quinta-feira, fevereiro 18, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Reino Unido vai devolver medalhas a militares dispensados por serem gays.



Estimativa é que, até essa data, de 200 a 250 militares eram expulsos por ano.

O Ministério da Defesa do Reino Unido anunciou nesta terça (16) que vai devolver as condecorações a militares dispensados por causa de sua sexualidade, o que ocorreu no país até o ano 2000. A estimativa é que, até essa data, de 200 a 250 militares eram expulsos por ano, grande parte deles com perda das medalhas.

Segundo o governo britânico, a medida deve beneficiar tanto os que foram condenados por "comportamento homossexual", de acordo com legislação específica da época, quanto os que foram apenas dispensados por causa de orientação sexual, sem qualquer condenação.

Segundo a Stonewall, organização em defesa dos direitos LGBTs, a decisão divulgada hoje "ajudará muito a corrigir os erros do passado". A ONG atribui o resultado à campanha desenvolvida por Joe Ousalice, 70, que entrou na Justiça para recuperar a medalha perdida em 1993, quando pessoas LGBT foram proibidas de servir nas Forças Armadas.

Bissexual, ele serviu na Guerra das Malvinas, na Irlanda do Norte e em conflitos no Oriente Médio, o que lhe valeu em 1991 uma condecoração por Longo Serviço e Boa Conduta em 1991. Em 1992, foi preso e condenado por "indecência grave". Em 2019, quando iniciou seu caso contra o Ministério da Defesa, Ousalice contou à BBC: "Um cara veio com uma tesoura e disse 'desculpe, amigo, eu preciso da sua medalha' e apenas cortou a medalha de mim".

O ex-militar diz que sentiu uma imensa solidão, sem ninguém com quem contar. Teve perdas financeiras, por causa da redução da aposentadoria, e dificuldades para encontrar novo emprego. Em 2020, após vencer a ação na Justiça, recuperou a medalha e recebeu um pedido de desculpas do governo, que prometeu revisar a situação de todos os casos semelhantes.

No anúncio desta terça, o Ministério da Defesa chamou a dispensa de militares de erro histórico, mas Ousalice disse que a retratação e devolução de condecorações não é suficiente, pois falta indenizar os punidos pelo impacto nas pensões. O governo afirmou estar "trabalhando para examinar e compreender o amplo impacto das práticas anteriores a 2000", mas não especificou outras reparações.

Em 2017, uma nova legislação permitiu a emissão de perdão aos que houvessem sido condenados por relacionamentos consensuais entre pessoas do mesmo sexo no passado. A nova norma ficou conhecida como Lei de Turing, em homenagem a Alan Turing, que ajudou os britânicos a decifrarem os códigos de guerra nazistas, mas foi depois processado por ser homossexual, em 1952, e submetido a castração química.

O matemático morreu em 1954, dias antes de completar 42 anos, envenenado por cianeto (na época, o caso foi registrado como suicídio), e sua história foi contada no livro "Alan Turing: o Enigma" e depois filmada em "O Jogo da Imitação", que ganhou o Oscar de melhor roteiro adaptado em 2015.

Presidente da Argentina, Alberto Fernández quer combater feminicídio e transfobia.



O presidente da Argentina, Alberto Fernández anunciou a criação de um Conselho Federal que intenta, sobretudo, combater casos de transfobia e feminicídio no país. “Responder aos atos de extrema violência contra mulheres e LGBTI”, diz o documento oficial, conforme a imprensa local.

“Para acabar com estes eventos, é preciso realizar estratégias coordenadas entre o governo nacional, as províncias e os municípios da Argentina, que ajudem a prevenir e identificar situações de risco e garantir um Estado que responda rapidamente”, garantiu o mandatário por meio do Twitter.

O Conselho Federal atuará com proficiência para desenvolver uma área de coordenação, que cuide integralmente destes casos com enfoque na prevenção, investigação, sanção, assistência e reparação de tais crimes.

Em tempo – Alberto Fernández, ano passado, publicou um decreto no qual o exército do país terá que dedicar 1% de suas vagas para pessoas trans. O objetivo é diminuir o preconceito contra esta população.

Pandemia aumentou discurso de ódio contra LGBTI+ na Europa.



Estudo revelou que lideranças políticas e religiosas têm reforçado práticas e falas contra o segmento.

A pandemia de coronavírus impulsionou um forte crescimento do discurso LGBTfóbico em toda Europa e Ásia Central, de acordo com um estudo anunciado na última terça-feira (16), por um grupo que defende os direitos da população LGBTI+.

Os ataques verbais contra membros da comunidade LGBTI+ por parte de políticos aumentaram na Albânia, Azerbaijão, Bósnia, Bulgária, República Tcheca, Estônia, Finlândia, Hungria, Itália, Kosovo, Letônia, Moldávia, Macedônia do Norte, Polônia, Rússia, Eslováquia e Turquia, apontou a federação ILGA-Europa em seu relatório anual que consultou 54 países.

Os líderes religiosos em Belarus, Grécia, Eslováquia, Turquia e Ucrânia também são acusados no relatório sobre discurso de ódio, e alguns deles alegam que as pessoas LGBTI+ estão por trás da propagação da Covid-19.

Na Eslovênia e Ucrânia, particularmente, o ataque veio de um dos principais meios de comunicação.

"Houve ressurgimento de autoridades e funcionários que usam as pessoas LGBTI+ como bodes expiatórios", disse Evelyne Paradis, diretora da ILGA-Europa.

Na Polônia e Hungria, a discriminação a LGBTs integra "repressão geral contra a democracia e a sociedade civil", considera a entidade.

Deputado bolsonarista que quebrou placa de Marielle Franco é preso pelo STF.



Foi preso pela Polícia Federal na noite desta terça-feira (16/02) o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ), lembrado por ter quebrado a placa em homenagem a Marielle Franco em outubro de 2018.

O parlamentar teve a ordem de prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal após divulgar um vídeo com discurso de ódio no qual faz apologia do AI-5 e ataca ministros do Supremo. No julgamento, os ministros destacaram a legalidade da prisão em flagrante e o caráter de crime inafiançável. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, trata-se de hipótese de crime inafiançável, “uma vez verificado que os requisitos possíveis para a prisão preventiva estão presentes”. Moraes também determinou que o YouTube seja comunicado para providenciar o imediato bloqueio do vídeo de Silveira, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Em vídeo divulgado em uma rede social no momento da prisão, o deputado afirmou: “Neste momento, 23h19. Polícia Federal [está] aqui na minha casa“. Em seguida, ele voltou a atacar e desafiar o STF e a fazer ameaças, dizendo que já foi preso mais de 90 vezes quando era policial militar.

A assessoria do deputado afirma ser “evidente o teor político da prisão” e que os fatos que a embasaram “sequer configuram crime, uma vez que acobertados pela inviolabilidade de palavras, opiniões e votos que a Constituição garante aos deputados federais e senadores”.

MG: Homem estupra jovem lésbica de 17 anos para “curar” sexualidade da vítima.



Um homem de 52 anos foi preso na última sexta-feira (12/02), na zona rural de Elói Mendes, no Sul de Minas Gerais, acusado de estuprar uma adolescente de 17 anos por supostamente não concordar com a orientação sexual da jovem.

Segundo informações do Estado de Minas, o suspeito, que é amigo da família, convidou a vítima para um passeio de bicicleta pelas estradas rurais. Durante o trajeto, o homem passou a questionar a jovem sobre sua sexualidade. Ao chegarem em um área vazia, o agressor surpreendeu a vítima e cometeu o estupro. De acordo com a publicação, enquanto praticava os abusos, ele proferiu uma série de ofensas de cunho homofóbico.

O delegado Jorge Bruno Barbosa da Silva pediu a prisão temporária do suspeito. “Ficou evidenciado que o homem havia praticado o estupro com a motivação de corrigir a vítima em razão de sua orientação sexual, e, ainda, que ele estaria assediando familiares para dissuadir a adolescente da ideia de levar o caso adiante na polícia“, disse Jorge.

O criminoso foi preso em sua residência e indiciado pelo crime de estupro corretivo, que passou a integrar o Código Penal em 2018, com a promulgação da Lei 13.718.

Transexual é morta com tiro no peito por policial militar em motel de Manaus; PM é considerado foragido.



Uma transexual de 25 anos foi morta com um tiro no peito em um motel no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus, na madrugada de sábado (13/02). Segundo informações do G1, um policial militar é suspeito de cometer o crime. Ele fugiu do local e é considerado foragido pela polícia.

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o suspeito e a vítima entraram no motel durante a noite. Policiais suspeitam que os dois tiveram algum desentendimento e o policial atirou contra no peito da vítima, que assim como o PM não teve o nome divulgado. Ela acabou não resistindo e faleceu no local.

O policial militar tentou sair do motel, mas a atendente não quis abrir a porta. Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito fugiu do local. “As imagens mostram que a atendente não quis abrir o portão para ele. Ele dá uma ré no carro, depois vai para cima do portão, derruba e foge do local. A motivação não sabemos ainda”, disse ao G1 um investigador da DEHS que preferiu não se identificar.

Ainda de acordo com a reportagem, o corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML). O caso é investigado pela DEHS para chegar até o suspeito e descobrir o que motivou o crime.

Dono de bar tenta fugir da crise e é preso por traficar em app gay.



Claudio Simplício afirmou que por causa da pandemia, completava renda com a atividade criminosa.

O dono de um bar foi preso em flagrante no Rio de Janeiro suspeito de vender drogas por meio de aplicativos de relacionamento gay.

Claudio Simplício, de 43 anos, foi identificado pela polícia durante patrulhamento. Os policiais da 13ª DP em Copacabana avistaram o homem em atitude suspeita em cima de uma bicicleta, com algo nas mãos.

Os policiais abordaram o suspeito e encontraram com ele dois papelotes de cocaína. Ao ser questionado, o homem alegou que começou a traficar há poucos meses por causa da crise financeira. Disse ainda que a situação estava muito difícil e foi necessário encontrar uma forma de ganhar dinheiro. Em depoimento na delegacia, o suspeito confessou ao delegado Felipe Santoro que há seis meses comercializava entorpecentes por meio de um aplicativo de relacionamento gay.

No Scruff, ele divulgava a venda de drogas e captava clientes com o nome de "TK delivery 20", informou a polícia.

Toda a negociação era feita via aplicativo. O traficante só conhecia o comprador no momento da entrega, que era realizada pelo próprio autor e no local escolhido por ele. No momento da prisão, o cliente não foi identificado pela polícia. "A audácia do traficante era tamanha que no próprio perfil anunciava a venda de drogas — 'TK Delivery' significaria a entrega de cocaína. A utilização de código entre traficantes e usuários é antiga e tenta dificultar a atuação da polícia", explicou o delegado Felipe Santoro.

Santoro ainda revelou que o suspeito é proprietário de um bar em Copacabana e que fazia do tráfico uma complementação da renda. O delegado frisou que os bandidos agem nos aplicativos, visando a sensação de nunca serem pegos. "Os traficantes de drogas agem por meio de aplicativos, visando a impunidade dos seus atos, acreditando que não serão descobertos através de perfis fakes. O anonimato na internet proporciona a sensação, equivocada, de impunidade", finalizou Santoro.

Os policiais agora investigam onde o traficante adquiria as drogas e se há outros participantes do tráfico de drogas no local. O suspeito foi autuado por tráfico de drogas e foi levado ao presídio, onde ficará à disposição da Justiça.

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