segunda-feira, abril 19, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Joe Biden nomeia gay para departamento de segurança de fronteiras.



Magnus é conhecido por seu bom desempenho como chefe de polícia.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, nomeou o homem abertamente gay, Chris Magnus (60), para comissário de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.  Anteriormente, ele foi chefe de polícia em Richmond, Califórnia e Tuscon.

“Durante seu tempo em Richmond, Magnus foi uma peça chave em reconstruir a confiança da comunidade na lei e reduzir dramaticamente os homicídios por arma de fogo” – disse a Casa Branca em comunicado (via Queerty) – “Em Tucson, Magnus implementou um sistema de treinamento de desaceleração, processo de revisão de eventos, e programas para promover a saúde e bem estar dos oficiais.”

Magnus também foi muito aclamado por seu desempenho como chefe de polícia em Richmond. Ele aumentou as relações entre a comunidade com a polícia, e a taxa de homicídio caiu de 38 em 2016 para apenas 11 em 2014, fazendo com que o departamento de justiça do Obama o elegesse como investigador da polícia em Ferguson, Missouri.

No Brasil, 1 ano de covid-19 matou mais do que 40 anos de AIDS.



Nesta terça-feira, 13, o Brasil ultrapassou a marca dos 355 mil mortos por Covid-19. O número supera os dados disponibilizados pelo Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (DCCI/SVS/MS), que contabilizou 349.784 mortes em decorrência da AIDS entre 1980 a 31 de dezembro de 2019.

“Desde o início da epidemia de aids (1980) até 31 de dezembro de 2019, foram notificados no Brasil 349.784 óbitos tendo o HIV/aids como causa básica. A maior proporção desses óbitos ocorreu na região Sudeste (57,7%), seguida das regiões Sul (17,8%), Nordeste (13,9%), Centro-Oeste (5,3%) e Norte (5,3%).. Em 2019, a distribuição proporcional dos 10.565 óbitos foi de 39,7% no Sudeste, 23,0% no Nordeste, 19,1% no Sul, 11,2% no Norte e 7,0% no Centro-Oeste.” – diz o relatório.

Passageiro acusa motorista de ônibus de homofobia e agressão em São Paulo.



Um passageiro registrou um Boletim de Ocorrência contra um motorista de ônibus da zona norte de São Paulo alegando ter sido vítima de homofobia e agressão na última segunda-feira (12/04). Em um vídeo compartilhado por Kevin Victor de Oliveira Silva, de 20 anos, é possível ver o momento em que o motorista bate no celular do jovem, que registrava o conflito, para que ele parasse de filmar.

Antes da gravação ser interrompida, Kevin afirma que o “motorista está dando um show de homofobia”. Após o episódio, operador de teleatendimento foi ao 87º DP (Vila Pereira Barreto). De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo jovem, as ofensas por parte do condutor começaram assim que ele entrou no ônibus no ponto da Avenida General Edgar Facó, na Freguesia do Ó. “Esses gays não respeitam mais ninguém. Nem no ônibus a gente tem sossego”, teria dito o motorista ao cobrador, segundo o relato de Kevin à Polícia Civil.

Em entrevista ao G1, Kevin falou que o condutor se incomodou com seu estilo. “Uso cabelos compridos com tranças e roupas curtas. Às vezes, uso unhas postiças coloridas”, disse. “Então para mim ficou claro que ele estava sendo homofóbico comigo, eu estava sendo vítima de homofobia naquele momento”, alegou o rapaz. “Falei: o senhor tem como me respeitar e parar com essa homofobia toda? Aí ele começou a gritar algo e fazer um monte de coisa. Aí nisso eu comecei a gravar.” “Assim que ele deu o tapa no meu celular, veio para a agressão. Me empurrou o rosto contra a porta do ônibus, deu socos, chutes, puxou meus cabelos para arrancar meus apliques”, relatou o jovem. “Os outros passageiros depois apartaram e me colocaram para fora do ônibus”.

Por meio de nota, a SPTrans, que administra as linhas de ônibus na capital, informou ao G1 que repudia atos de violência no transporte público e que encaminhou o vídeo para análise da empresa que opera a linha, para que ela identifique o motorista. “Fiquei em estado de choque. Estou com medo de voltar a andar de ônibus. Já sofri assédio [sexual], mas nunca fui agredido fisicamente, ainda mais uma agressão motivada por homofobia”, desabafou o rapaz. “Será que o motorista agrediria um homem de 2 metros de altura? Eu sou pequeno, franzino e gay”.

A companhia informou ainda que os passageiros podem colaborar com o trabalho de fiscalização, registrando as denúncias no portal SP156 ou ainda por meio do telefone 156.

Imagens fortes: Mulher trans denuncia agressão por parte de vereador no centro de Itaperuna, no Rio.


Geany Lemos, moradora de Itaperuna, município do Rio de Janeiro, denunciou por meio de vídeo divulgado nas redes sociais o momento em que foi agredida de forma inesperada por um homem na última quinta-feira (08/04). O agressor é o vereador e policial militar reformado, Marcos Antonio Cunha.

No vídeo, Geany é segurada pelos braços pelo vereador e jogada no chão de forma violenta, sendo agredida logo em seguida. Pode-se ouvir a pessoa que está filmando dizer “você não é obrigada a ficar aí não“. Felizmente, um homem surge e intervém a agressão, mobilizando Marcos e afirmando que chamaria a policia. Na legenda da publicação, Geany desabafa sobre o ocorrido: “Hoje em Itaperuna fui uma das vítimas de transfobia, fui agressivamente agredida por este homem, que sem saber dos motivos já desceu de um carro me agredindo“, conta.

“Pelo simples motivo de eu querer receber um valor do meu programa , sendo que não estou pedindo nada a ninguém, estou apenas cobrando algo que é meu por direito“, desabafa a jovem de 20 anos. “Infelizmente é o mundo que nós trans vivemos, um mundo que nós sempre somos erradas, que nunca veem o outro lado da moeda“. Por fim, ela agradece as mensagens de apoio e espera tudo seja esclarecido. “Esse é o mundo que nós vivemos! Compartilhem e vamos tentar mudar essa nossa rotina, das maiorias das trans e LGTBS do mundo todo“.

Outro lado

Segundo informações do site de notícias local Natividade FM, Marcos Antonio figurou com testemunha em uma ocorrência de crime de suposta extorsão, no Centro de Itaperuna. De acordo com o portal, um rapaz de 24 anos, que não teve sua identidade revelada, teria sido extorquido por Geany, que passou a exigir dinheiro, marcando a área central da cidade como ponto de encontro para a entrega do valor não especificado. Em dado momento, segundo versão apresentada na polícia, Cunha, que estava monitorava o caso, teria saltado de seu veículo e dado voz de prisão à envolvida.

Na delegacia, após análise, o delegado de plantão entendeu que não houve flagrante da suposta extorção e com isso, Geany acabou indiciada, mas responderá em liberdade.

Em Santa Catarina, jovem é vitima de homofobia e recebe ameaças de morte de grupos neonazistas.



A Polícia Civil investiga a suspeita de ataque homofóbico e ameaça de morte com símbolos nazistas em Imbituba, no Litoral Sul catarinense. Os textos e as imagens foram enviados a um jovem de 24 anos por meio de Telegram, um aplicativo de conversa semelhante ao Whatsapp.

As ofensas atingiam gays, negros e feministas, tachados como “pragas da nação”. Além dos xingamentos, o agressor enviou a imagem de uma pistola e afirmou que sabia onde a vítima morava.“Passei ai na frente, so nao dei uns tiro em vc por piedade mesmo [sic]“, escreveu. A vítima, que preferiu não se identificar por receio de represálias, disse que as ameaças foram feitas por dois contatos virtuais anônimos e acredita que tenha sido localizado por meio da função “amigos próximos”. “Não foi um ataque somente à minha pessoa, mas à toda comunidade da cidade de Imbituba. Acredito que chegou até mim pela função ‘pessoas próximas’ do aplicativo pois dizia estar a menos de 100 metros de distância de mim. Logo de início, comecei a fazer print da tela, assim como pedir ajuda para realizar backup das conversas e conseguir algum código de identificação da mensagem“, explicou o rapaz ao G1.

De acordo com o portal, o jovem relatou o caso por meio digital à ouvidoria do Ministério Público de Santa Catarina, no dia 7 de abril. Na manifestação, ele solicita a investigação do caso e pede por responsabilização das autores das mensagens. Em resposta ao denunciante, o órgão disse que direcionou a demanda para a delegacia local. O delegado Nicola Patel Filho, disse que assim que tomou conhecimento dos fatos e diante da gravidade iniciou as diligências e acionou a equipe de investigações

“A gente está investigando e não descarta nenhuma hipótese, mas é um caso isolado que ocorreu na cidade“, disse Patel ao G1. “É importante destacar que a gente nunca pegou uma mensagem de conteúdo neonazista nas inúmeras operações que fizemos aqui com autorização judicial.” O procedimento policial foi abertopor injúria e ameaça, com base no artigo 20 da lei 7716, segundo o delegado Nicola Patel Filho, responsável pela investigação.

Confira os prints


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