sexta-feira, abril 02, 2021

DIREITOS

 Bolsonaro gastou R$ 2,4 milhões em 17 dias de férias durante a pandemia. Nós pagamos.


Jair Bolsonaro na Praia Grande durante as férias no Guarujá 

Somente com cartão corporativo da Presidência, Bolsonaro gastou R$ 1.196.158,40 nas praias do Guarujá e de Santa Catarina. "“Justamente em dezembro, quando o presidente cortou o auxílio emergencial alegando falta de recursos, teve um gasto milionário com férias", afirmou o deputado Elias Vaz

Em 17 dias de férias, entre 18 de dezembro e 5 de janeiro, quando muitos brasileiros deixaram de viajar para não causar aglomerações, tentando impedir a proliferação do coronavírus, Jair Bolsonaro (Sem partido) promoveu uma verdadeira farra com o dinheiro público, gastando mais de R$ 2,4 milhões de reais nas viagens às cidades litorâneas de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, e Guarujá, em São Paulo.
As informações foram obtidas por requerimento do deputado Elias Vaz (PSB-GO).

Somente com cartão corporativo da Presidência, Bolsonaro gastou R$ 1.196.158,40. Já o custo para deslocamento com manutenção e combustível de aeronaves foi de cerca de 185 mil dólares, o equivalente a cerca de R$ 1 milhão.

Os gastos com diárias da equipe de segurança foram de R$ 202.538,21.

“É um tapa na cara do brasileiro”, disse Elias Vaz ao Poder 360. “Justamente em dezembro, quando o presidente cortou o auxílio emergencial alegando falta de recursos, teve um gasto milionário com férias”, completou o deputado.

Veja as repostas aos requerimentos:

https://static.poder360.com.br/2021/04/RIC-10_2021-Elias-Vaz.pdf

https://static.poder360.com.br/2021/04/RIC-8_2021-Elias-Vaz.pdf

"Ladrãozinho".



“No episódio da demissão do Ministro da Defesa e seus comandantes militares, Bolsonaro acabou de destruir o pouquíssimo respeito que os oficiais superiores ainda nutririam por ele”, diz William Waack.

“Alguns já se referiam ao capitão como ‘ladrãozinho’, pois tiveram de sobreviver décadas apenas a partir de seus soldos e olham com nojo o esquema de ‘rachadinhas’ no qual a família está envolvida. É fato que os oficiais superiores abominam a tentativa de politização das Forças Armadas, mas o que mais criticam em Bolsonaro é o que identificam como incapacidade de liderança e comando.”

O capitão nunca será general.

Kotscho diz que Azevedo e Silva caiu por se recusar a decretar Estado de Sítio no Brasil.



Demissão do ministro pode gerar a renúncia dos três comandantes das Forças Armadas.

Um dos fatores que pesou para a queda do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, teria sido a recusa dele e das Forças Armadas em emplacar a decretação de um Estado de Sítio pelo presidente Jair Bolsonaro. O mandatário chegou a aventar a possibilidade na última semana, em resposta às medidas restritivas adotadas pelos governadores estaduais diante da pandemia de Covid-19.

Segundo o colunista Ricardo Kotscho, do Uol, a recusa no apoio à medida autoritária pretendida por Bolsonaro levou à queda do ministro, que estava desde o início do governo no posto, nesta segunda-feira (29). O presidente queria que houvesse pressão dos militares para a aprovação de um estado de exceção no Congresso Nacional.

“Há várias semanas o capitão já vinha preparando o terreno para adotar essa medida extrema, ao fracassar no combate à pandemia e anunciar que ‘o caos vem aí’. Azevedo e Silva ainda tentou argumentar que as Forças Armadas são instituições de Estado e não de governo, mas o presidente estava decidido a tocar em frente seu plano para dar um autogolpe”, diz Kotscho.

Logo após anunciar a demissão – solicitada por Bolsonaro -, Azevedo e Silva se reuniu com os comandantes do Exército, general Edson Pujol, da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, e da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Carlos Moretti Bermudez.

O trio pode anunciar, coletivamente, a entrega de seus cargos. Eles estão reunidos em Brasília.

Quem irá substituir Azevedo Silva será o general Walter Braga Netto, que comandava o ministro da Casa Civil. Luiz Eduardo Ramos, ex-chefe da Segov, assume a Casa Civil. As mudanças fazem parte da remodelação ministerial realizada nesta segunda-feira, após forte pressão do centrão sobre o governo.

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