sexta-feira, maio 21, 2021

DIREITOS

 Pazuello confirma à CPI que Bolsonaro esteve em reunião que decidiu não intervir em Manaus.



Ex-ministro da Saúde responsabilizou a Secretaria de Saúde e White Martins pela falta de oxigênio na capital amazonense.

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitiu em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta quinta-feira (20), que o presidente Jair Bolsonaro esteve na reunião interministerial que decidiu pela não intervenção do governo federal no Amazonas em meio à crise da falta de oxigênio nos hospitais.

“Essa decisão [de intervir] não era minha. Foi levada ao conselho de ministros, o governador se apresentou, se justificou. Desculpa, quero retirar o termo, não é conselho de ministros, é reunião de ministros, com o presidente. O governador se explicou e foi decidido pela não intervenção”, afirmou Pazuello.
O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitiu em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta quinta-feira (20), que o presidente Jair Bolsonaro esteve na reunião interministerial que decidiu pela não intervenção do governo federal no Amazonas em meio à crise da falta de oxigênio nos hospitais.

“Essa decisão [de intervir] não era minha. Foi levada ao conselho de ministros, o governador se apresentou, se justificou. Desculpa, quero retirar o termo, não é conselho de ministros, é reunião de ministros, com o presidente. O governador se explicou e foi decidido pela não intervenção”, afirmou Pazuello.

Na avaliação de Pazuello, a pasta responsável por gerir o enfrentamento da pandemia no estado “não focou em oxigênio e ficou focada em outras coisas”.

CPI da Covid: Leila Barros questiona reações após Bolsonaro influenciar uso de cloroquina.



O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello volta, nesta quinta-feira (20), à CPI da Covid. A sessão teve início na manhã de ontem (19), mas devido a agenda do Senado, precisou ser suspensa. 

O ex-ministro e general foi o terceiro titular do Ministério da Saúde no Governo Bolsonaro, e deixou a pasta há cerca de dois meses.

A senadora Leila Barros (PSB-DF) pergunta ao convocado se as ações de Bolsonaro sobre a cloroquina não deram às pessoas uma impressão de que havia uma "cura inexistente" para a Covid-19.

O general responde que a posição do presidente é dele e que não há como calcular o impacto dela. Ele diz que essas ações não mudaram sua posição e não comprou cloroquina e que mandou distribuir o que lhe foi pedido pelos estados.

Leila também questionou se Pazuello acredita que a "recomendação ostensiva" do uso da cloroquina não teve um impacto na pandemia no país. "Não houve pressão para fazer cloroquina, porque eu jamais faria isso. Isso não impactou na minha posição pessoal, eu não vou prescrever nada disso, não vou escrever orientação, fazer protocolo de medicamento algum que não tenha certificação médica", diz o ex-ministro.

“Inimigo do meio ambiente”: Ação da PF contra Salles repercute no mundo.



A repercussão vai de encontro aos planos do governo Bolsonaro, que busca se reposicionar sobre as questões que envolvem a preservação do meio ambiente frente aos governos estrangeiros

Como esperado, a operação da Polícia Federal contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles ,e funcionários do Ibama foi destaque na imprensa internacional.

O escândalo envolvendo Salles e a pasta do Meio Ambiente vem um péssimo momento para o governo Bolsonaro, pois, o Palácio do Planalto tem feito de tudo para agradar o governo Biden e outras autoridades estrangeiras no que diz respeito aos assuntos e políticas que envolvem a questão do meio ambiente.

Em seu despacho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou que Salles, “de acordo com a representação da autoridade policial, os depoimentos, os documentos e os dados coligidos sinalizam, em tese, para a existência de grave esquema de facilitação e contrabando de produtos florestais o qual teria o envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro nessa Suprema Corte, no caso, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles”.

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