terça-feira, março 02, 2021

DIREITOS

 Direção da Petrobras ignora Bolsonaro e aumenta preços de gasolina e diesel pela 5ª vez no ano.



Política de preços da estatal, que segue a paridade internacional na cotação do petróleo, foi motivo de encenação de Bolsonaro, que prometeu reduzir preço dos combustíveis e demitiu o atual presidente, Roberto Castello Branco.

A direção da Petrobras ignorou a encenação feita por Jair Bolsonaro (Sem partido) em torno da política de preços dos combustíveis e anunciou na manhã desta segunda-feira (1º) o quinto reajuste nos valores da gasolina e do diesel somente neste ano.

Com o aumento, de 5%, o litro do preço da gasolina custará R$ 0,1240 mais caro nas refinarias. Já o diesel – principal motivo da ameaça de greve pelos caminhoneiros – teve acréscimo de R$ 0,1294 por litro.

O aumento dos preços da gasolina foi a principal justificativa usada por Bolsonaro no anúncio sobre a demissão de Roberto Castello Branco da presidência da estatal. No lugar dele assumirá o general Joaquim Silva e Luna, que atualmente dirige a Itaipu binacional.

Negacionismo? CRM-DF espalha fake news ao criticar lockdown.



Conselho disseminou frase que nunca foi dita pela OMS e usou a mesma retórica do presidente Jair Bolsonaro para criticar o isolamento social

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) difundiu uma frase de um enviado especial da Organização Mundial da Saúde (OMS) que nunca existiu para criticar o isolamento social rígido (lockdown) decretado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal.

Em nota publicada nesta segunda-feira (1º), o conselho diz que o lockdown se mostrou ineficaz e que “a restrição maior de liberdade causa o aumento da incidência de transtornos mentais e agravamento das demais doenças crônicas, além de prejuízo irremediável à economia”.

Para garantir um argumento “de autoridade”, o CRM recorre a uma suposta fala de David Nabarro, enviado especial da OMS, que nunca foi dita por ele: “Lockdown não salva vidas e faz os pobres muito mais pobres”. Essa declaração nunca ocorreu.

Nabarro, de fato, questionou o uso de lockdowns como método inicial de combate à Covid-19, mas defendeu que a medida seja adotada em casos de maior gravidade.

Como apontou o site Jota, a OMS possui uma sessão em seu site oficial em que defende que os lockdowns podem reduzir a transmissão do Sars-Cov-2 e que há lugares que não tem outra opção além dele.

A argumentação é muito semelhante à do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. Ela, inclusive, já foi bastante difundida por expoentes do bolsonarismo, como Arthur Weintraub, assessor presidencial, e a deputada Major Fabiana (PSL-RJ).

O que parece é que o CRM se baseou em um título de uma matéria do portal Forntliner, afeito à extrema-direita, para tirar suas conclusões, veja abaixo.

Após o presidente Donald Trump usar a fala de Nabarro para dizer que estava certo em sua política de (não) combate à Covid-19, o pesquisador disse o seguinte ao Kaiser Health News: “Meus comentários foram tirados totalmente de contexto. A posição da OMS é consistente”.

O Estado de S. Paulo fez uma checagem sobre isso em outubro de 2020, mas o uso não havia sido da frase falsa.

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