quinta-feira, junho 03, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Presidente do Chile diz que aprovação de casamento igualitário é urgente no país.



O novo discurso do presidente vai em direção oposta a uma declaração feita em janeiro

“Devemos nos aprofundar no valor da liberdade, incluindo a liberdade de amar e formar uma família com a pessoa amada, e também no valor da dignidade de todas as relações de amor e afeto entre duas pessoas”, declarou o presidente em discurso ao Congresso. “Acho que chegou a hora de um casamento igual em nosso país”.

A fala de Piñera vai em direção oposta ao discurso feito no início do ano, quando o subsecretário do Ministério Geral da Presidência, Máximo Pavez, afirmou que o presidente não aceitava a ideia de união entre pessoas do mesmo sexo. Na ocasião, a reprovação ao presidente direitista chegava a 70%. 

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo tem sido uma das maiores lutas dos LGBTQIA+ do Chile, pois, até então, dois homossexuais só podem assinar um documento através da união civil de uma lei de 2015.

O PL defendido por Piñera foi introduzido durante o segundo governo da ex-presidente Michelle Bachelet e, caso, seja aprovado, “todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, poderão viver apaixonadas e formar famílias com toda a proteção e dignidade de que necessitam”. 

Uma das principais organizações LGBTQIA+ do país, o Movilh (Movimento pela Integração e Libertação Homossexual), comemorou o apoio do presidente ao casamento gay, o qual foi visto como “uma reviravolta histórica e definitiva para a direita”. 

“Hoje, sem dúvida, o casamento igualitário está na boca do forno. Piñera chegou tarde, muito tarde, com compromissos internacionais não cumpridos no meio, mas ele finalmente chegou. Esperamos que outros adversários da igualdade sigam esse caminho”, comentou o porta-voz da Movilh, Oscar Rementería.

No Chile, pessoas solteiras podem adotar uma criança independente de sua orientação sexual, mas não há uma legislação que reconheça legalmente a paternidade de dois pais ou duas mães para uma criança. No entanto, caso haja uma união homoafetiva e um dos dois morre, o pai que sobreviveu tem mais facilidade para conseguir a tutela da criança.

Carlos Bolsonaro fica irritado com a ação LGBT na orla do Rio de Janeiro



Filho da pessoa que está na presidência usou as redes sociais para dizer que vai cobrar explicações da Prefeitura do Rio sobre a ação.

Carlos Bolsonaro usou as redes sociais para anunciar que vai cobrar explicações da Prefeitura do Rio sobre a ação nos postos de salvamento da orla, que ganharam palavras de ordem e banners com as cores do arco-íris para celebrar o Mês do Orgulho. As informações são da Veja Rio.

O político diz que tem recebido muitas reclamações sobre as ações e afirma que, por esta razão, ele enviou um Requerimento de Informações à Prefeitura, “questionando qual a finalidade da campanha”, “o retorno financeiro esperado considerando o déficit na arrecadação municipal” e “se houve consulta de mercado e popular para a instalação dos engenhos de publicidade”.

A responsável pela iniciativa, Riotur, diz que não recebeu o requerimento de Carlos Bolsonaro e, assim que for acionada oficialmente, responderá todos os questionamentos dele, “como é a conduta do órgão em relação a qualquer dúvida dos vereadores da cidade”. A Riotur afirma que não houve qualquer despesa pública na ação, que contou com o apoio cultural da operadora Tim e da Orla Rio.

Já o Coordenador Especial de Diversidade Sexual da Prefeitura, Carlos Tufvesson, postou um vídeo no Instagram falando sobre a ação nos postos de salvamento: “Eu olho para aquilo e penso: que bom que o Rio está voltando a ser o Rio – essa cidade diversa, uma mistura de culturas que aceita a todos, independentemente de raça, credo, orientação sexual e identidade de gênero. Que bom”

O projeto faz parte do Rio Diversidade, que tem como objetivo expor até o fim de junho as sete palavras nos 24 postos da orla marítima do Rio, do Leme ao Pontal, em painéis de em média 2 m x 5 m, nas cores da bandeira do Orgulho LGBTI+. Uma placa informativa trará também as palavras traduzidas para o inglês, italiano, francês, alemão e mandarim.

Vale lembrar que, nesta quarta-feira, vence o prazo para que a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) envie à CPI da Covid informações sobre todos os contratos firmados pelo órgão de janeiro de 2019 a abril de 2020. Para senadores, as informações têm potencial de abrir uma frente de investigação sobre Carlos Bolsonaro.

Serial killer de Curitiba não quer ir à Casa de Custódia por medo de morrer



O serial killer de Curitiba, José Tiago Corrêa Soroka, foi transferido para o Minipresídio de Campo Lago na manhã deste dia 2 de junho. Ao prestar depoimentos na Delegacia da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele afirmou repetidas vezes que se fosse para a Casa de Custódia de Curitiba (CCC), ele seria executado. As informações são do Ric Mais.

“A defesa acredita na capacidade do estado em fazer a proteção dele, por ser um crime de repercussão, crime que, segundo a mídia, tem relação a um preconceito homofóbico. É a razão pela qual ele precisa ter essa proteção” – diz o advogado de defesa de Soroka, Rodrigo Riquelme.

Em entrevista à Record TV, Soroka disse que as mortes não têm relação com a orientação sexual das vítimas, dizendo que não tem preconceito e nem curiosidade em se relacionar com homens.

“Não tenho aversão, não tenho ódio. Para mim, cada um tem a sua opção sexual [sic], e deve ser respeitada”, disse Soroka.

Ele, que se define heterossexual, disse que seu relacionamento com a segunda esposa acabou quando ela descobriu alguns de seus crimes. Na ocasião, um boletim de ocorrência foi registrado contra ele por agressão.

“No começo foi bem tranquilo” – conta Soroka – “Eu já tinha envolvimento com alguns delitos, ela descobriu e o relacionamento começou a dar uma boa decaída. Chegou a um certo ponto que nós brigamos e chegamos às vias de fato”, contou.

Ele também explica que sua vida no crime começou após ele ter sido preso por dirigir embriagado e não conseguir mais atuar na profissão de vigilante.

“Um dia, fui a um churrasco com uns colegas e levei um deles até a residência em Almirante Tamandaré. No meio do caminho, eu já tinha bebido, fui parado pela polícia e preso por dirigir embriagado. Isso implicou para ‘mim em renovar’ a carteira”, explica.

O serial killer também confessa se identificar com o perfil de sociopata por não sentir culpa após a mortes, alegando que o foco dos encontrar era roubar os objetos da casa das vítimas.

“Eu entrava, a gente tinha uma breve conversa e aí eu pedia para [ele] virar de costas. Nisso, eu aplicava um mata leão. A pessoa apagava, voltava e eu conversava. Falava ‘vou levar o que tem na tua casa, não reage que vai ficar tudo bem. Você sai bem e eu saio bem.’ Nessas situações que a pessoa veio a óbito eles reagiram, tentaram bater, tentaram empurrar, falaram que iam chamar a polícia. Nessa hora eu pensei que não ia conseguir me evadir da situação. Então eu acabei apertando um pouco mais e vieram a óbito. Eu não ficava muito tempo. Só resgatava o que tinha interesse e saí”, revelou.

Um comentário:

  1. Kkkkkk, dps q esse presidente chileno, amigo do Bolsonaro, perdeu na eleição pra Assembleia Constituinte do Chile, agr quer tentar recuperar a popularidade.

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