quinta-feira, fevereiro 11, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Chamado de “pai da medicina Islã” por seguidores, religioso diz que vacina contra Covid-19 “torna as pessoas gays”.



O aiatolá Abbas Tabrizian, clérigo iraniano, afirmou que a vacina contra covid transforma as pessoas em homossexuais. A mensagem do foi dada nesta terça-feira (09/02) na plataforma de mensagens Telegram, onde o religioso tem mais 210 mil seguidores.

“Não chegue perto de quem tomou a vacina contra a Covid. Eles agora são homossexuais“, escreveu Tabrizian, que é conhecido por seus seguidores como o “pai da medicina Islã“. Segundo informações do tablóide britânico Daily Mail e do The Jerusalem Post, o religioso possui uma histórico de promover o preconceito e falsas informações sobre a medicina ocidental.

A declaração foi criticada duramente por vários médicos, movimentos e personalidades. O jornalista britânico Peter Tatchell, conhecido pelo seu ativismo em prol dos direitos LGBTQ+, disse que o aiatolá “demoniza” tanto a vacina quanto à comunidade gay, combinando “ignorância científica com um apelo cruel à homofobia“, declarou. Ao Jerusalem Post, a ativista Sheina Vojoudi, que também é iraniana, criticou a fala do religioso. “Os clérigos do Irã estão sofrendo de falta de conhecimento e humanidade“, disse Sheina.

No Irã, é proibido qualquer tipo de atividade sexual fora de um casamento heterossexual. As atividades sexuais entre pessoas do mesmo sexo são puníveis com prisão, punição corporal ou execução. Vários homossexuais foram mortos no país desde a revolução islâmica, em 1979.

Família procura por jovem transexual que desapareceu após sair para trabalhar em Bauru.



Uma família de Bauru (SP) está a procura de uma jovem trans de 21 anos que desapareceu depois de sair para trabalhar no último dia 18 de janeiro.

Ao G1, a mãe da jovem conta que a filha, conhecida pelo nome social de Isa, foi para a casa de uma amiga no dia 15 para passar o fim de semana e, na manhã do dia 18, saiu para trabalhar. No entanto, ela contou que foi buscar a jovem no trabalho à noite, mas ela não apareceu. A família registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento no dia 22 de janeiro. Segundo a mãe, no dia do desaparecimento, Isa teria saído de casa usando trajes femininos.

De acordo com o G1, a Polícia Civil informou que vai ouvir formalmente a mãe e a amiga da jovem, mas que ainda não tem suspeitas do que aconteceu.

Casal é vítima de transfobia após nascimento do filho e não consegue registrar nascimento em cartório.


O hospital registrou o nome do pai como de "mãe" e vice-versa

Um casal que mora em Jaraguá do Sul, no norte de Santa Catarina, fez um B.O no último dia 4 de fevereiro para denunciar uma situação de transfobia após o nascimento do filho.  A unidade de saúde emitiu a certidão de forma errada, escrevendo que o pai Derick Wolodasczyk, de 24 anos, quem deu à luz, porém no documento o nome dele foi escrito como “mãe”, e sua esposa, Terra Rodrigues, de 23, foi escrito no local designado como pai.

Procurado, o hospital informou que segue a instrução do Ministério Público para preencher a Declaração de Nascido Vivo (DNV).

A advogada de ambos, Ana Cristina Cunha Rodrigues, disse que ambos não tiveram seus nomes e identidades de gênero respeitados.

“Desde o momento que eles pisaram no hospital, eles não tiveram os nomes sociais respeitados. Foi um desrespeito essa questão do documento” – afirmou a advogada. Derick e Terra também estudam a possibilidade de processar a instituição.

Já o Hospital e Maternidade Jaraguá disse que segue as exigências do manual de instruções para preenchimento da declaração, proposto pelo Ministério da Saúde. O protocolo exige que o registro traga os dados da parturiente como mãe.

“As equipes da maternidade e da assistência social do hospital prestaram todo o atendimento ao casal e ao bebê, inclusive realizando o encaminhamento do casal à Promotoria do município, que deverá prestar auxílio à família. O hospital está à disposição para esclarecer as dúvidas”, disse em nota. Com informações do G1

Casal acredita em transfobia após não conseguir registrar filho por erro em certidão; hospital se manifesta.


Pulseira usada pelo pai na maternidade em Jaraguá do Sul 

Um casal denunciou à polícia uma situação que pode ser considerada transfobia após o nascimento do filho. O Boletim de Ocorrências foi registrado na última quinta-feira (4) para denunciar o caso, que ocorreu no Hospital e Maternidade Jaraguá, em Santa Catarina.

O casal, que mora em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, relatou que não consegue registrar a criança por um erro na certidão preenchida ainda na maternidade. Eles alegam ser vítimas de transfobia, pois segundo os pais da criança, a certidão fornecida pela unidade de saúde e exigida no cartório foi preenchida errada. Por conta disso, o bebê ainda não foi registrado.

Segundo a reportagem do G1, o campo onde é separado para preencher o nome do pai e da mãe, foram preenchidos ao contrário. O pai, Derick Wolodascyk, um homem transexual de 24 anos, é quem deu à luz ao filho. Mas, no documento, o nome dele foi escrito no campo da mãe. E no campo onde consta o nome do pai, foi preenchido com o nome Terra Rodrigues, 23, que é a mãe do bebê.

Na última terça-feira (9), o casal foi à delegacia para registrar o caso, que será tratado na polícia como racismo, que foi equiparado à LGBTfobia em 2019. O nascimento da criança aconteceu no dia 26 de janeiro no Hospital e Maternidade Jaraguá, e além do boletim de ocorrência, foi feito um mandado de segurança para mudar o documento e conseguir registrar o bebê com os respectivos nomes dos pais.

Em uma nota enviada ao portal G1, o Hospital e Maternidade Jaraguá disse: “As equipes da maternidade e da assistência social do hospital prestaram todo o atendimento ao casal e ao bebê, inclusive realizando o encaminhamento do casal à Promotoria do município, que deverá prestar auxílio à família. O hospital está à disposição para esclarecer as dúvidas“.

Policial tem porte de arma suspenso: “Estão me perseguindo por ser gay”


A suspensão veio um dia antes de seu casamento

O policial militar Henrique Harrison teve a permissão para usar sua arma de fogo suspensa nesse dia 9 de de fevereiro pela Polícia Militar do Distrito Federal. A razão apontada é um vídeo em seu canal do YouTube em que comenta sobre como é ser homossexual e ingressar no ambiente militar.

No vídeo, há uma pistola que aparece em um móvel localizado no quarto onde ele gravou o vídeo, e segundo a determinação assinada pelo 27º Batalhão da Polícia Militar, é regra “não portar arma de fogo institucional em atividade estranha ao serviço policial militar”. Por isso, uma Portaria de Sindicância foi instaurada para apurar a conduta indevida.



“Postei um vídeo para incentivar pessoas a passarem pela jornada que passei. Nesse vídeo, viram que havia uma arma na bancada da minha casa e alegaram isso para fazer a acusação. Ninguém perguntou se era a minha arma ou um simulacro, por exemplo. Mas no caso da pessoa que me ameaçou, por exemplo, ela não perdeu o porte de arma. Policiais o tempo todo postam vídeos limpando a arma, manuseando-as em casa, e nenhum é punido. Por que apenas eu tenho de ser punido?“, disse Harrison ao portal Metrópoles.



O policial diz que a sexualidade é o motivo para a abertura do processo de sindicância interna: “Eu sei que é uma perseguição por causa da minha orientação sexual, e eu recebo isso na véspera do meu casamento. Eu amo estar na Polícia Militar, posto fotos em todos os lugares mostrando como sou feliz na profissão que escolhi, mas realmente é muito difícil trabalhar num lugar em que muitas pessoas estejam tentando te colocar para correr. Eu não faço nada de errado nas minhas ocorrências, fui policial destaque no batalhão em que trabalho. Estão buscando qualquer coisa para me punir” – desabafa Harrison.

A notificação para Henrique Harrison veio um dia antes de seu casamento com seu namorado Jadson Lima, que estava programado para o dia 10 de fevereiro. Vale lembrar que em 2020, ele e seu namorado apareceram na mídia após uma foto de um beijo gay durante uma formatura ter viralizado e ambos terem virado motivo de chacota em um grupo de WhatsApp.

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