sexta-feira, março 19, 2021

DIREITOS

 Felipe Neto cria frente de advogados para defender gratuitamente os que criticam Bolsonaro.



O YouTuber Felipe Neto está organizando uma frente de advogados para assumir a defesa gratuita de todas as pessoas que forem investigadas ou processadas por se manifestarem contra Jair Bolsonaro. As informações são da Folha de São Paulo.

A frente foi nomeada como “Cala a Boca Já Morreu” e será integrada pelos escritórios de André Perecmanis, Augusto de Arruda Botelho, Beto Vasconcelos e Davi Tangerino, que estão entre os especialistas mais respeitados neste tema.
Qualquer pessoa que não possua advogado constituído poderá acionar a equipe responsável por meio de uma landing page, uma página na internet, poderá acionar a equipe responsável.

“A liberdade de expressão no Brasil está sob ataque de violentos inimigos da democracia. Querem intimidar e silenciar a todos aqueles que criticam autoridades públicas, eleitas pelo povo, e que exercem o poder que têm em nome desse mesmo povo. E para isso, se armam da Lei de Segurança Nacional, herança do passado mais terrível e assombroso do país: a ditadura militar”, destaca Augusto de Arruda Botelho.



“O Cala-Boca Já Morreu será um grupo da sociedade civil que vai lutar contra o autoritarismo e que será movido pelo princípio de que quando um cidadão é calado no exercício do seu legítimo direito de expressão, a voz da democracia se enfraquece. Não podemos nos calar. Não podemos deixar que nos calem e não vamos”, afirma Felipe Neto.

A iniciativa ocorre após o YouTuber ser intimado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no último dia 15 de março para depor em uma investigação por “crime contra a segurança nacional” ao chamar Bolsonaro de genocida no Twitter. A investigação foi aberta a pedido de Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), que protocolou uma petição fazendo a denúncia.

O delegado Pablo Sartori, que intimou Felipe Neto, tem um histórico de atos favoráveis à família Bolsonaro. Em novembro, ele indiciou Felipe Neto por suposta corrupção de menores. Também atendendo à família presidencial, o policial indiciou o artista carioca Diadorim por uma performance em que segurava a cabeça de Bolsonaro.

Antes disso, o ministro da Justiça, André Mendonça, acionou a Polícia Federal para investigar cartunistas e jornalistas que criticaram Bolsonaro.

Pesquisa Fórum: mais de 65% da população acredita que mansão de Flávio Bolsonaro é fruto de corrupção.



Investigado por corrupção pelo MP-RJ, Flávio comprou casa de quase R$6 milhões em Brasília e, segundo o órgão, a compra de imóveis é uma prática utilizada pelo senador para lavar dinheiro

A compra da mansão de R$5,97 milhões em Brasília feita recentemente por Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) não é vista com bons olhos pela população brasileira. É o que aponta a 8ª edição da Pesquisa Fórum, realizada entre 12 e 16 de março, em parceria com a Offerwise.

A negociação milionária feita por um senador da República, filho do presidente, em meio a uma pandemia, já soa no mínimo estranho e insensível, mas o histórico de “esquemas” do parlamentar contribui para a desconfiança geral.

Denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) pelo esquema das “rachadinhas”, Flávio teria se apropriado, segundo a promotoria, de salários de assessores quando era deputado estadual pelo Rio de Janeiro, e as cifras desviadas chegariam a R$6,1 milhão, praticamente o valor da compra do imóvel de luxo. As investigações apontam ainda que o senador tem por hábito comprar imóveis para lavar dinheiro.

De acordo com o levantamento feito pela Fórum, 65,4% da população acredita que o dinheiro para comprar a mansão veio de corrupção. Apenas 19,3% dos entrevistados afirmam que a negociação não teve origem ilícita e outros 15,3% não sabem ou se recusaram a responder.



Um comentário:

  1. Ótima iniciativa. Tomara que outros escritórios advocatícios adiram e ajudem a proteger as pessoas que querem se manifestar, sem receito e intimidação, contra o desgoverno.

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