terça-feira, março 30, 2021

MINHA VIDA GAY

 Homem adota criança que morava em hospital: "Sou gay e solteiro".



Ex-assistente social da Cruz Vermelha, Pablo Fracchia, de 37 anos, sempre sonhou em pai. No entanto, por ser homossexual, passou por muito tempo pensando que o preconceito da sociedade não permitiria que ele realizasse este sonho. “Cresci nos anos 1990, pensar em uma família sendo um homem gay era algo impossível na Argentina [onde ele vive]“, contou em entrevista ao portal Brightside.

“Depois disso, a ideia há muito perdida de uma família, mas especialmente de ter um filho, lentamente voltou à minha mente. Como sempre digo: ‘Quando o desejo venceu o medo’ decidi seguir em frente e preenchi os papéis para iniciar o processo de adoção”, explica ele, que em 2017 passou a pensar em adora uma criança. Dois anos depois, um juiz de família ligou e disse que havia uma menina que, na época, tinha 1 ano e 10 meses morando em um hospital, precisando de uma família.

De acordo com os médicos, a garota tinha um problema gastrointestinal que precisava de tratamentos específicos e, como sua família biológica não era capaz de realizar todos os cuidados necessários, o tribunal de família ordenou que Mia fosse enviada para um hospital de acolhimento que o sistema oferece para crianças com problemas de saúde. “Na Argentina, o processo de adoção geralmente não é difícil, mas é extremamente longo“, pontua o rapaz. “No final, tudo se resume na sorte de encontrar um juiz sensível, aberto e inclusivo o suficiente para pensar que um homem solteiro gay pode ser um bom pai para um bebê”, afirmou Pablo.

No tribunal, também havia outros quatro casais na lista de seleção. Felizmente, o assistente social foi o escolhido. “Nós nos abraçamos por muito tempo. Alguns minutos depois, ela apontou para um brinquedo e começou a brincar com ele. Ela meio que acenou para mim para que eu soubesse que ela queria que eu participasse, foi tudo tão natural”, relembra.

Ex-pastor Felipe Heiderich revela bissexualidade e assume namoro com youtuber: “Um relacionamento pra vida”.



Felipe Heiderich, um ex-pastor pentecostal, revelou em recente entrevista ao jornal O Dia ser bissexual e aproveitou para apresentar o namorado, o youtuber Bruno De Simone. Religioso afirmou que nunca tinha sentido atração por homens até crise vivida em 2016, após ter sido preso e ser absolvido pela Justiça, por falta de provas, em caso de acusação de pedofilia por parte de sua ex-mulher, a pastora Bianca Toledo.

Durante o bate-papo com à colunista Fábia Oliveira, ele disse que este é o seu primeiro relacionamento homoafetivo, ressaltando que não é gay, já que também sente atração por mulheres. “Se estou namorando eu penso num relacionamento para a vida, mas sim, me considero bissexual, porque sinto atração por mulheres. Tenho lido que as pessoas não acreditam na bissexualidade, então não entendo o B no LGBTQIA+, mas me considero bi, sim. Contudo, hoje estou com um rapaz“, disse ele. “Dizer que foi fácil é mentira. Ainda existe o conceito do pecado, essas coisas“.

O ex-pastor falou sobre como foi sua relação com a família ao se assumir: “Meus irmãos foram tranquilos. Minha mãe acho que ainda está em choque. Mas uma mãe que resgata um filho do hospício e sofre com ele 3 anos para mostrar sua inocência, eu creio que em breve ela também vai conseguir digerir tudo isso. É difícil para ela, mas não tenho dúvidas que ela me ama e quer me ver feliz“, contou.

Felipe comentou ainda se o fato de assumir sua bissexualidade o impediria de continuar sendo um pastor. “Para as igrejas tradicionais, sim. Hoje existem as igrejas inclusivas, que não haveria problema, mas essa não é a questão. Neste momento eu não quero pastorear. Tenho o apoio do Daniel Mastral e do Ministério MGL, que me aceitam, me amam e protegem, mas são poucas as igrejas que optam por apoiar e não excluir os homossexuais. Eu ainda estou reconstruindo os pedaços da minha vida que foram quebrados. É hora de cuidar de mim e não dos outros“, declarou.

Apresentador espanhol é alvo de homofobia nas redes sociais ao compartilhar foto com esposo e filhos.




Gay assumido, o jornalista e apresentador espanhol Lluís Guilera,de 44 anos, foi alvo de homofobia após compartilhar uma foto sua e de seu marido junto com seus dois filhos para celebrar o Dia dos Pais, comemorado na Espanha no dia 19 de março.

“Pobres crianças! Os efeitos serão vistos ao longo do tempo“, escreveu uma mulher. “Os efeitos serão vistos com o tempo”, disse um seguidor. “Adotado ou comprado?”, questionou outro. E não parou por aí! “Se eles forem comprados, como você vai explicar a eles que alugou o útero de sua mãe biológica?”, “Não entendo como a lei pode permitir que dois homens ou duas mulheres adotem” e “As crianças precisam de uma referência paterna e materna“, foram outros comentários deixados na publicação.

Sem perder a postura, o apresentador espanhol disse no Twitter que todas pessoas podem se expressar, mas pediu respeito aos filhos gêmeos de cinco anos. “Não quero entrar em polêmica porque não era o objetivo da foto da minha família. Eu só quero pedir respeito, por favor. Todos podem dizer o que quiserem, mas com respeito. Sem preconceito ou dando por certo coisas que eles não sabem. Seremos melhores como sociedade”, escreveu ele.

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