segunda-feira, maio 10, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

Padres desafiam proibição e abençoam uniões homoafetivas.



Mais de 100 padres alemães estão desafiando o Vaticano ao abençoar casais do mesmo sexo.

Em um movimento que irritou os liberais dentro da Igreja de 1,3 bilhão de membros, a área doutrinal do Vaticano disse em março que os padres não podem abençoar as uniões entre pessoas do mesmo sexo no lugar do casamento, apesar de os ministros fazerem isso em países como a Alemanha.

"Se dissermos que Deus é amor, não posso dizer às pessoas que abraçam a lealdade, a unidade e a responsabilidade um para com o outro que o amor deles não é amor, que é um amor de quinta ou sexta classe", disse Christian Olding, um padre da cidade de Geldern.

"Anseio pela bênção. Vamos ter todas as formas de relacionamento: casamentos heterossexuais clássicos, casais divorciados e casados novamente, casais não casados e sim, também casais do mesmo sexo", disse Olding à Thomson Reuters Foundation. "Nós vamos ter toda a diversidade do amor."

Padres e dioceses em toda a Alemanha aderiram à iniciativa "Liebe Gewinnt" ou "Love Wins" (amor vence), com bênçãos a serem concedidas esta semana em cidades como Berlim, Munique e Colônia, lar da maior arquidiocese da Alemanha, assim como em zonas rurais.

A proibição de abençoar as uniões de março, aprovada pelo papa Francisco, provocou dissidência na Igreja e surpreendeu a muitos, já que ele tem sido mais conciliador com os gays do que talvez qualquer outro pontífice.

O papa tem realizado reuniões com casais gays e encorajou aqueles que querem criar seus filhos na Igreja a fazê-lo. Em 2013, ele fez o agora famoso comentário "Quem sou eu para julgar" sobre gays que procuram a Deus e tentam viver segundo as regras da Igreja.

A Igreja ensina que ser gay não é inerentemente pecaminoso, mas proíbe a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo.

Em março, mais de 2.000 padres, teólogos e outros membros da Igreja Católica na Alemanha e na Áustria assinaram uma petição a favor da benção de casais do mesmo sexo

"Quando alguém diz que algo não pode mais ser discutido, eu acho isso irracional e inapropriado", disse Olding, acrescentando que a Igreja perdeu o contato com seus seguidores LGBT+.

"Eu vivo no centro da sociedade. Não quero estar separado da realidade cotidiana das pessoas que acompanho como padre."

De acordo com o Pew Research Center, um centro de estudos com sede nos Estados Unidos, 86% dos alemães acham que a homossexualidade deve ser aceita.

 Vereador ofende Paulo Gustavo e marido ao criticar união homoafetiva: “Essa coisa moderna não serve para mim”.



Um dia antes da morte do ator Paulo Gustavo, que faleceu na noite dessa terça-feira (05/05) por complicações da Covid-19, o vereador de Maripá (PR), Donaldo Seling (Cidadania), insultou o artista e a família dele. Na ocasião, durante uma sessão da Câmara realizada na segunda-feira (03/05), o vereador criticou a união homoafetiva usando como exemplo o relacionamento entre ator e marido, Thales Bretas.

“Aí você vê uma notícia, em primeira mão nos celulares e na televisão, um ator Gustavo, é Gustavo, é homem, internado com Covid e seu marido torcendo pela melhora dele. Estamos tendo um desentendimento. Na minha opinião, essa coisa moderna não serve para mim. Não podemos pregar esse tipo de coisa”, disse o parlamentar, que logo em seguida se refere ao casal como “porcaria“. “Não podemos perder o que há no coração de uma mãe, o que há de mais bonito de uma família unida: pai e mãe, não marido com marido ou marida com marida. Não sei como fala essa porcaria, do tanto que odeio isso. Então é triste você ver falar. Eu sou da época que homem é homem e mulher é mulher”.

O presidente da Casa, Edio Sartori, também do Cidadania, agradece a fala do colega e também critica as relações homoafetivas. “Sou da defensoria de que homem é homem e mulher é mulher. Deus instituiu casamento entre homem e mulher, por isso quero parabenizar a todas as mães do Brasil, do Paraná e do nosso município”, disse na sessão transmitida pela internet.

O partido Cidadania divulgou uma nota repudiando as declarações do vereador de Maripá. O diretório estadual da sigla disse que o Conselho de Ética do partido instaurou um processo disciplinar e está notificando o filiado. “O Cidadania do Paraná afirma que as palavras do mandatário não refletem em nenhum aspecto a posição do partido e que não aprova atos homofóbicos ou qualquer outro tipo de preconceito. Destacamos também que a diversidade e a igualdade são a alma deste partido e lamenta as declarações do vereador”, disse um trecho da nota.

Homem vai parar no hospital após enfiar pedaço de dominó no pênis para melhorar masturbação.



Um homem de 41 anos, que não teve a identidade revelada, foi internado em Nova York, dos EUA, com muita dor e um inchaço intenso no pênis, causado por um pedaço de peça de dominó. Ex-presidiário, o problema do rapaz começou, na verdade, há dois anos quando ele decidiu enfiar parte de um dominó em seu pênis para melhorar a masturbação durante o período em que ficou na prisão. 

De acordo com o Daily Mail, o paciente esculpiu o objeto, em formato de flecha de 1,5 cm, e o inseriu entre a pele e o músculo do pênis, com a ajuda de um lápis. Dois anos depois, sem sentir nenhuma dor, ele fez sexo e acordou, no dia seguinte, com a região muito inchada. Apenas após um exame, o objeto foi identificado “enterrado” no pênis do homem. E ele acabou confessando como o dominó foi parar ali. 

O ex-presidiário foi medicado com antibióticos, mas recusou a cirurgia para retirar o fragmento. Em declaração à revista científica Urology Case Reports, o médico Jason Elyaguov e seus colegas contaram que o homem voltou após 18 meses na unidade de saúde para um acompanhamento e alegou que estava levando sua vida normalmente. 

Casal gay anuncia casamento e é ameaçado: “Vão morrer”.



O casal de Anápolis (GO) foi surpreendido por comentários odiosos

Saulo Rodrigues Lopes, de 37 anos, e Rafael Ferreira Luiz, 27, começaram a receber algumas ameaças após o anúncio do casamento de ambos nas redes sociais. O casal de Anápolis (GO) foi surpreendido por comentários extremamente odiosos e de teor homofóbico.

Vocês vão morrer. Vocês são uma vergonha para a cidade”, diz mensagem enviada a Saulo pelo privado do Instagram. O responsável foi um perfil chamado @mortesauloerafel, que já foi tirado do ar. “Se vocês não desistirem do casamento, vocês vão ver”, escreveu o perfil, conforme o Metrópoles.



Segundo os jovens, o registro de duas ocorrências foi feito na polícia. Por meio do YouTube, Saulo chegou a explicitar as ameaças homofóbicas. Na mensagem, o perfil dizia que um casal gay expõe a cidade ao ridículo e que os dois merecem morrer.

A LGBTfobia é um crime que foi equiparado ao racismo, em 2019. Consiste em cometer atos ilícitos em razão da orientação sexual e/ ou identidade de gênero do sujeito.

Vizinhos gravam áudio de pai agredindo e ameaçando filho gay de 14 anos: “Se você não mudar, eu te mato”.



Um homem é suspeito de agredir o filho de 14 anos por ele ser homossexual em Jataí, em Goiás. Ele foi levado a uma delegacia depois da denúncia do próprio adolescente a vizinhos próximos. Em áudios gravados por vizinhos durante uma das agressões, é possível ouvir o pai ameaçando o menino de morte: “Se você não mudar, eu te mato”.

“Eu estou cansado de te falar. Eu já não falei para você mudar? Você tem que mudar, você sabe por quê? Porque se você não mudar, eu te mato, eu te arrebento”, diz o pai na gravação divulgada pelo G1. De acordo com o portal, o homem, que não teve identidade divulgada, negou à Polícia Civil que o motivo da agressão tenha sido a sexualidade do filho. “Ele disse que não se importa, que aceita e já tinha conversado com o adolescente, mas o pegou acessando vídeos pornográficos pelo celular e não controlou a raiva”, disse a delegada responsável pelo caso, Paula Daniela Ruza.

Ainda segundo o G1, policiais foram até o local após denúncia anônima na última quarta-feira (05/05) e confirmaram que o menino tinha escoriações pelo corpo. A mãe falou à Policia Civil que estava ciente das agressões porque o menino “tem tendência à homossexualidade”. O homem não tinha passagem pela polícia. Ele então assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal e foi liberado posteriormente. 

Segundo a investigadora, após a investigação, ele poderá responder por lesão corporal, ameaça e violência doméstica. Questionada se o ato se enquadra como conduta homofóbica, que é igualada ao crime de racismo no Código Penal Brasileiro, Paula afirma que ainda é cedo para confirmar. “A princípio não foi colocado nesse crime. Se durante a investigação comprovar que foi isso, ele pode responder por um crime mais grave”, afirmou ao G1. O adolescente foi levado para a casa de uma tia e passará por acompanhamento psicológico.

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