segunda-feira, fevereiro 01, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Bispos denunciam Bolsonaro na ONU e OMS: “Negacionista e indiferente à dor”.



Eles também endossam os mais de 60 pedidos de impeachment.

De acordo com informações apuradas pela coluna de Jamil Chade no UOL, diversas entidades religiosas e bispos fizeram uma denúncia apresentada ao Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos alertando que a pandemia no país é “alimentada por uma conduta política, econômica e social contraditória, negacionista, indiferente à dor” e que “está amplificando as profundas desigualdades”, fazendo severas críticas à Jair Bolsonaro.

“O descaso dos poderes públicos, na esfera federal, estadual e municipal, pelos fatos apresentados e exigem investigações em vista de toda possível responsabilização” – diz a carta, afirmando que apoia “os mais de 60 pedidos de impeachment do Presidente da República, em particular pelos crimes de responsabilidades com respeito às políticas de saúde pública em tempo de pandemia”.

O grupo pede que a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos (CNUDH) façam pressão sobre o governo brasileiro, argumentando que “não há transparência nas informações e menos ainda confiança nas decisões tomadas pelas representações políticas em relação à contenção da covid-19”. “A cada dez pessoas mortas por COVID-19 no mundo, uma é do Brasil”.



Entre as entidades religiosas estão a Comissão Especial para a Ecologia Integral e Mineração da CNBB, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (CONIC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Franciscans International, a Fundação Luterana de Diaconia, além de organizações de missionários, congregações, bispos e de irmãs.

“A carta ainda cita uma investigação da Faculdade de Saúde Pública da USP e da Conectas Direitos Humanos e que mostra que a grande proliferação e as mortes por Covid-19 não resultam apenas da incompetência ou da falta de condições econômicas e de estrutura pública de saúde. “Este estudo indica que, sob o argumento da retomada da atividade econômica a qualquer custo, há o empenho da União em favor da disseminação do vírus em território nacional. A análise detalhada das decisões do governo, em relação à pandemia, revela uma estratégia de propaganda contra a saúde pública, um discurso político que mobiliza argumentos econômicos, ideológicos e morais”, dizem.

“Faz-se amplo uso de notícias falsas e informações técnicas sem comprovação científica, com o propósito de desacreditar as autoridades sanitárias, enfraquecer a adesão popular às recomendações de saúde baseadas em evidências científicas e promover o ativismo político contra as medidas de saúde pública necessárias para conter o avanço da covid-19”, completam.

Congresso Nacional se destaca com iluminação no Dia da Visibilidade Trans.



No último dia (29), onde a importante data da Visibilidade Trans foi comemorada, o Congresso Nacional se destacou e surgiu iluminado com as cores da bandeira da causa. O ato foi elogiado nas redes sociais.

David Miranda, deputado do Rio de Janeiro, comemorou a ação. “Foi grande o empenho, mas conseguimos! O Congresso foi iluminado com as cores da bandeira trans, pela primeira vez na história. Por nossa iniciativa, da Bancada do PSOL. Precisamos de parlamentares trans. Pelos Direitos das pessoas trans. Viva a diversidade!”, disse ele.

Em tempo, a rede Carrefour Brasil optou em abrir diversas vagas de empregos, para a contratação de pessoas trans em todo o país. O foco da empresa, é aumentar a sua representatividade.

“Diversidade é um princípio do qual não abrimos mão. Promovemos a inserção profissional para grupos minorizados considerando que o trabalho é um dos principais fatores de inclusão social”, falou Kaleb Machado, responsável pelo setor de diversidade do grupo.

Casos de gonorreia e clamídia pararam de crescer com uso de PrEP, diz estudo.



Antes do estudo, a porcentagem de participantes com resultados positivos para sífilis, gonorreia ou clamídia era de 50% e vinha crescendo cerca de 8% a cada trimestre.

Um estudo conduzido entre 2015 e 2018 na Austrália com 2.404 pessoas, que iniciou o uso de PrEP, sendo a maioria homens cisgêneros gays que nunca tinham usado anteriormente, e publicado recentemente pelo Jornal da Associação Médica Americana (JAMA Network), concluiu que houve uma interrupção do crescimento de casos de gonorreia e clamídia e que nenhum participante se infectou com o HIV. As informações são do colunista do UOL e médico infectologista Rico Vasconcelos.

Antes do estudo, a porcentagem de participantes com resultados positivos para sífilis, gonorreia ou clamídia era de 50% e vinha crescendo cerca de 8% a cada trimestre. Outro ponto que mudou quando comparados aos períodos pré e pós-PrEP foi a frequência de testagens anuais para ISTs realizadas pelos participantes, subindo de uma média de 3 para 4,5 por ano.



“Essa informação é fundamental para compreender o impacto no crescimento das ISTs pois, com mais testes, os casos de ISTs são diagnosticados e curados, interrompendo a transmissão dessas bactérias para novas pessoas” – diz a coluna.

“Ainda que a PrEP possa provocar algum grau de desinibição nas práticas sexuais, isso não ocorre de forma universal entre os seus usuários, e nem mesmo é capaz de minar o potencial benefício no controle do HIV e das outras ISTs, como mostra esse e outros estudos.” – aponta Rico.

“Todos os estudos publicados dos últimos anos mostraram a mesma coisa: engajar a população mais vulnerável às ISTs em um acompanhamento de Prevenção Combinada, com testagem periódica e PrEP é atualmente a melhor alternativa para o controle dessas epidemias. Evidência científica é o que não falta para guiar as ações de saúde pública nessa área. O que precisamos agora para controlar o HIV e as outras ISTs é de investimento e vontade do poder público de implementar as ações. Lembrando sempre de que a luta deve ser contra as ISTs e não contra o sexo” – conclui o médico infectologista.

Após Carolina Iara, covereadora trans Samara Sosthenes é vítima de atentado a tiros.


No boletim de ocorrência consta que o tiro foi lançado para o alto e que quem atirou estava de capacete. 

Na madrugada do dia 31 de janeiro, a coveradora Samara Sosthenes, integrante do mandato Quilombo Periférico (PSOL/SP), teve sua casa atacada por uma pessoa de moto que disparou com uma arma de fogo contra a sua residência. As informações são do Estadão. 

No boletim de ocorrência consta que o tiro foi lançado para o alto e que quem atirou estava de capacete. 

A família de Sosthenes não conseguiu registrar a placa do veículo e uma testemunha, que não quis se identificar, presenciou o atentado. 

A vereadora também diz que o bairro onde ela vive não tem histórico de violência. “Não é um fato isolado, isso é sim um ataque, uma forma de querer silenciar esses corpos pretos, periféricos e trans que estão agora dentro da política”, disse em uma gravação publicada na página oficial do Quilombo Periférico no Instagram, em frente ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil. 

No dia 26 de janeiro, foi Carolina Iara, covereadora da Bancada Feminista do PSOL de São Paulo, sofreu um atentado quando dois tiros foram disparados em sua residência. 

No mesmo dia, foi Erika Hilton, outra vereadora trans e negra de São Paulo, quem sofreu ameaça em seu próprio gabinete, na Câmara Municipal, por um homem que se identificou apenas como “garçom reaça”.

Carol Iara, Samara Sosthenes e Erika Hilton foram atacadas justamente na Semana da Visibilidade Trans, numa tentativa de ferir suas existências.” – diz a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ no Instagram – “É dever do Estado de São Paulo (Ministério Público/Justiça/ Justiça Eleitoral/Secretaria de Segurança) garantir a segurança dessas mulheres, com carro blindado, escolta, celeridade nas investigações e responsabilização de quem está ameaçando, para que elas possam exercer os seus mandatos com plenitude.”

Chama a atenção que os três ataques ocorreram na semana da visibilidade trans e foram perpetrados contra mulheres transexuais e parlamentares da Câmara de Vereadores de São Paulo.

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