terça-feira, junho 29, 2021

DIREITOS

 Randolfe entra com requerimento para prorrogar CPI do Genocídio.



Entre as justificativas estão as novas denúncias na compra da Covaxin, que foram bater às portas do Palacio da Alvorada

O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI do Genocídio, apresentou requerimento para prorrogação da CPI por mais 90 dias para aprofundar investigações. A CPI teve a sua primeira reunião no dia 27 de abril. O prazo inicial de sua duração era de 90 dias, mas o regimento do Senado permite ampliar o funcionamento da comissão por até 1 ano.

O documento já foi protocolado e deverá ser votado nesta terça-feira (29). Para aprovar a prorrogação serão necessárias as assinaturas de 27 senadores, o que corresponde a um terço do Senado.

Na justificativa para a prorrogação, o requerimento informa que “a CPI tem desvendado esquemas de corrupção e de favorecimento de determinadas empresas com recursos destinados ao combate à pandemia da Covid-19. Servidores sofreram pressões não republicanas para flexibilizar a importação da Covaxin. Depoentes apontaram que até o Presidente da República foi alertado das irregularidades e, ao invés de apurá-las, as creditou ao próprio líder do Governo da Câmara dos Deputados. É um escândalo que precisa ser apurado com a gravidade correspondente”.
Ricardo Barros

O líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), entrou na última sexta-feira (25), na mira da CPI do Genocídio, e as revelações que se fizeram sobre ele comprometem também, diretamente, o próprio presidente Jair Bolsonaro.

O deputado Luís Miranda (DEM-DF) afirmou ao colegiado que, quando levou a Jair Bolsonaro, em março, os indícios de corrupção da compra da vacina indiana Covaxin, o presidente afirmou que seria “coisa” do líder do governo na Câmara: Ricardo Barros. Bolsonaro, no entanto, nada fez com relação às denúncias de irregularidades.

Aproximação com Ricardo Barros, Jair e Flávio Bolsonaro inflou negócios da Precisa.



Empresa intermediária da Covaxin cresceu 6.000% com chegada do novo governo.

A Precisa Medicamentos, empresa responsável por intermediar a compra da vacina Covaxin pelo ministério da Saúde, teve um salto em seus negócios no governo do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

Antes dele, a firma havia assinado apenas um contrato de R$ 27,4 milhões para fornecer preservativos femininos ao Ministério da Saúde. Desde a posse de Bolsonaro, a Precisa fechou ou intermediou acordos que somam R$ 1,67 bilhão. Um crescimento aproximado de 6.000%.

Além disso, o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa, também ganhou acesso a ministérios, ao BNDES e à embaixada do Brasil na Índia. 

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) foi o responsável por abrir as portas do BNDES ao empresário. Após a revista Veja revelar que o Zero Um intermediou uma reunião de Max, como é conhecido em Brasília, com o presidente do banco público, Gustavo Montezano, o senador admitiu ter “amigos em comum” com o dono da Precisa.

Na época da venda dos preservativos femininos, o presidente era Michel Temer e o ministro da Saúde o atual líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (Progressistas-PR). Nos anos seguintes, com Bolsonaro e Barros, a empresa ampliou o negócio e assinou novos contratos, que somam R$ 1,67 bilhão.

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou à CPI do Genocídio no Senado que Bolsonaro atribuiu a Barros “os rolos” envolvendo a compra da vacina Covaxin. O líder do governo admitiu ontem ter sido citado pelo presidente, mas atribuiu a menção ao outro contrato suspeito envolvendo sua gestão no ministério.

Exclusivo: CanSino rompe com empresa de amigo de Ricardo Barros em compra de 5,2 bilhões em vacina.



A empresa mandou neste domingo após denuncia do blogue comunicado à Anvisa.

O laboratório chinês CanSino enviou um comunicado neste domingo (27) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmando que a Belcher Farmacêutica do Brasil Ltda., que pertence a um amigo do líder do governo, deputado Ricardo Barros (PP-PR), não representa mais a empresa no Brasil. Além da Belcher, a Cansino rompeu o contrato com o Instituto Vital Brasil S.A. O rompimento se dá após denúncia publicada ontem (domingo, 27) por este blogue que revelava com base em postagem de Hugo Barros no Facebook que a empresa Belcher era de um amigo do líder do governo Ricardo Barros e que faria um negócio de 5,2 bilhões de reais com o ministério da Saúde.

“Neste fim de semana, a Anvisa recebeu nova mensagem eletrônica da CanSino, confirmando que a Belcher não mais representa a vacina no Brasil. A Agência juntou essas informações no processo de Autorização de Uso Emergencial que ainda estava em análise e tomará as medidas pertinentes”, diz nota no site da Anvisa.

Desenvolvedora da vacina Convidecia, o CanSino comunicou inicialmente o rompimento do contrato com a Belcher no dia 17 de junho. A empresa brasileira dos amigos de Ricardo Barros respondeu no dia 21 pedindo prazo para manifestação junto à Anvisa.

A negociação não estava encerrada como tenta mostrar a Anvisa após a manifestação de ontem da CanSino. No dia 23 de junho, uma nova empresa era criada em Maringá com o objetivo de substituir a Belcher Farmacêutica do Brasil. O blogue apurou que com o CNPJ 42.448.825/0001-13 e Razão Social Belcher & NHG Farma e SPE Ltda a empresa tinha como objeto principal o “comércio atacadista de medicamentos e drogas de uso humano”.

Estaria reservado a Belcher & NHG cumprir o papel reservado à Belcher Brasil de intermediar a negociação de 5,2 bilhões para a compra da CanSino. Os sócios da nova empresa são: Emanuel Ramalho Catori, administrador; Nathan Marcelo Moreira, administrado; NHG Fitofarmacos & Nutraceuticos, sócio; Belcher Farmacêutica do Brasil, sócio. 

Camarote da vacina e turma do Hang

Catori foi um dos empresários que liderou um movimento para que empresas privadas conseguissem permissão para comprar e distribuir imunizantes, criando o “camarote das vacinas”. O movimento contou com a adesão dos empresários bolsonaristas Luciano Hang, das lojas Havan, e Carlos Wizard.

Em março deste ano, Catori esteve em Brasília para uma conversa com o governo federal acerca deste tema.

A Belcher pertence a Emanuel Ramalho Catori e também a Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, ligado a Ricardo Barros.

Chiquinho Ribeiro, como é conhecido em Maringá, foi presidente da Urbamar na gestão de Barros como prefeito de 1989 a 1992, e conselheiro da Sanepar no curto governo de Cida Borghetti, esposa de Barros.

Um comentário:

  1. Pelo amor de Deus! Não é possível que não tirem o 'Coiso" o quanto antes. Pra mim é cada dia mais insuportável escutar a voz daquele projeto não acabado de ser humano. Dizer que é apenas um péssimo presidente é pouco para descrevê-lo: incompetente, omisso, negligente, populista, psicopata, picareta, negacionista científico, pseudorreligioso, nepotista, projeto de ditador, vendido ao Centrão e agora corrupto com todas as letras...

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