sexismo e preconceito regional

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), usou as redes sociais nesta segunda-feira (15) para comentar sobre as críticas recebidas pelo novo edital do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), publicado pelo Ministério da Educação na última sexta-feira (12). O texto retira a proibição de obras que contenham sexismo, racismo e preconceito regional.

“Sou nordestino antes de tudo e penso também que o racismo, o preconceito e a violência contra a mulher são abomináveis e devem ser combatidos desde cedo. A educação deve dar a cada cidadão a capacidade crítica para seguir a sua caminhada formando seus julgamentos e pontos de vista”, escreveu Lira no Twitter, sem mencionar diretamente o PNLD.

Na sequência ele afirma que “aqui na Câmara a hora é do nós – e vamos ouvir e acolher todas as manifestações. A maioria prevalecerá como acontece na democracia”. “E o povo tem legitimidade de manifestar -se e mobilizar seus representantes”, finalizou.

Conforme aponta reportagem do portal Publishnews, especializado na área editorial, a principal mudança está nos “critérios éticos” dos livros. No PNLD 2019, publicado em 2018, havia proibições a obras que continham preconceito regional, étnico-racial, de gênero, de orientação sexual, de idade, de linguagem, religioso, de condição de deficiência e por condição socioeconômica. Além disso, destacava a importância das obras adotarem compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher.

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