terça-feira, junho 22, 2021

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 Bolsonaro ignora 500 mil mortos e faz piada: “Quem tiver Covid procure o doutor Willian Bonner”.



Em encontro com apoiadores, Bolsonaro disse ainda que Lula, o "nove dedos", só ganha eleição de 2022 se tiver fraude e ironizou atos do dia 19 de junho: "Vou apoiar consumo de mortadela". 

Em vídeo editado de conversa com apoiadores na manhã desta segunda-feira (21), divulgado em canal bolsonarista no Youtube, Jair Bolsonaro (Sem partido) ignorou os mais de 500 mil mortos pela Covid-19, atacou o ex-presidente Lula e ironizou os atos que levaram mais de 750 mil pessoas às ruas no último sábado (19).

Na única alusão à pandemia, Bolsonaro fez piada, recomendando àqueles que testarem positivo para o coronavírus a procurarem o “doutor” William Bonner ou a doutora “Míriam Leitão”, ambos jornalistas da Globo.
“Ó, quem tiver com Covid sabe quem procurar agora. É o doutor William Bonner, falou pessoal? E a doutora Míriam Leitão, é muito boa também”, ironizou Bolsonaro, ignorando os familiares dos mais de 500 mil brasileiros mortos na pandemia.

Lula

Bolsonaro abre o vídeo, em um claro corte de edição, atacando o ex-presidente Lula e voltando a acusar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fraude no sistema de votação eletrônico.

“Só na fraude o nove dedo (SIC) volta”, disse, arrancando risos dos apoiadores. “Se o congresso aprovar e promulgar, teremos voto impresso. Não vai ser a canetada de um cidadão como esse daqui [mostra o celular] que não vai ter voto impresso. Pode esquecer isso aí”, emendou, atacando o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, que recentemente cobrou provas das denúncias feitas por Bolsonaro.

Em seguida, Bolsonaro ironizou os atos de 19 de junho dizendo vai “apoiar” o “consumo de mortadela” para dispersar as manifestações.

“Acho que vou acabar com as manifestações dos petralhas: comam mortadela, pessoal, que faz bem à saúde”, ironizou. “Vai acabar com as manifestações. Entendeu a jogada? Tudo o que eu apoio é o contrário. Estou apoiando o consumo de mortadela no Brasil”.

Renan sobre silêncio de Bolsonaro diante de 500 mil mortes: “Diz muita coisa sobre seu caráter”.



Relator da CPI do Genocídio também falou sobre as manifestações "em repúdio ao governo da morte"

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as omissões do governo no combate à pandemia, a CPI do Genocídio, foi às redes sociais na tarde deste domingo (20) para comentar as manifestações contra Jair Bolsonaro que ocorreram em todo o país no sábado (19) e também para criticar o silêncio do presidente diante da triste marca de 500 mil mortes por Covid alcançada pelo país.

“As expressivas manifestações em repúdio ao governo da morte adquirem maior relevância em função da pandemia. O Brasil todo lamenta as 500 mil mortes. Menos o presidente. Isso diz muita coisa sobre seu caráter”, escreveu Renan.

No sábado, logo após a notícia de que o Brasil chegou à 500 mil mortes por Covid vir à tona, os membros titulares da CPI, incluindo Renan, divulgaram uma nota conjunta para comentar o assunto e garantir que os trabalhos da comissão chegarão na punição dos responsáveis pela tragédia anunciada no Brasil.

“Meio milhão de vidas que poderiam ter sido poupadas, com bom-senso, escolhas acertadas e respeito à ciência. Asseguramos que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso”, diz um trecho da nota.

O ex-presidente Lula foi também foi às redes sociais, no sábado (19), para comentar a marca macabra atingida pelo Brasil, que chegou às 500 mil mortes em decorrência da Covid-19, superando as piores previsões.

“500 mil mortos por uma doença que já tem vacina, em um país que já foi referência mundial em vacinação. Isso tem nome e é genocídio. Minha solidariedade ao povo brasileiro”, escreveu o ex-presidente, enquanto milhões de pessoas foram às ruas para protestar contra o governo de Jair Bolsonaro e sua omissão com relação à pandemia.

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