segunda-feira, maio 24, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Namíbia pretende abolir em breve lei que penaliza orientação sexual de LGBTs.



Apesar de raramente aplicada, a lei da sodomia coloca os LGBTs na ilegalidade.

A Comissão de Desenvolvimento e Reforma das leis na Namíbia publicou uma nota dizendo que o país deve legalizar em breve a homossexualidade e abolir a “lei da sodomia”. A publicação foi feita no dia 17 de maio, Dia Internacional de Combate à LGBTfobia, e as informações são do Pink News.

A ministra da Justiça, Yvonne Dausa, concedeu uma entrevista a um jornal local, Windhoek Observer, dizendo que ela enviará uma proposta ao gabinete nas próximas duas semanas e que, até o final do ano, a lei deve ser revogada.

“Nenhum cidadão da Namíbia deve se sentir confortável com a nossa sociedade se sentindo como cidadãos de ‘segunda classe’, que eles são excluídos, estigmatizados e discriminados com base em sua orientação sexual, com base em sua incapacidade, ou status na sociedade particular”, ela disse.

Já na nota citada anteriormente, os membros do comitê escreveram que a lei “viola os direitos fundamentais dos indivíduos que podem ser afetados, assim como cria e reforça a cultura da homofobia e a intolerância contra a população LGBT+”.

“A continuidade dessa lei não tem justificativo, já que interfere com a constituição e com as leis internacionais dos direitos individuais na Namíbia” – diz a nota.

Professor gay de 25 anos baleado, queimado em assassinato brutal.



Três suspeitos foram presos pelo assassinato de um jovem professor / ativista gay, segundo a polícia brasileira. O corpo queimado do professor Lindolfo Kosmanski foi descoberto na beira da rodovia São João do Triunfo em 30 de abril.

Membros da comunidade LGBTQ local chamaram a morte do professor de 25 anos de crime de ódio. A polícia diz que está investigando e procurando um motivo.

“Teremos várias outras etapas de análise de dados, que é uma etapa mais tecnológica, para reunir todos os elementos necessários para a responsabilização dos responsáveis ??por este crime nefasto”, disse Michel Leite Pereira da Silva, o policial à frente do caso, disse à rede de notícias local Globo.

De acordo com as informações divulgadas, Komanski foi visto pela última vez em um bar local. Ele foi baleado duas vezes e deixado em um carro em chamas, embora não esteja claro se ele morreu com os tiros ou com o incêndio.

“Ele era muito conhecido na região”, disse ao UOL seu primo Benedito Camargo. “Antes de morrer, ele pagava cerveja a todos e depois desaparecia. Seu celular ficou no estabelecimento. Um amigo disse que Lindolfo teria recebido uma ameaça de morte dias antes de ser assassinado. ”

Komanski era ativo com o grupo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil (MST), que defende a justiça social e a reforma agrária. Ele também era professor local e estava ajudando a criar seus cinco irmãos mais novos.

“Ele era uma pessoa conhecida pelo carinho e carinho; com sorriso franco e coração aberto, com olhar alegre, que cativam abraços e amor ”, disse o MST em nota. “Um daqueles seres que percorrem o mundo com o coração disparado, aberto ao desafio de aprender, ensinar e compartilhar” e que queria fazer a diferença no mundo.

“Um legado desse tamanho é impossível de esquecer, apagar ou queimar”, acrescentaram.

Quinta vítima se manifesta sobre serial killer de Curitiba.



Ele já tinha sido condenado por roubo a 4 anos e 9 meses de prisão por outro crime 

Novas informações sobre o serial killer de Curitiba, José Tiago Correia Soroka (33), principal suspeito em ter assassinado três homossexuais, vieram pelo Cidade Alerta Curitiba. A apuração mostra que ele é usuário de crack e cocaína, responde um processo na justiça por falsificação de dinheiro; por dirigir embriagado e desacato a autoridade.

Além disso, ele foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão por roubar um motorista de aplicativo em maio de 2020, mas teve o direito de responder o crime em liberdade.

Após romper com este relacionamento heteroafetivo, ele entrou para o crime em Colombo, no Paraná. O delegado Thiago Nóbrega, da Divisão Especialista em Homicídios e Proteção à Pessoa, disse que já ouviu pelo menos 30 pessoas e que houve uma tentativa de homicídio mal sucedida a um homem gay não identificado.

“Ele trata bem a vítima em um primeiro momento. Depois ele pergunta como a vítima gosta de praticar sexo, se tem alguma preferência. Ele pede para que a vítima tire a roupa, fique de costas para ele, deixando a vítima bem vulnerável, e aí ele aplica o ‘mata-leão'”. – disse o delegado.

Uma das vítimas que conseguiu escapar comenta que o serial killer teria dito que é como o Coringa (referência ao Batman), “mata porque gosta”.

Já outra vítima, um jovem gay de 29 anos que preferiu não se identificar, concedeu uma entrevista ao portal RIC MAIS dando mais informações sobre o serial killer.

Ele disse que conheceu José Tiago na rua, há quatro anos, em frente a um supermercado no bairro Bigorrilho, em Curitiba. No mesmo dia, a vítima o levou para o apartamento e aí ele tentou sufocá-las.

“Quase me matou dentro do apartamento onde eu morava. Trocamos um papo e eu levei ele para o apartamento. Chegamos lá, começamos a ‘trocar uns pegas’. Logo em seguida, ele subiu em cima de mim, tentou me imobilizar com as pernas. Colocou a mão no meu pescoço e apertou. Foi ‘onde’ eu falei que não curtia brutalidade. Ele disse que era só te***. Tentou me enforcar com as mãos”, disse.

“Ele começou a me apertar tão forte que meu último suspiro foi criar forças para tirar ele de cima do meu corpo. Consegui jogar ele de cima de mim. Esse maldito já tentou fazer algo comigo, sorte que me criei na favela. Se não, nem estaria aqui contando isso.”

Atualmente, José Tiago Correia Soroka está foragido, ele ficou um período no Paroli, mas foi expulso de lá pelos traficantes após a repercussão do caso. Depois, ficou em um hotel por onde passou uma noite. Ele saiu devendo 23 reais e depois desapareceu.

O delegado pede para que qualquer pessoa que tenha informações sobre ele ou saiba onde ele está, denuncie anonimamente para o 0800 643 1121.

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