segunda-feira, maio 17, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Justiça condena União por falas homofóbicas do ministro Milton Ribeiro.



Na entrevista concedida em setembro de 2020, o ministro atribui a homossexualidade de jovens a “famílias desajustadas”.

A Justiça Federal do Estado de São Paulo condenou a União a pagar indenização por danos morais coletivos, em razão das falas LGBTIfóbicas propagadas pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. A sentença (veja a íntegra abaixo) foi divulgada na quarta-feira (12).

Em setembro de 2020, o ministro concedeu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na qual afirmou que “o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) vêm, algumas vezes, de famílias desajustadas”.

“Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato, e caminha por aí. São questões de valores e princípios”, declarou.

Após a repercussão negativa das declarações, Ribeiro divulgou nota para informar que sua fala foi “interpretada de modo descontextualizado”. “Jamais pretendi discriminar ou incentivar qualquer forma de discriminação em razão de orientação sexual”, escreveu o ministro, que pediu desculpas.

Um inquérito para apurar crime de homofobia foi solicitado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em fevereiro de 2021, o ministro foi ouvido pela Polícia Federal.

Relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli determinou que Ribeiro fosse ouvido antes de decidir sobre a abertura do inquérito. A PF deve encaminhar o depoimento ao STF e Toffoli deve questionar à PGR se, depois dos esclarecimentos, ainda há elementos que justifiquem a abertura da investigação.

O crime de homofobia é reconhecido pelo STF desde 2019.

Indenização

A ação civil pública foi proposta pela Aliança Nacional LGBTI+ e outras associações voltadas à defesa dos direitos da população LGBT. Segundo as entidades, as declarações do ministro implicam em desserviço social, estimulam a segregação, obstam a discussão da igualdade de gênero e fomentam a violência contra a população LGBTI+.

As entidades também esclareceram que o ministrou utilizou termos incorretos, como “homossexualismo”, que denota patologia e vai na contramão do que aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A ação pedia indenização por danos morais coletivas de R$ 5 milhões, mas a Justiça estipulou que a reparação será no valor de R$ 200 mil.

A Aliança Nacional LGBTI+ informou que vai recorrer pedindo majoração do valor da indenização, pela extensão do dano.

Procurado, o Ministério da Educação (MEC) disse que não irá se pronunciar sobre a decisão. O Palácio do Planalto não respondeu ao pedido de comentário.

Vídeo mostra serial killer de gays nos prédios das vítimas de Curitiba.



Foram divulgadas as imagens das câmeras de segurança dos prédios mostram serial killer do Grindr em Curitiba

A PCPR (Polícia Civil do Paraná) revelou neste domingo (16) que o José Tiago Correia Soroka, de 33 anos, é suspeito pelas mortes de David Júnior Alves Levisio, Marco Vinício Bozzana da Fonseca e Robson Olivino Paim. Todas as três vítimas eram homens gays, moravam sozinhos e foram encontrados mortos na cama de suas residências com sinais de asfixia.

Após a divulgação do nome e das fotos de Soroka, também foram divulgadas as imagens das câmeras de segurança dos prédios das vítimas de Curitiba.



Inicialmente, os casos foram tratados como homicídio, porém foram identificados pertences subtraídos dos locais. Após investigações de alta complexidade, sendo a PCPR, foram realizadas diligências para identificar o suspeito. A PCPR ainda contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).

De acordo com as investigações, o suspeito marcava os encontros pelo Grindr e, em um primeiro momento, o indivíduo trocava fotos com as vítimas. Posteriormente, se deslocava até a residência da vítima e, ao chegar ao local, as estrangulava. Após o sufocamento, o serial killer as cobria com cobertas.

Nas redes sociais, Soroka retirou sua foto do perfil no dia que cometeu o primeiro dos três crimes. Na manhã do dia 16 de abril, às 11h44, dia do assassinato de Robson Paim, o criminoso atualizou a foto para a imagem de um pôr do sol.

Na última terça-feira, 11, houve uma quarta vítima em Curitiba, que conseguiu escapar com vida.

O serial killer já teve passagem pela polícia. Em 2015, ele e mais dois amigos foram presos após capotarem um veículo roubado no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. Após cometerem o crime, o trio tentou fugir sentido litoral, porém, acabou se envolvendo em um acidente na PR-508.

DENÚNCIAS E NOVAS INFORMAÇÕES



A Polícia Civil do Paraná (PCPR) solicita a colaboração da sociedade com informações que auxiliem na localização do procurado. As denúncias podem ser feitas diretamente à equipe de investigação de forma anônima pelos telefones 197 da PCPR, 181 Disque Denúncia ou pelo 0800-643-1121.

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