sexta-feira, março 05, 2021

POLÍTICA

 Bolsonaro reclama de pressão por vacina e dispara: ‘Só se for na casa da tua mãe’.



Jair Bolsonaro (sem partido) cumpriu compromissos da sua agenda nesta quinta-feira (4), inclusive com uma rápida passagem por Uberlândia, em Minas Gerais. Como de costume, o presidente cumprimentou apoiadores e aproveitou para criticar a pressão pela compra da vacina contra a Covid-19. De acordo com ele, o imunizante está em falta no mercado mundial.

“Tem idiota que diz ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem para vender no mundo”, soltou.

“Alguns governadores queriam direito a comprar vacina e quem iria pagar? Eu! Onde tiver vacina para comprar, nós vamos comprar”, completou.

Bolsonaro também não esqueceu do Supremo Tribunal Federal (STF) e voltou a criticar a Suprema Corte por ter delegado o poder de decisão de isolamento e lockdown a estados e municípios.
“Impuseram estado de sítio no Brasil via prefeituras. Isso está errado. Estamos preocupados com mortes, sim, mas sem pânico. A vida continua”, frisou.

“Os problemas a gente tem que enfrentar, não adianta ir para baixo da cama. Se todo mundo for ficar em casa, vai morrer todo mundo de fome”, considerou.

O chefe do Executivo foi ovacionado pelos apoiadores e agradeceu a presença dos presentes, que entoaram gritos e “mito” para Bolsonaro e “queremos trabalhar”.

“Obrigada pela presença, isso faz a gente sentir que está fazendo a coisa certa. Os problemas temos que enfrentar”, disse aos apoiadores.

Bolsonarista, dono de fábrica de cloroquina teve empréstimo de R$ 153 milhões do BNDES.



Presidente virou "garota-propaganda" da Apsen Farmacêutica durante a pandemia, exibindo o medicamento em diversas ocasiões.

O presidente da Apsen Farmacêutica, principal fabricante de hidroxicloroquina do Brasil, fechou dois contratos de empréstimo com o BNDES em 2020 para investir em pesquisa e ampliação da produção da empresa.

Juntos, os dois contratos totalizam R$ 153 milhões, valor que é sete vezes maior do que o crédito liberado para a empresa nos 16 anos anteriores. A informação é da Folha de S.Paulo.

O primeiro empréstimo foi assinado em fevereiro de 2020 e prevê financiamento de até R$ 94,8 milhões para o “plano de investimentos em inovação” da companhia. Já o segundo, de R$ 58,9 milhões, foi assinado em junho para “ampliar a capacidade produtiva e de embalagem no complexo industrial da Apsen, em São Paulo”.

O presidente da Apsen, Renato Spallicci, é antigo apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Na pandemia, o mandatário virou uma espécie de “garoto-propaganda” da empresa, exibindo o medicamento em diversas ocasiões. A hidroxicloroquina, no entanto, não tem eficácia comprovada contra a Covid-19.

“Não somos máquinas de fabricar soluções”, diz Pazuello sobre recorde de mortes por Covid-19.



Sem citar os dados estarrecedores da doença no Brasil, o general, que comanda o Ministério da Saúde, disse que "as variantes do coronavírus nos atingem de forma agressiva" e anunciou compra de vacinas da Pfizer e da Johnson & Johnson.

No dia em que o Brasil registrou novo recorde no número de mortes pela Covid-19 – com 1.910 óbitos registrados em 24 horas -, o general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, divulgou vídeo nas redes sociais dizendo que “não somos uma máquina de fabricar soluções”.

“Hoje é um dia difícil para todos os brasileiros. Atingimos um grave momento da pandemia. As variantes do coronavírus nos atingem de forma agressiva. A todos vocês, quero dizer que estamos trabalhando firmes para mudar esse quadro. Não somos uma máquina de fabricar soluções, mas, somos seres humanos focados na resolução de problemas”, disse o ministro, sem citar os dados estarrecedores da doença no Brasil.

No breve pronunciamento, Pazuello comemorou o acordo do Ministério da Saúde com a Pfizer e a Johnson & Johnson para aquisição de mais 138 milhões de doses de vacinas contra a Covid.

“Quero compartilhar uma notícia muito boa, tão esperada por mim e por todos vocês. Graças a aprovação pelo Congresso Nacional e a articulação do governo federal, será possível agora incorporar novas vacinas que antes possuíam impeditivos legais. Tratamos com a Pfizer e a Johnson & Johnson, para que tenhamos a partir de maio próximo mais 138 milhões de doses de vacinas para imunizar a população”, anunciou.

Pazuello diz ainda que está “trabalhando forte” para que até o final do ano todos os brasileiros acima de 18 anos estejam vacinados.

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