terça-feira, março 23, 2021

DIREITOS

 Ao cobrarem CPI da Covid, senadores falam em "Bolsonaro na cadeia".



Os senadores Randolfe Rodrigues e Fabiano Contarato, da Rede, voltaram a cobrar de Rodrigo Pacheco a instalação da CPI da Covid, para investigar crimes cometidos pelo governo Bolsonaro na pandemia.

O pedido de criação da CPI foi protocolado em 4 de fevereiro, com o número de assinaturas exigido pelo regimento do Senado. Na semana passada, Pacheco disse a este site que o requerimento está “pendente de apreciação”.

Rodrigues, que é o líder da oposição, afirmou que a alegação de Pacheco de que “não é momento” para CPI não faz sentido.

“O único efeito colateral de uma CPI agora seria a conclusão inconteste de que o ministro da Saúde e o presidente da República, em algum momento, terão de ser presos pela condução da pandemia.”

Contarato, também senador do partido, disse que o pedido de socorro feito por senadores ao mundo não resolve o problema.

“Diante da omissão criminosa de Bolsonaro, as demais instituições precisam agir para atenuar o desastre. Mas essa medida emergencial, por melhor que seja, não deve excluir a CPI para investigar os crimes de Bolsonaro e mandá-lo, com urgência, para a cadeia.”

Juiz condena advogada por expor nas redes médico que se recusou a prescrever "remédio do presidente".



O juiz Guilherme de Macedo, da 2ª Vara Cível de São Paulo, condenou a advogada Adelaide Rossini de Jesus por ter exposto nas redes sociais o médico Pedro Artur Mendes de Andrade, depois que o profissional se recusou a lhe prescrever cloroquina.

Na ação, Andrade relatou que, em 26 de maio de 2020, encontrava-se no plantão no Pronto Socorro do Hospital Ana Costa, quando atendeu Adelaide.

A advogada reclamava de frio e tosse, disse que não tinha interesse em fazer o teste de Covid e apenas pedia a prescrição de cloroquina e azitromicina.

Após examiná-la, o médico concluiu que Adelaide apresentava “sinais vitais bons” e sugeriu um eletrocardiograma. A paciente, porém, disse que queria apenas tomar o “remédio do presidente”, insistindo na prescrição como forma profilática de tratamento.

Como ele se recusou a prescrever o medicamento, a advogada publicou no dia seguinte no Facebook a identidade do médico e uma série de acusações. Na sentença, o magistrado determinou ainda a exclusão da postagem.

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