terça-feira, maio 11, 2021

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 Exclusivo: No dia do depoimento de Queiroga na CPI do Genocídio, site do governo Bolsonaro bate recorde de alterações.



Em meio aos questionamentos da comissão, Ministério da Saúde tirou do ar documento que orientava médicos sobre uso da cloroquina.

O portal do governo federal registrou recorde no número de alterações no dia em que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que investiga as ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia.

Segundo a plataforma WayBack Machine, banco de dados digital que contabiliza versões arquivadas de páginas na internet, o portal do governo federal sofreu 1.648 alterações na última quinta-feira (6), dia em que o ministro foi interrogado no Senado. O segundo maior número é de 9 de março, quando foram feitas 790 alterações no site do governo.
Apenas no portal do Ministério da Saúde, foram feitas 461 alterações no dia do depoimento do ministro, o segundo maior número de 2021. Na véspera da ida de Queiroga ao Senado, as mudanças também foram expressivas: 405. No dia 9 de março, o portal da pasta sofreu 593 alterações, o maior número do ano.

Uma das alterações que o Ministério da Saúde realizou em seu site nos últimos dias foi retirar do ar um documento que servia como base para a prescrição de cloroquina a pacientes com Covid-19. O medicamento não tem eficácia comprovada contra a doença.

Inicialmente, no dia 5 de maio, a pasta impossibilitou o acesso ao documento em seu site. Já na sexta-feira (7), a página com as informações de “Manejo clínico e tratamento” no site do Ministério da Saúde saiu do ar. A informação é do jornal O Globo.

Para senadores da oposição, o depoimento Marcelo Queiroga na CPI deixou sem respostas as perguntas do colegiado sobre o chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19, método sem eficácia que foi defendido e financiado pelo governo Bolsonaro ao longo da pandemia.

O presidente da CPI, Omar Aziz(PSD-AM), chegou a afirmar neste domingo (9) que a postura do ministro foi uma “grande decepção”. Segundo o senador, Queiroga “com certeza” será reconvocado para falar mais uma vez à CPI.

O argumento central utilizado por Queiroga para desviar das perguntas era o de que medicamentos como cloroquina, ivermectina e outros que compõem o “kit Covid” não haviam passado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e que, por conta disso, ele não poderia comentar. 

"Temos que documentar as fartas evidências de crimes e indiciar Bolsonaro".



O senador Fabiano Contarato (Rede), criticou o conceito esdrúxulo que alguns integrantes da comissão criaram de “CPI propositiva”.

“Uma CPI não é uma escola primária para governantes ineptos, ainda mais para advertir ou ensinar o óbvio a quem não quer aprender, como acatar a ciência e focar na prevenção”, afirmou o senador.

“Temos um presidente que achou mais ‘rápido e barato’ apostar na imunidade de rebanho por meio de um morticínio, em vez de investir em vacinas”, acrescentou.

Contarato emendou:

“Temos que documentar as fartas evidências de crimes e indiciar Bolsonaro, com a maior brevidade: o resto ficará a cargo da Justiça. Qualquer coisa fora disso não é papel de uma CPI.”

Chineses querem cabeça de Filipe Martins.



O presidente Jair Bolsonaro recebeu uma nova sinalização da Embaixada da China, nos últimos dias, para demitir o assessor especial da presidência Filipe Martins, diz O Globo.

Em março, o então ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, foi exonerado após fazer ataques ao país asiático.

A pressão em torno da demissão de Martins cresceu quando ele fez um gesto supremacista durante uma sessão no Senado.

Segundo auxiliares do presidente, os chineses afirmam que o relacionamento entre os dois países só teria a ganhar com a demissão do assessor ou sua transferência para outro cargo.

Bolsonaro parece não se importar. Na semana, passada voltou a atacar os chineses e disse que o coronavírus pode ter sido criado em laboratório.

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