segunda-feira, fevereiro 22, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 ONU denuncia Irã por aplicar eletrochoque em crianças LGBT+.



A Organização das Nações Unidas, ONU, denunciou o Irã por utilizar choques elétricos em crianças LGBTs, violando os tratados internacionais. Segundo o Pink News, a denúncia teria sido feita pelo relator especial das Nações Unidas para o Irã, Javid Rehman, a Associação Internacional de Gays e Lésbicas (ILGA, na sigla em inglês). “Crianças lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (não operados) foram submetidas a choques elétricos e à administração de hormônios e medicamentos psicoativos fortes” – disse Rehman no relatório. 

O documento de Rehman também enfatiza que tais práticas são “cruéis, desumanas e degradantes”: “O direito internacional é claro ao garantir a proteção dos direitos humanos de todas as pessoas, incluindo LGB e pessoas intersexo.

 O tratamento relatado a esses indivíduos viola seus direitos à liberdade, julgamento justo, integridade, privacidade, dignidade, igualdade perante a lei, não discriminação e a proibição absoluta da tortura e de outros tratamentos e punições cruéis, desumanos e degradantes, conforme consagrado no lei internacional.”

 O governo iraniano afirma não há “coerção nas práticas de ‘tratamento'”, mas ainda não se pronunciou sobre o relatório de Rehman. Este será discutido durante a 46ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, que ocorrerá entre os dias 22 de fevereiro a 23 de março.



No Irã, a homossexualidade é crime, e a relação sexual homoafetiva pode ser punida com prisão, punição corporal ou execução em praça pública, sendo que os homens gays sofrem penas mais rigorosas da lei quando comparada as lésbicas. Curiosamente, a identidade transgênero é reconhecida por meio da cirurgia de redesignação, sendo estas parcialmente financiadas pelo Estado. 

Alguns homossexuais acabam recorrendo a cirurgia de redesignação para evitar perseguições legais e sociais e o país é o que mais realiza a transgenitalização depois da Tailândia. Alguns ativistas de direitos humanos estimam que o governo iraniano executou entre 4.000 e 6.000 gays e lésbicas desde 1979. Em julho de 2006, dois jovens foram enforcados no nordeste do país por “crimes sexuais“, os quais, provavelmente, seriam atos homossexuais consensuais.

Sydney inaugura via permanente com cores da bandeira LGBT+.



“Esta é uma homenagem permanente ao momento em que mais de 30.000 habitantes de Sydney se reuniram, em 2017, para ouvir os resultados da pesquisa sobre o casamento igualitário”, disse a prefeita 

Uma trilha do Prince Alfred Park, de Sydney (Austrália), foi pintada com as cores do arco-íris para comemorar e celebrar a igualdade, diversidade e inclusão. O caminho, de 90m, fica lado do “Equality Green”, área do parque que recebeu esse nome em homenagem ao momento em que milhares de australianos se reuniram em 2017 para ouvir o resultado da votação sobre o casamento igualitário. 


Jess Scully, a prefeita Clover Moore e Sydney Alex Greenwich. 

“O caminho representa o progresso que fizemos em direção à igualdade e o longo caminho a percorrer antes que nossas comunidades LGBTIQ sejam livres de discriminação”, disse a prefeita Clover Moore. “Esta é uma homenagem permanente ao momento em que mais de 30.000 habitantes de Sydney se reuniram para ouvir os resultados da pesquisa postal sobre igualdade no casamento em 15 de novembro de 2017”, completou.

Homem vai parar no hospital após usar anel peniano improvisado: “Fiquei com medo de precisar amputar”.



Um homem em Bangkok na Tailândia, foi parar no hospital com uma dor incontrolável depois que tentou aumentar seu pênis com um anel de metal, pois “queria impressionar” sua namorada no Dia dos Namorados. Segundo informações do Daily Star, o homem não identificado decidiu por a rosca de metal em sua caixa de ferramentas.

De acordo com o rapaz, ele chegou a utilizar óleo de bebê para o objeto deslizar com facilidade na hora de encaixar no pênis. No entanto, a tentativa de surpreender o namorada acabou sendo um horror, pois o homem precisou ser levado às pressas para o hospital depois que o anel de metal ficou preso. “Eu estava com medo de precisar amputar meu pênis. Ele tinha inchado tanto que pensei que iria explodir”, disse o homem, que colocou o “anel peniano” um dia antes do encontro.

Após tentativas em vão de remover a peça, o rapaz decidiu que era hora de ligar para os serviços de emergência. Assim que os médicos chegaram a sua casa, ele foi levado às pressas para um hospital. O anel de metal foi cuidadosamente removido com um cortador de metal em uma operação de uma hora enquanto o homem chorava de dor durante o procedimento.

O anel tinha 3 centímetros de diâmetro e 1,5 centímetros de espessura. Os médicos usaram uma ferramenta de aço portátil, um alicate e uma folha de metal fina para evitar que deslizasse sob o anel e impedisse que a pele do homem fosse cortada. Felizmente, a porca de metal foi removida sem arranhar o pênis do homem. Ele recebeu antibióticos e creme anti-inflamatório para reduzir o inchaço. Os médicos disseram que a desventura não deixou nenhum dano permanente e seu pênis deve funcionar normalmente após algumas semanas de descanso.

PM de SC desrespeita decisão da Justiça e não reconhece nome de sargento trans.


Priscila Diana 

A sargento Priscila Diana, de 43 anos, primeira mulher trans da Polícia Militar de Santa Catarina está lutando para que a corporação reconheça o seu nome social. A militar conquistou o seu nome social há um ano, mas a polícia militar do estado vem descumprindo uma ordem judicial para reconhecer o seu nome.

Em entrevista ao portal Universa, do UOL, a sargento falou sobre o constrangimento de passar por essa situação de não reconhecimento.  “Meus documentos continuaram com os mesmos números, mas como a polícia não alterou, são para dois nomes. Em qualquer momento posso ter meu pagamento bloqueado. Quando eu preciso levar meu contracheque para comprar algo, ainda aparece meu nome antigo na checagem dos dados, o que é constrangedor”, disse.

Na última quarta-feira (17), o Juizado da Fazenda Pública de Florianópolis determinou o prazo de 15 dias para o Comando da PM catarinense explicar o descumprimento da medida, expedida em 11 de maio de 2020.

Priscila também explica que os boletins registrados por ela podem sofrer contestação no judiciário, pois o registro do sistema da PM aparece com o nome masculino, e na Justiça ela é identificada pelo novo nome social. “Se eu prender alguém ou aplicar uma multa, vai dar conflito quando esse caso for para a Justiça, porque no judiciário já consta meu nome feminino. Seria como se fosse uma policial que não existisse. Me tiraram da rua e acabaram comigo”, lamenta.

Por fim, a PMSC divulgou uma nota afirmando que o nome social de Priscila envolve o regime previdenciário, e que o processo “está em trâmite na Secretaria Estadual da Administração (SEA), no órgão de gestão central de pessoal. Esta demanda é necessária à análise da SEA, pois incorre uma diferença nas regras de previdência, ou seja, gênero feminino tem uma regra, masculino tem outra. A PMSC aguarda esta decisão do órgão central de pessoal do Estado para finalizar todo o processo”, explicou a corporação.

Mulher trans morre após ser abandonada inconsciente em incêndio durante cirurgia plástica em SP.



Morreu na madrugada deste domingo (21/02), a recifiense Lorena Muniz, de apenas 25 anos. Lorena, uma mulher transexual, morreu após ser deixada pra trás em um incêndio na clínica Paulino Plástica Segura, em Taboão da Serra, São Paulo. A modelo e maquiadora estava sedada para a realização de uma cirurgia de implante de silicone quando teve início o incêndio. 

Segundo Washington Barbosa, marido da vítima, Lorena inalou a fumaça e ficou inconsciente por sete minutos antes de ser retirada do local. Ela foi levado ao Hospital das Clínicas, porém não resistiu. Em vídeo divulgado no Instagram, Washington disse que o ar condicionado da clínica de estética pegou fogo e todos os funcionários saíram, deixando Lorena inconsciente em uma sala. “Eu e Lorena tínhamos uma vida. Comum, simples, mesmo nas dificuldades constantes do racismo e da transfobia. Estávamos casados há 6 anos. Nos conhecemos numa festa junina, noite de São João. Desde que nos conhecemos, somos parceiros de vida”, desabafou. “R$ 4 mil reais. A vida de Lorena valeu R$ 4 mil reais, minha gente”. Lorena estava na capital paulista apenas para realizar o procedimento estético. 

Assim como Erica Malunguinho, a vereadora Erika Hilton também acompanhou o caso e prestou suporte jurídico para a família de Lorena. “Não devemos medir esforços e traçar uma estratégia jurídica e política para que a clínica, localizada em Taboão da Serra, e seus braços em outras cidades, sejam investigadas e responsabilizadas, bem como os profissionais responsáveis pelos procedimentos. É indignante, mas não podemos permitir a espetacularização da morte por negligência médica e permitir que o ocorrido com mais uma travesti passe impune. Se não pressionarmos, é o que ocorrerá”, disse Erika em comunicado divulgado para a imprensa.

De acordo com Washington, até agora ele não conseguiu contato com o médico que teria feito o procedimento em Lorena e, segundo ele, omitido socorro no momento do incêndio. Barbosa ainda afirma que o médico o bloqueou em redes sociais. “A clínica sumiu. Eles estão com o dinheiro, são responsáveis pelo procedimento, agora ninguém responde. Eu preciso de um posicionamento da clínica”, afirmou o marido.

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