terça-feira, maio 11, 2021

POLÍTICA

 Bolsolão: PSOL aciona MPF sobre orçamento secreto para compra de deputados por Bolsonaro.



"É inadmissível que na pior crise sanitária, social e econômica do mundo, com a população brasileira morrendo de fome, de Covid-19 e de tiro, o presidente use de corrupção para conseguir que seus aliados ganhem as eleições para a Câmara e o Senado", afirma Talíria Petrone, líder do Psol na Câmara.

A bancada do PSOL na Câmara Federal protocolou uma representação no Ministério Público Federal na manhã desta segunda-feira (10) pedindo a abertura de investigação sobre o chamado “Bolsolão”, um orçamento secreto no valor de R$ 3 bilhões que foi montado por Jair Bolsonaro (Sem partido) para compra de apoio de parlamentares no Congresso Nacional.

“É inadmissível que na pior crise sanitária, social e econômica do mundo, com a população brasileira morrendo de fome, de Covid-19 e de tiro, o presidente use de corrupção para conseguir que seus aliados ganhem as eleições para a Câmara e o Senado. No entanto, não nos surpreende. Bolsonaro é a mais velha forma de fazer a política do toma-lá-dá-cá”, disse a líder do PSOL na Câmara, Talíria Petrone (RJ).
Além de Bolsonaro, a ação mira o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e o diretor da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Marcelo Pinto.

Segundo reportagem do Estadão, o esquema montado pelo governo federal, no final de 2020, para aumentar sua base de apoio no Congresso, cria um orçamento paralelo de mais de R$ 3 bilhões em emendas, boa parte delas destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores de referência – fez com que o esquema também seja conhecido como “tratoraço”.

“Contrariando princípios administrativos consagrados, os acordos para direcionar o dinheiro não são públicos e não têm transparência. Ou seja: ganha quem apoia o governo”, afirma a bancada no documento.

Líder da minoria, Marcelo Freixo (PSOL-RJ) anunciou pelas redes que a bancada também entrou com representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“Apresentei, enquanto líder do Bloco da @minorianacamara, uma representação no TCU pra que seja investigado o “tratoraço” do governo Bolsonaro, o esquema que supostamente girou, às escondidas, R$ 3 BILHÕES pra compra de apoio de parlamentares e de tratores superfaturados”, tuitou.

“Tratoraço de Bolsonaro” vira meme na internet.



Nas redes sociais, o suposto esquema de distribuição de verbas para congressistas aliados do Planalto virou meme. O caso foi apelidado de “tratoraço” por membros da oposição.

De acordo com uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo publicada nesse domingo (9.mai), o governo federal teria montado um “orçamento paralelo” para distribuir emendas do tipo RP9 (emendas de relator) a congressistas para aumentar sua base de apoio. Ainda segundo o jornal, parte dessas verbas teria sido usada para comprar tratores com valores superfaturados.

O texto, no entanto, só revela alguns repasses vinculados ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Não há como saber se são todas as emendas RP9 dessa pasta nem há comparação com o que foi feito no ano anterior. Tampouco há como saber quais foram os valores de todos os pagamentos do tipo RP9 de todos os ministérios.

O próprio ministro da pasta, Rogério Marinho, falou sobre a reportagem e divulgou uma emenda RP9 liberada ao senador Humberto Costa (PT-PE). “Os recursos do RP9 são de indicação do parlamento. Isso começou em 2019 e é sabido. O que há é tentativa de construção de uma narrativa. A reportagem teve acesso aos documentos de indicação dos parlamentares da oposição, mas os ignorou”, escreveu o ministro.

Os pedidos de dinheiro via emendas RP9 são guardados pelos ministérios correspondentes. Se algum cidadão requer acesso via LAI (Lei de Acesso à Informação), os dados são liberados. Não está claro por que o governo não deixa tudo publicado de maneira pró-ativa, uma vez que não há como legalmente manter as informações em reserva.



O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) disse nesta 2ª feira (10.mai.2021) que entrou com uma representação contra o governo federal no TCU (Tribunal de Contas da União) para pedir investigação do suposto esquema.

“Apresentei, enquanto líder do Bloco da minoria na Câmara dos Deputados, uma representação no TCU para que seja investigado o ‘tratoraço’ do governo Bolsonaro, o esquema que supostamente girou, às escondidas, R$ 3 bilhões para compra de apoio de parlamentares e de tratores superfaturados”, escreveu.

Eleições 2022: Lula é o único que vence Bolsonaro no segundo turno, diz pesquisa Atlas Político.



Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Ciro Gomes (PDT) também aparecem numericamente à frente de Bolsonaro em um eventual segundo turno, mas em empate técnico.

Pesquisa Atlas Político sobre as eleições de 2022, divulgada nesta segunda-feira (10) pelo El País Brasil, mostra que o ex-presidente Lula (PT)é o único que venceria Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno na disputa pela presidência.

Segundo o estudo, o petista tem 45,7% das intenções de voto, contra 41% do atual presidente. O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), e o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT), também aparecem numericamente à frente de Bolsonaro em um eventual segundo turno, porém empatados tecnicamente com o titular do Planalto, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Mandetta tem 42,4% das intenções de voto contra 40,5% de Bolsonaro. Já Ciro figura com 41,9%, enquanto o ex-militar, neste cenário, tem 40,9%.

Fernando Haddad (PT) também empata tecnicamente com Bolsonaro em uma segunda volta da eleição, mas aparece numericamente abaixo do presidente: 40,9% contra 41,6%.

O Atlas Político fez entrevistas, através da internet, com 3.828 pessoas de todo o país entre os dias entre os dias 6 e 9.

Confira, abaixo, a relação completa das intenções de voto de possíveis candidatos contra Bolsonaro em um segundo turno em 2022.



Popularidade de Bolsonaro

Além de simular o segundo turno da eleição de 2022, o Atlas Político mediu a avaliação do governo Bolsonaro. O índice de bom ou ótimo subiu dos 25% registrados em março para 31% em maio, na medida em que a avaliação de ruim ou péssimo caiu 57% para 53%, enquanto 15% avaliam o governo como regular.

A aprovação do desempenho de Bolsonaro também subiu: foi de 35% em março para 40% em maio, enquanto a desaprovação caiu e 60% para 57%.

De acordo com o CEO do Atlas Político, Andrei Roman, esse movimento positivo na percepção da população com relação ao governo Bolsonaro se deve ao retorno do pagamento do auxílio emergencial, apesar de em menor valor, e também a um certo arrefecimento da pandemia no país. “A pesquisa anterior, de março, foi feita no ponto de maior estresse”, disse ao El País Brasil.

Um comentário:

  1. Realmente, o PSOL é um dos poucos partidos realmente de esquerda no Brasil. Faz oposição e denuncia o desgoverno Bozo desde o primeiro dia! Parabéns!

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