quinta-feira, maio 06, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Políticas antiLGBTs diminuem crescimento econômico do Leste Europeu, aponta relatório



Um relatório feito pelo grupo de defesas de direitos LGBTs Open for Business aponta que as políticas contrárias a comunidade LGBTQIA+ afetam em até 2% o crescimento econômico anual entre os países do Leste Europeu, como Hungria, Polônia, Romênia e Ucrânia.

O estudo defende que é economicamente estratégico fazer a inclusão LGBT+, independente da religiosidade, cultura ou crenças, dando o exemplo positivo da Irlanda que integrou o casamento homoafetivo em 2015 e teve um significativo crescimento em sua economia.


Ativistas LGBT bloqueiam passagem de carro da polícia que transporta ativista em Varsóvia, Polônia, em agosto de 2020 

Um dos autores, George Pelov, explica o objetivo do relatório para a EuroNews: “Queremos mudar a narrativa que tem ocorrido já há algum tempo, que tem sido as guerras culturais. Queremos mostrar que estes países, que têm objetivos de crescimento muito ambiciosos, não serão capazes de o fazer a menos que se comprometam a ser mais abertos e diversos e a apoiar os direitos LGBT e já vimos que os dados apoiam isso”.

As análises são fundamentadas em todas as esferas sociais, incluindo as dificuldades que os LGBTQIA+ passam, a desigualdade financeira e as políticas não progressistas para os membros da comunidade. O relatório também ressalta que o descaso também resulta em mais casos de depressão entre os LGBTs.

Há uma página no relatório especifica sobre a Polônia, onde eles entrevistam o co-fundador da empresa polonesa Monterail, Bartosz Rega, em que Rega entende o quanto não ter apoio político aos LGBT+ é prejudicial.

Quem vai querer viver neste país?” – disse Rega – “Nós vamos perder muitas pessoas com o impacto disso [políticas contrárias aos direitos LGBTQIA+]…Nossa imagem como uma companhia é construída em cima do que nós fazemos, e queremos ser percebidos como progressistas e inclusivos” – conclui.

Vale lembrar que a Polônia possui diversos municípios que se autodenominam “zonas livres de ideologia LGBT“, em que as autoridades locais, mesmo que não juridicamente vinculadas, se abstém de qualquer ação que incentive a tolerância das pessoas LGBTI.

O Parlamento Europeu sempre demonstrou preocupação com o posicionamento da Polônia, e se autodenonimaram “área de liberdade para os LGBTs”.

Vereadora incomodada com beijo entre Fiuk e Gil foi condenada por desviar 3 milhões da Saúde.



A vereadora Glória Carratte (PL), de Manaus, foi condenada por corrupção e deverá devolver R$ 3,3 milhões aos cofres públicos.

A vereadora Glória Carratte (PL), que usou a sessão do plenário na Câmara Municipal de Manaus na última segunda-feira, 26, para criticar o beijo entre o cantor Fiuk e o economista Gilberto Nogueira no BBB21, em fevereiro deste ano, foi condenada a devolver R$ 3,3 milhões aos cofres públicos por enriquecimento ilícito.

A sentença, proferida pelo juiz Leoney Harraquian, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Manaus, veio de uma ação movida pelo Ministério Público do Amazonas e alcançou o  Miguel Carratte, ex-deputado estadual que é marido de Glória, e o ex-secretário de Saúde do Amazonas Francisco Deodato Guimarães.

De acordo com Harraquian, Glória e Miguel Carratte usaram ilegalmente servidores públicos pagos com dinheiro da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e da Assembleia Legislativa do Amazonas para trabalhar na Casa de Saúde Santa Clara e na Casa de Saúde Associada da Compensa, de propriedade deles. O juiz também reconheceu que entidades receberam dinheiro da Secretaria de Saúde do Amazonas através dos convênios nº 31/1999 e 19/2000, cada um no valor de R$ 840 mil. O primeiro teve dois aditivos, um de R$ 420 mil e R$ 280 mil, e o segundo foi aditado mais de doze com o mesmo valor. Os três condenados precisam devolver R$ 1,6 milhão referente ao Convênio nº 31/1999 e R$ 1,5 milhão referente ao Convênio nº 19/2000.

Pastor e ex-candidato a prefeito de Macapá é indiciado por LGBTfobia



O pastor Guaracy Júnior, que concorreu à prefeitura de Macapá em 2020 pelo PSL, foi indiciado pela Polícia Civil por crime de racismo qualificado contra o público LGBT+ por praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito durante uma live realizada no dia 10 de dezembro de 2020. As informações são do G1.

Guaracy disse que não apoiaria os candidatos que avançaram ao segundo turno por ambos apoiarem a causa LGBT+, e que ele não poderia “envergonhar o povo do Amapá com essas ideias e pautas progressistas” e não poderia estar “ligado a esse tipo de grupo”.

A transmissão foi feita de um hospital de São Paulo, onde Guaracy esteve internado com sintomas graves de Covid-19.

“Entendo que quem apoia pautas esquerdistas, pautas LGBT, pautas progressistas, não merece o apoio do povo cristão. […] Hoje eu me deparei com essas posições, comparei a posição do candidato Josiel, que apoia as mesmas pautas, então decido não apoiar nenhum candidato que possa envergonhar o povo do Amapá com essas ideias e pautas progressistas. Digo, de maneira clara, não apoio nenhum tipo de discriminação social ou sexual, porém entendo que nós não podemos estar ligados como cristãos a esse tipo de grupo”, falou na época.

O delegado do caso, Neuton Júnior, ouviu representantes do Conselho Estadual LGBT+ e solicitou que Guaracy comparecesse para prestar esclarecimentos, mas ele não compareceu. Segundo a assessoria do político, ele se manifestaria neste dia 3 de maio, mas ainda não apareceu.

“Uma vez que, com a intenção de agradar supostos eleitores defensores da pauta conservadora, passou a promover discurso preconceituoso e discriminatório, inclusive ligando a população LGBT+, sem provas e elementos para isso, com o envolvimento com a pedofilia, que, como se sabe, é crime”, justificou o delegado.

Guaracy ficou em sexto lugar na votação do 1º turno em Macapá, com 8,51% dos votos válidos, o equivalente a 17.182 eleitores.

Bolsonaristas se incomodam com nota fiscal de restaurante LGBT+



Muitos apoiadores de Bolsonaro disseram que não vão frequentar o Castro Burger, mesmo nunca tendo antes frequentado

O restaurante Castro Burger, localizado na Vila Mariana, em São Paulo, nasceu com a ideia de criar um ambiente acolhedor para LGBTs, mas nunca teve preconceitos com pessoas heterossexuais. O nome e toda a decoração do local foram inspirados no bairro Castro, localizado em São Francisco, nos Estados Unidos, considerado o bairro gay mais famoso do mundo.

Desde o dia 27 de abril, a hamburgueria, que já era bastante popular entre os LGBTs paulistanos, ganhou uma visibilidade ainda maior após ao emitir uma nota fiscal com as frases: “Viva a diversidade! Viva o SUS! Fora Bolsonaro Genociada”.

A projeção orgânica do restaurante se deu através do Facebook, quando um bolsonarista indignado compartilhou uma imagem da nota fiscal: “Castro Burger São Paulo. Vamos deixar a loja famosa”

A publicação já tem mais de 19 mil curtidas, 18 mil compartilhamentos e 2 comentários. Entre as mensagens, muitos apoiadores de Bolsonaro disseram que não vão frequentar o restaurante.

Nos Stories do Instagram, o restaurante comemorou aumento do número de seguidores e tem reafirmado seu posicionamento:


Com a cidade de São Paulo em transição para a “Fase Laranja”, a Castro Burger continua realizando atendimento por delivery e, agora, presencialmente aos finais de semana mediante reserva.

Dupla é condenada a quase 40 anos por torturar e matar transexual a pauladas no Acre.



A Vara de Delitos e Organizações Criminosas do Estado do Acre condenou Rafael Kewin Braga e Vitor Alexandre Junqueira por torturaram até a morte a travesti Fernanda Machado da Silva, em junho de 2020, em Rio Branco. As penas somam quase 40 anos de prisão. Dupla foi condenada pelos crimes de tortura com resultado de morte; corrupção de menor e organização criminosa e deve cumprir em regime inicial fechado.

Fernanda estava em um ponto de prostituição no bairro Preventório, em Rio Branco, em junho do ano passado quando foi abordada por homens que a acusavam de ter roubado um celular. Mesmo negando, ela foi agredida e morreu ainda no local. “As provas não deixam dúvidas de que o acusado, juntamente com o comparsa e o menor, torturaram a vítima, agindo com emprego de violência e grave ameaça, provocando intenso sofrimento físico e mental, mediante pauladas e chutes. Ficou claro que as agressões tinham a finalidade de fazer com que a vítima admitisse/confessasse o furto e restituísse o aparelho”, disse o promotor de Justiça do caso, Julio César.

O laudo da polícia técnico-científica do Instituto de Criminalística comprovou que Fernanda foi agredida por uma ou mais pessoa. Além disso, segundo o documento, as agressões foram com pedras, pedaços de madeira e tijolo. Porém, não foi possível precisar o ferimento que causou a morte da travesti. “Trata-se de um caso gravíssimo e que choca, não apenas pela vítima ter sido morta covardemente à pauladas, mas pelo ódio explícito destilado ao corpo de uma transexual que trabalhava na madrugada sem qualquer proteção, além de mostrar o desvalor da vida humana pelos réus. Precisamos construir uma nova sociedade”, pontuou o juiz na decisão.

Os dois foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Acre (MP-AC). A denúncia foi recebida pela Justiça no dia 3 de dezembro do ano passado. Conforme a sentença, os acusados deverão cumprir penas individuais de 19 anos e 10 meses de prisão.

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