quinta-feira, junho 17, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Hungria aprova lei que proíbe promoção da homossexualidade para menores de 18.



O parlamento da Hungria aprovou nesta terça-feira (15) uma lei que proíbe a "promoção" da homossexualidade para menores. Defensores de direitos humanos denunciam mais um ato de repressão aos direitos LGBTQ pelo governo populista do primeiro-ministro Viktor Orbán.

A lei foi aprovada com 157 votos a favor e um voto contra no parlamento controlado pelo partido de extrema direita Fidesz, liderado por Orban.

O premiê húngaro já conseguiu aprovar várias leis que restringem a imigração, a liberdade de imprensa e o ensino.

Mais de 5.000 pessoas se reuniram em frente ao parlamento húngaro na noite de segunda-feira (14) contra a legislação, que, segundo o governo, é a última de uma série de medidas contra a pedofilia que visam proteger as crianças.

Os críticos dizem que a lei "restringe severamente" a liberdade de expressão e os direitos das crianças. O texto, comparado pelos ativistas a uma legislação semelhante na Rússia, proíbe programas educacionais e a publicidade de grupos LGBT.

"A fim de garantir a proteção dos direitos das crianças, conteúdos pornográficos e que retratem a sexualidade para seus próprios fins ou que promovam o desvio da identidade de gênero, redesignação de gênero e homossexualidade não devem ser disponibilizados para pessoas menores de dezoito anos", prevê o texto legal.

Só para maiores

As aulas de educação sexual "não devem ter como objetivo promover a segregação de gênero, a redesignação de gênero ou a homossexualidade", acrescenta a legislação.

A publicidade de empresas como a Coca-Cola, que fez campanha usando um casal gay na Hungria em 2019, seria proibida, assim como os livros que citam a homossexualidade.

O canal comercial de TV RTL Klub Hungria disse que filmes populares como "O Diário de Bridget Jones", "Harry Potter" e "Billy Elliot" só poderiam ser exibidos tarde da noite com uma classificação superior a 18 anos.

Aluno é alvo de ataques preconceituosos de pais por trabalho escolar LGBT.



Família registrou um boletim de ocorrência para denunciar “preconceito e intimidação”.

Um aluno da Escola Estadual Aníbal de Freitas, em Campinas (SP) sofreu ataques homofóbicos por sugerir um trabalho com temática LGBT. A família registrou um boletim de ocorrência para denunciar “preconceito e intimidação” e a Polícia Civil investiga o crime pelo 7º Distrito Policial.

Os colegas do estudante de apenas 11 anos realizaram protestos com cartazes e papéis, colocados na fachada da instituição de ensino, com frases como. “Ou aceita ou respeita”, “Respeite as diferenças” e “Sinta orgulho de ser quem você é”, que pedem respeito às diferenças e o fim do preconceito.


A irmã do estudante de 11 anos acusou a escola de represália. A jovem diz ter chegado em casa do trabalho e viu o irmão chorando, falando ao telefone com alguém que dizia ser a coordenadora da escola.

“Ela ligou para o meu irmão e disse para ele que a sugestão era um absurdo e inadequada para a idade dele. Ela ainda disse que se ele não apagasse a mensagem, iria tirá-lo do grupo. Justo agora que, com as aulas on-line, os grupos são tão importantes. Nunca pensei que uma coordenadora pudesse falar desse jeito com um aluno”, relatou a jovem.

Já a investigação da Secretaria de Educação de São Paulo (Seduc-SP) teve início na segunda-feira (14), segundo informou a Diretoria Regional de Educação de Campinas Leste. Agentes estiveram na escola para “dar início às apurações para que todas as medidas cabíveis possam ser adotadas de forma assertiva”. Ainda de acordo com a Seduc, uma equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) foi enviada para apoiar o estudante, sua família e a comunidade escolar.

“A Seduc-SP conta com psicólogos profissionais no programa Psicólogos na Educação, que está presente em todas as escolas estaduais, e já foi disponibilizado o atendimento para o estudante”, disse o órgão.

Escultor de areia em Copacabana é indiciado por homofobia após insultar casal gay.



O autor dos insultos homofóbicos disse em sua defesa que "estava brincando".

O delegado Felipe Santoro, titular da 13ª DP (Ipanema) indiciou por homofobia Juliano Gomes Soares,  que trabalha como auxiliar de escultor de areia na Avenida Atlântica, em Copacabana, Zona Sul do Rio, enquadrando-o crime de injúria qualificada em razão da orientação sexual contra os influenciadores digitais DJ Felipe Ferreira (30) e o apresentador Rafael Vieira (31), que andavam de mãos dadas na orla do bairro, na noite de 23 de maio. As informações são do Extra. Felipe e Rafael passavam por um quiosque quando ouviram comentários ofensivos por volta das 20h. Os xingamentos foram gravados pelo celular de um dos rapazes e as imagens foram apresentadas na delegacia e divulgadas nas redes sociais. O casal afirma ter cogitado a possibilidade de revidar as agressões verbais, mas decidiu “focar toda a indignação na busca pela justiça”.

“Decidimos registrar o caso e dar prosseguimento nisso não por nossa causa, mas por todos que passam por situações desse tipo.” disse Felipe Ferreira,  “Todos os gays e lésbicas já sofreram humilhações e constrangimentos assim, mas muitos não denunciam por medo ou por acreditar que não vai dar em nada. Sabemos que as leis têm um papel não só punitivo, como educativo. Então esperamos que as pessoas realmente entendam que não podem agir com os outros dessa forma.” O escultor de areia admitiu as frases, mas disse que estava apenas “brincando” e “não quis ofender”. Ele trabalha no local há 30 anos e já tem 17 anotações, por crimes como injúria, lesão corporal, ameaça e furto, e já foi preso seis vezes. Para o delegado Felipe Santoro, o réu submeteu às vítimas a uma situação humilhante. “Não podemos tolerar atitudes homofóbicas, que atinjam diretamente a honra e a dignidade das pessoas. É importante alertar a sociedade para a importância de comparecer às delegacias para registrar esses crimes graves que atingem diretamente a comunidade LGBT para que a Polícia Civil possa combater esse tipo de discriminação”, disse.

Jovem gay é esfaqueado na estação Paulista do Metrô de SP; namorado diz que foi homofobia.



Um jovem gay foi esfaqueado dentro da estação Paulista, na Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, após uma discussão com um homem e uma mulher. O caso aconteceu no último domingo (06/06). Tiago Moraes, namorado de Laelson, acredita que o ataque pode ter sido motivado por homofobia. 

Ao G1, Tiago conta que estavam na escada rolante da estação, acompanhado do namorado e amigos, quando ela parou de funcionar por conta de um problema técnico. Um homem e uma mulher que estavam na outra escada acusou o grupo de ter provocado o problema e iniciaram uma discussão com os jovens. Durante a discussão, o homem, que estava em posse de uma arma branca, atacou Laelson. “Ele ia me atacar com uma faca, e meu namorado entrou na frente. Meu namorado caiu e, nesse momento, ele levou uma facada no peito e na coxa”, disse Tiago ao portal.

“No momento da briga não tinha nenhum segurança no local, eu gritei e apareceu só uma, mas ela ficou de braços cruzados. O agressor foi pego em outra estação”, completou. Para Tiago, pode ter sido motivado por homofobia, já que a mulher do agressor estava insultando o grupo com comentários homofóbicos. “Eu estou muito abalado, assustado, tenho medo de que aconteça novamente. Espero que essas pessoas que reagem dessa forma ao ver um casal gay ou lésbico tenha respeito. Somos seres humanos, temos uma família, uma vida. A gente ama“, desabafa.

Laelson está internado no Hospital das Clínicas, na Zona Oeste, e deve receber alta neste fim de semana. O caso foi registrado no 78º Departamento Policial, nos Jardins.

Homofobia e acusação de represália

A investigação das autoridades já conta com o depoimento da irmã do estudante, que entregou mensagens no WhatsApp, recebidas na sexta-feira (11), para serem analisadas. Foi ela quem fez o registro no boletim de ocorrência e publicou um relato nas redes sociais sobre o caso.

Em entrevista, ela disse que o estudante sugeriu o tema para o trabalho por mensagem enviada no grupo da sala do 6º ano do Ensino Fundamental. O estudo seria sobre o mês do Orgulho LGBT, celebrado em junho. A repressão veio dos pais dos alunos, que disseram que a ideia do garoto era, além de “absurda”, “desnecessária”. Eles solicitaram que ele apagasse a mensagem.

Homem fica incomodado com presença de travesti na frente de casa e atira contra jovem: “Era só para assustar”.



A Polícia Civil prendeu de maneira preventiva um homem por atirar contra uma travesti, na cidade de Itumbiara, no Sul de Goiás. O crime teria acontecido após o rapaz ficar incomodado com a presença da vítima, que estava em um ponto de prostituição em frente à casa da sogra do atirador.

Segundo informações do portal Mais Goias, o crime ocorreu por volta das 21h, no último dia 17 de abril deste ano, na Avenida Afonso Pena, em Itumbiara. No entanto, a prisão aconteceu apenas nesta segunda-feira (14/06). De acordo com o delegado Felipe Delta, responsável pelo caso, o homem não era cliente da travesti, apenas estava incomodado pela presença dela. “O travesti (sic) começou a falar desaforos, mandado sair dali, que eu estava estorvando. Minha esposa e meu filho de 9 anos desceram do carro e eu disse ‘desconfia, vai procurar seu rumo’, mas ele (sic) continuou xingando. Foi quando ‘arrodeei’ o quarteirão e peguei minha arma e dei dois tiros, mas só para assustar”, disse o criminoso em depoimento obtido pelo portal.

Já a vítima, alega em depoimento que estava conversando com um vendedor de laranjas, quando a mulher do suspeito e a criança desceram do carro. Em seguida, o motorista gritou “sai dai viado desgraçado (sic)” e ela retrucou. “Continuei conversando com o vendedor de laranjas, quando o carro voltou a aparecer e só vi um clarão dos disparos”, detalhou a travesti, que foi atingida em sua perna direita. Ela nega ter iniciado a discussão com o homem, alegando que apenas retribuiu as ofensas

Apesar de ter alegado que jogou a arma fora, a polícia encontrou o objeto posteriormente, na casa do acusado. O suspeito já foi preso uma vez pelo crime de ameaça, segundo o delegado. O criminoso encontra-se preso por tentativa de homicídio qualificado e posse irregular de arma de fogo. 



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