terça-feira, março 23, 2021

POLÍTICA

 Centrão tenta tirar Queiroga antes da posse; Bolsonaro avalia.



O Antagonista ouviu de dois deputados próximos de Arthur Lira que a nomeação de Marcelo Queiroga ao Ministério da Saúde teria “subido no telhado”, para usar um jargão de sempre na política.

Jair Bolsonaro já foi avisado de que o médico paraibano “tem problemas legais” com suas empresas no estado e isso poderia não apenas atrapalhar os trâmites burocráticos para que ele assuma a pasta, como “daria dor de cabeça” para o presidente — bem, essa é a avaliação de alguns líderes do Centrão.

“O Bolsonaro já sentiu o cheiro do problema. Viu que o Queiroga pode dar a ele mais alguns dias de desgaste. E agora o ministério tem que funcionar”, disse um dos parlamentares.

Desta vez, no entanto, o Centrão estaria trabalhando em silêncio para “ajudar” Bolsonaro a encontrar uma saída para o Ministério da Saúde no momento mais dramático da pandemia da Covid. Mais cedo, como registramos, o presidente se reuniu, fora da agenda, com Pazuello.

Antes do nome de Queiroga ser anunciado, o Centrão fez barulho para tentar emplacar a médica Ludhmila Hajjar. Não deu certo. Lira, então, recebeu críticas de aliados, ouvindo que o grupo poderia ter agido com mais discrição. É o que estão fazendo agora.

Sem "vacina chinesa de João Doria", Bolsonaro estaria empatado com Argentina.



O presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter nesta segunda (22) dizer que “somos o 5º pais que mais vacina no mundo com 13 milhões de doses aplicadas (sic)“.

É mais um pronunciamento na ‘virada vacinal’ do governo, que há vários dias se esforça para convencer o público de que sempre foi a favor da vacina. É o que vimos em uma entrevista de Ricardo Barros e em um tweet de Eduardo Bolsonaro, por exemplo: “Nossa arma agora é a vacina!”.

No ranking do site citado por Bolsonaro, o Our World in Data, o Brasil de fato aparece em 5º lugar em número absoluto de doses aplicadas, atrás de Estados Unidos, China, Índia e Reino Unido.

Mas o presidente se esqueceu de dizer uma coisa. Pelo painel Brazil Imunizado, do Ministério da Saúde, até a tarde de hoje 76% das doses aplicadas foram de Coronavac.

Sem a “vacina chinesa de João Doria”, portanto, o Brasil teria aplicado até hoje pouco mais de 3,1 milhões de doses, e estaria empatado com a Argentina. O país também estaria atrás, em número absoluto de doses aplicadas, de Polônia (5 milhões), Bangladesh (4,76 milhões) e Canadá (3,95 milhões).

Ainda no Our World in Data, o Brasil está em 72º lugar em termos de porcentagem da população vacinada. Esse ranking leva em conta territórios como Gibraltar e Ilhas Malvinas, que não são países soberanos.

No ranking do New York Times, que inclui apenas países soberanos, o Brasil está hoje em 51º lugar, tendo vacinado 4,9% da população. O Brasil aparece atrás de Argentina (5,7%), Uruguai (9%) e Chile (30%).

O ranking proporcional de vacinação, que é o mais importante, é liderado por Israel, Seicheles, Emirados Árabes Unidos, Mônaco e Chile.

O Brasil é o 6º país mais populoso do mundo, atrás do Paquistão. Sua responsabilidade de vacinar, portanto, é maior do que a de outros países.

‘Negacionismo virou brincadeira de mau gosto’, diz presidente do Senado.



Sem citar Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que “o negacionismo passou a ser uma brincadeira de mau gosto, macabra e medieval”.

Durante a posse dos novos diretores da Associação Comercial de São Paulo, Pacheco declarou: “Se o negacionismo era uma tese no início da pandemia, que se desconhecia os efeitos dela e a gravidade dela, o negacionismo passou a ser uma brincadeira de mau gosto, macabra e medieval que não podemos aceitar no Brasil”, disse o parlamentar há pouco.

Ele ainda pontuou: “Não será uma minoria desordeira e negacionista que irá pautar o povo brasileiro e o Brasil neste momento em que precisamos de união”.

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