segunda-feira, junho 28, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Após sofrer pressão, Eurocopa permite bandeiras LGBTQIA+ em anúncios.



A Uefa, organizadora da Eurocopa, mudou de ideia e passou a permitir bandeiras LGBTQIA+ nos estádios. A informação é do UOL. Neste sábado, 26, as cores do arco-íris protagonizaram as partidas nas oitavas de final do torneio de futebol.

Na semana passada, a Uefa havia proibido a manifestação colorida na Allianz Arena, em Munique, na Alemanha, onde a seleção local empatou em 2 a 2 com a Hungria. A ideia da Prefeitura da cidade de Munique de iluminar seu estádio com as cores do arco-íris, que representam o movimento LGBTQI+, para a partida que resultou na eliminação dos húngaros da competição, na quarta-feira, não foi autorizada pela entidade. A ação seria um protesto contra uma lei húngara, apoiada pela política do primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, proibindo “demonstração e promoção de homossexualidade a menores de 18 anos. A legislação é considerada discriminatória e a decisão da Uefa foi bastante criticada pela comunidade internacional.



Neste sábado, no entanto, a Uefa liberou que os anunciantes Booking, Heineken, Volkswagen e JustEat de fizessem publicidade usando as cores do arco-íris em todos os estádios da Euro. E foi isso que se viu nas partidas entre País de Gales x Dinamarca e Itália x Áustria. Os anúncios valem inclusive para o estádio de Budapeste, na Hungria.

Dois patrocinadores estatais, porém, não mudaram suas cores e nem pretendem: a Qatar Airways e a Gazprom, que pertencem a países com governos com leis que reprimem a homossexualidade: o Qatar e a Rússia, respectivamente.

Com vacinação avançada, Israel retoma Marcha do Orgulho.



Prefeitura de Tel Aviv estima que mais de 100 mil pessoas participaram desta primeira marcha realizada após o início da crise sanitária.

Com bandeiras multicoloridas nas mãos, mais de 100 mil pessoas participaram, nesta sexta-feira (25), da Marcha do Orgulho em Tel Aviv, Israel, apresentada por seus organizadores como a primeira grande concentração do gênero desde o início da pandemia de coronavírus. A informação é da AFP, via Swissinfo.

“Estou muito feliz”, disse Mai Truman, que veio de Rehovot, uma cidade nos arredores de Tel Aviv, para apoiar a comunidade LGBTQ +. “Temos a impressão de que não existe mais o coronavírus”, comentou.

Poucas pessoas usavam máscara cirúrgica no desfile na praia, constatou um jornalista da AFP no local, horas depois de o Ministério da Saúde anunciar o restabelecimento de seu uso obrigatório em locais públicos fechados.

O responsável pela saúde pública até aconselhou os participantes da marcha a utilizá-la, mesmo que estivessem ao ar livre.

“Estou muito feliz por estar aqui e por poder me divertir com vocês novamente”, disse o prefeito de Tel Aviv, Ron Huldai, em um comunicado.

“Os direitos LGBTQ + não são apenas uma questão da comunidade gay, mas uma questão democrática, da humanidade”, acrescentou Huldai.

As autoridades israelenses costumam aproveitar este tipo de evento para promover a imagem de um país que respeita os diferentes e assim impulsionar o turismo.

Ofir, uma jovem de 20 anos, com o arco-íris pintado nas pálpebras, explicou nesta sexta que a marcha não é apenas “uma festa”, mas também “uma manifestação”.

O deputado de extrema-direita Bezalel Smotrich expressou, em uma mensagem no Twitter, que a parada em Tel Aviv era “uma grande blasfêmia”.

A prefeitura estimou que mais de 100 mil pessoas participaram desta primeira marcha realizada após o início da crise sanitária, permitida “graças ao alto índice de vacinação e ao levantamento de todas as restrições à reunião pública e privada”.

Israel anunciou na quarta-feira o adiamento da reabertura de seu território aos turistas “devido a preocupações com a possível disseminação da variante Delta”, introduzida no país pelos viajantes.

Desde segunda-feira, as autoridades de saúde notificaram mais de 100 novos casos de coronavírus todos os dias, com um pico de 227 infecções registradas na quinta-feira.

Marcha do Orgulho volta às ruas de Paris mais politizada que antes da pandemia.



Manifestantes lutam contra a LGBTfobia, fim das terapias de conversão, autodeterminação de todos e legalização da procriação medicamente assistida.

Cerca de 30 mil pessoas marcharam, em Paris, na França, neste sábado, 26, pelos direitos da comunidade LGBTQIA+, na Marcha do Orgulho, informa o jornal Le Monde. A marcha acontece no fim do governo de cinco anos de Emannuel Macron.

Diante dos estandartes militantes, manifestantes conduzem a dança de salto agulha, maiô com brilhantes, lantejoulas e grandes asas de penas coloridas. Atrás, os slogans são contundentes: “O tempo está péssimo, o governo também”, “Chega dessa sociedade que oprime trans, diques e queers! “



É um “polo de lutas”, constituído nomeadamente pelas associações Acceptess-T, Act Up Paris, FièrEs e a comissão LGBTQIA + do NPA, que conduz os participantes na direção da Place de la République. O slogan: “Mais direitos, menos conversa; muitas promessas, nós regredimos! “

Embora não pudesse ser realizada no ano passado devido à crise de saúde, a Marcha do Orgulho de 2021 é “mais radical e política do que o normal”, disse Elsa, 31, uma ativista do NPA. Poucos meses antes das eleições presidenciais, “havia o desejo de politizar o Orgulho para que não fosse apenas um momento festivo, mas também uma forma de fazer valer [os] direitos”. Direitos que a jovem detalha: luta contra as fobias LGBT, fim das terapias de conversão, autodeterminação de todos e legalização da procriação medicamente assistida (PMA), desejada e gratuita para todos.

Estamos aqui para defender nossos direitos, para mostrar que estamos contra uma sociedade e um governo que não nos respeita”, diz Julien, 26, de mãos dadas com o namorado. De todas as caminhadas que fizeram, esta parece-lhes a mais importante. “No contexto atual, não podíamos ficar calados”, observa Julien.

Milhares vão às ruas em marcha na Cidade do México.



Mexicanos lotaram via central da capital mexicana para exigir direitos, igualdade, não discriminação, equidade e justiça.

Milhares de pessoas participaram neste sábado da 43ª edição da marcha do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgênero (LGBT) na Cidade do México, no que foi uma saída espontânea para as ruas desta capital que de repente foram cobertas com as cores do arco-íris. A informação é do site NTR.

Embora houvesse um chamado para não tomar as ruas devido à pandemia Covid-19,a maré multicolorida, que por algumas horas desabou as estradas que convergem na Avenida Reforma central, estava tomando conta desta artéria central da capital mexicana para exigir direitos, igualdade, não discriminação, equidade e justiça.



“É importante sempre tornar visível todas as ações que tomamos em nome das mulheres trans e outras na comunidade LGBT+”, disse Scarlett Giselle Reyes, do coletivo Agenda Política Trans Nacional que liderou a mobilização.

Embora este ano a celebração tenha sido oficialmente mantida no campo virtual devido à pandemia, milhares de pessoas da comunidade LGBT+ saíram para celebrar sua marcha por mais um ano.

Diante da saída prematura das pessoas, a Secretaria de Segurança Cidadã (SSC) da Cidade do México implantou um dispositivo com cerca de 700 agentes e 50 veículos para garantir a segurança e a mobilidade dos participantes.

A marcha na capital mexicana ocorreu como parte do Dia Internacional do Orgulho LGBT+ celebrado mundialmente em 28 de junho, em um momento em que a comunidade LGBT mexicana alcançou o reconhecimento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo em mais de 20 dos 32 estados, além das leis de identidade de gênero para pessoas trans em mais de uma dúzia.



Mas no outro extremo do dia, mais de seis assassinatos de ódio contra pessoas LGBT são registrados a cada mês, mais da metade dos quais são de mulheres trans. Segundo estimativas das organizações, 79 assassinatos de pessoas LGBT foram registrados no México em 2020, sendo 43 deles trans.

De acordo com a Pesquisa sobre Discriminação baseada em Orientação Sexual e Identidade de Gênero (Endosig, 2018), destinada a pessoas com 16 anos ou mais que vivem em território nacional que se auto-identificam como gays, lésbicas, bissexuais, trans e outras orientações sexuais e identidades de gênero, afirmou que 59,8% da população pesquisada “se sentia discriminada por pelo menos uma razão naquele ano”.

Polícia usa gás lacrimogêneo contra manifestantes na Parada do Orgulho na Turquia.



As autoridades turcas proibiram repetidamente as paradas do Orgulho em anos anteriores

Apesar da proibição de manifestações e de um enorme contingente policial, centenas se reuniram no centro europeu de Istambul, na Turquia, neste sábado, 26, para a Parada do Orgulho. A polícia usou gás lacrimogêneo. Cerca de 20 pessoas foram presas, de acordo com relatos da mídia, incluindo um fotojornalista da agência de notícias AFP. Os manifestantes criticaram, entre outras coisas, um clima cada vez mais anti-LGBT. A informação é do site SRF.

No dia anterior, barreiras já estavam montadas ao redor do local. Poucas horas antes do início planejado, a manifestação foi proibida pelo governo distrital. Ela invocou a lei sobre manifestações, que permite a proibição de violar a “moralidade”.

No início da semana, um piquenique por ocasião da chamada Semana do Orgulho também foi proibido em Istambul. De acordo com vários relatórios, a polícia confiscou parafernália em cores de arco-íris. No ano passado, o Departamento de Comércio havia ordenado que produtos com bandeiras de arco-íris e outros símbolos para a diversidade sexual e de gênero fossem rotulados como inadequados para menores de 18 anos.

As autoridades turcas proibiram repetidamente as paradas do Orgulho em anos anteriores. Além disso, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan atacou repetidamente pessoas LGBTQ no passado.

Jovem de 22 anos é morto a tiros em barbearia de São Paulo; namorado alega homofobia.



Um jovem de 22 anos, identificado apenas como Gabriel, foi morto a tiros em uma barbearia na última terça-feira (22/06), no bairro Pirajussara, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Em um post emocionante nas rede sociais, o namorado da vítima lamentou a morte de Gabriel e disse que o crime foi motivado por homofobia.

Segundo informações da Delegacia de Embu das Artes, o dono da barbearia contou aos policiais que um homem entrou no estabelecimento, disparou contra a vítima e fugiu. “Esse aqui é o Gabriel com 22 anos, meu namorado, meu melhor amigo, o amor da minha vida, estamos juntos há quase três anos, e nessa jornada durante a pandemia, ficamos sem emprego, as contas bateram na porta, pedimos doações e aguentamos até onde daria, só que chegou o dia que não tínhamos mais como segurar as pontas e cada um foi pra casa de sua mãe. Recentemente, há duas semanas, Gabriel conseguiu emprego, fiquei tão feliz por ele, que os olhos dele enchiam de lágrima, contando seus sonhos, e um deles era da gente voltar a ter nosso lar, pra ficar juntinho todos os dias“, desabafou o namorado de Gabriel.

“E há quatro dias fui contratado, foi a melhor notícia que tivemos e já começamos a fazer nossos planos de quando iríamos pra nossa casinha e nessa terça-feira ele foi assassinado a sangue frio com três tiros na cabeça, dentro de uma barbearia em Embu das Artes, mataram ele, pelo que ele é, por ele ser feliz, por ele amar, uma pessoa de coração puro, que não tinha maldade com ninguém, sempre estendia a mão para ajudar o próximo, e hoje tive que ser Obrigado a me despedir do amor da minha vida, com muita dor no peito e tristeza“, escreveu ele no post.

“Me dói mais ver que seus sonhos foram interrompidos, uma pessoa cheia de vontade viver. Eu te amarei pra sempre e sempre estará no meu coração, lembrando de cada pedacinho da nossa história”, concluiu ele. O caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Embu das Artes.

Adolescente ateia fogo em mulher trans e vítima tem 40% do corpo queimado em Recife; polícia investiga o caso.



Uma mulher trans de 33 anos, identificada apenas como Roberta, foi vítima de uma tentativa de homicídio e queimada viva na madrugada da quinta-feira (24/06), próximo ao Cais de Santa Rita, na região central do Recife. Segundo a Polícia Civil, um adolescente foi apreendido e autuado em flagrante por atear fogo no corpo da vítima.

Segundo informações do Hospital da Restauração, para onde Roberta foi socorrida, a vítima teve 40% do corpo queimado. De acordo com o hospital, ela foi internada na enfermaria voltada para pacientes com queimaduras e tem quadro de saúde considerado estável. O crime aconteceu próximo ao Terminal de Ônibus do Cais de Santa Rita. Policiais militares passavam pela região, quando foram acionados pela população e encontraram a vítima com o corpo em chamas. O adolescente tentou fugir e foi apreendido, sendo encaminhado para a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA).

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), usou o Twitter para se manifestar sobre o crime e disse que a Secretaria de Desenvolvimento Social está acompanhando o caso. “O que aconteceu é intolerável, atinge a todos e todas nós, comprometidos com a causa dos direitos humanos e do enfrentamento à qualquer tipo de violência e preconceito“, comentou o prefeito.


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