quinta-feira, junho 24, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 13 países da Europa se manifestam contra lei antiLGBT da Hungria.



A declaração dos 13 países aconteceu durante uma reunião de ministros da UE em Luxemburgo justamente sobre a situação do Estado de Direito na Hungria.

Treze países da União Europeia divulgaram neste dia 22 de junho uma declaração pedindo providências após a adoção, pelo governo do premiê da Hungria, Viktor Orbán, de uma lei considerada antiLGBT e em desacordo com direitos humanos fundamentais. As informações são da Folha de São Paulo.

Alemanha, França, Espanha, Holanda, Luxemburgo, Irlanda, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Lituânia, Letônia e Estônia afirmaram que a legislação da Hungria “discrimina as pessoas LGBTQIA + e viola o direito à liberdade de expressão sob o pretexto de proteger as crianças” e os signatários pedem para que a Comissão Europeia “utilize todos os instrumentos ao seu dispor para assegurar o pleno respeito pelo direito europeu” e recorra à principal corte do bloco, o Tribunal de Justiça da União Europeia.

A lei em questão determina que “conteúdo que promova desvio de identidade de gênero, redesignação de sexo e homossexualidade não deve ser acessível a menores de 18 anos”, com medidas que afetam programas educacionais, publicidade, obras culturais e programas de televisão. A mudança provocou protestos na Hungria e preocupação de novas investidas do governo antes das eleições do ano que vem, considerando que desde 20109, Orbán já retirou vários direitos LGBT, incluindo a alteração de gênero nos documentos, além de alterar também a Constituição e regras eleitorais para concentrar poder.



O ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros e Europeus, Jean Asselborn, afirma que a emenda é “indigna da Europa” e declara também que “Não estamos mais na Idade Média”. Já o vice-primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, que é homossexual, afirmou no Twitter que estava feliz por seu país ter assinado a declaração contra a decisão do governo da Hungria.

A declaração dos 13 países aconteceu durante uma reunião de ministros da UE em Luxemburgo justamente sobre a situação do Estado de Direito na Hungria, que está sob escrutínio do bloco por investidas contra a independência do judiciário, liberdade de imprensa e direitos de refugiados.

Desde 2018, o governo de Orbán está sob processo conhecido como artigo 7º, um procedimento disciplinar para os países considerados em risco de violar os valores essenciais da UE. 

Vaticano se opõe a projeto de lei anti-homofobia na Itália alegando violação da “liberdade de pensamento”.



Em uma intervenção sem precedentes, o Vaticano enviou uma nota diplomática ao governo italiano pedindo que mude uma proposta de lei que quer criminalizar a homofobia. A justificativa foi de que a mudança preocupa pela possibilidade de infringir a “liberdade de pensamento” da Igreja Católica. 

Segundo informações do jornal The Guardian, uma carta entregue pelo arcebispo britânico Paul Richard Gallagher, secretário de relações com os Estados do Vaticano, disse que partes da legislação violam um tratado de garantia de liberdades e direitos feito entre a Itália e a Igreja Católica na década de 1920. O Vaticano argumenta que a lei anti-LGBTfobia questionava a “liberdade de organização” da Igreja e ameaçava a “liberdade de pensamento” entre os católicos. A lei também levantou preocupações de que escolas particulares seriam forçadas a organizar eventos como parte da criação de um dia nacional contra a homofobia. “Pedimos que nossas preocupações sejam aceitas”, concluiu a carta.

“É a primeira vez que a Igreja faz algo assim”, diz Robert Mickens, editor da edição em inglês do jornal católico La Croix, em Roma. “Eles estão preocupados em serem multados por discurso de ódio”. De autoria do deputado de centro-esquerda Alessandro Zan, o projeto de lei inclui a homofobia e a transfobia nos itens do Código Penal que punem atos de violência e discriminação por motivos raciais, étnicos ou religiosos.

No entanto, após pressão da própria Igreja Católica na Itália e da oposição conservadora, que qualifica o texto de “liberticida“, foi introduzida uma emenda que isenta de punição as opiniões que não sejam instigações explícitas à violência. Sendo assim, a lei não puniria quem defendesse que homossexuais não podem adotar nem se casar, mas sim quem incentivasse ou praticasse atos de violência contra LGBTs.

Em Munique, torcedor invade gramado e exibe bandeira nas cores do arco-íris em protesto contra lei anti-LGBTQ+



Um torcedor vestindo a camisa da Alemanha e uma bandeira com as cores do arco-íris invadiu o gramado da Allianz Arena, em Munique, antes do início da partida Alemanha x Hungria, nesta quarta-feira (23/06).

O rapaz, não identificado, foi logo detido pelos seguranças do estádio. O gesto foi uma resposta a nova lei aprovada no país onde faz proibição de divulgação de qualquer material que tenha conteúdo homossexual, seja nas ruas, escolas ou propagandas de TV e cinema. Um grupo ativista LGBTQ+ e a Prefeitura de Munique já haviam pedido para que a Uefa liberasse a iluminação no estádio Allianz Arena com as cores do arco-íris, mas foi vetada pela entidade, que considerou a iniciativa como um gesto político. O ministro das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, Péter Szijjártó, elogiou a Uefa e considerou o veto uma medida de “bom senso.”



Como forma de mostrar apoio ao movimento, outros torcedores que foram assistir à partida também carregaram bandeiras arco-íris. Além disso, outros estádios na Alemanha se iluminaram com as cores da bandeira LGBTQ+ nesta quarta. Após a polêmica, a Uefa colocou as cores do arco-íris em seu logotipo no Twitter, com o texto de que para a entidade, não se trata de um símbolo político, mas um sinal do “firme comprometimento para uma sociedade mais diversa e inclusiva“.

Adolescente gay é agredido com soco no olho em bar de São Paulo; vítima denuncia homofobia.



O jovem Vitor Xavier, de 17 anos, usou as redes sociais para denunciar que foi mais uma vítima da homofobia. Segundo Vitor, ele foi agredido pelo cliente de um bar na cidade de Bertioga (SP), na noite noite deste domingo (20/06), enquanto esperava uma amiga na fila do banheiro do local.

De acordo com o portal Costa Norte, Vitor conta que estava esperando uma amiga ao lado de fora do banheiro feminino, quando um indivíduo se aproximou e começou a proferir ofensas ao rapaz. “Disse que eu não poderia ficar ali porque eu não sou menina e nunca iria ser uma”, afirma a vítima. “Eu simplesmente olhei pra ele e disse que ele não me conhecia para estar falando assim comigo. Foi onde ele me empurrou, e eu senti uma pancada no lado esquerdo do olho”.

O adolescente foi ao chão e ficou desnorteado. Quando se deu conta do ocorrido, saiu do estabelecimento aos prantos e sem reação. Somente depois Vitor entendeu o que havia vivido: “Ele teve esta reação não porque eu estava na porta, mas sim por eu ser homossexual”, desabafa.

Ato de discriminação contra a população LGBTQIA+ é previsto como crime desde 2019, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou a LGBTfobia ao delito de racismo, com base no artigo 20 da lei 7.716/1989, que trata dos crimes de preconceito por etnia ou por cor. Denunciem!

Mulher vai passar por teste de sanidade mental após ataques racistas e homofóbicos em padaria de São Paulo.



Lidiane Brandão Biezok, de 45 anos, acusada de homofobia e injuria racial, vai precisar passar por exame de sanidade mental por determinação da Justiça de São Paulo. Com informações do UOL.

Em novembro de 2020, Lidiane foi presa sob acusação de agredir funcionários e clientes da padaria Dona Deola, na Pompéia, em São Paulo. Na ocasião, a acusada chegou alterada ao estabelecimento e pediu um lanche à atendente, afirmando que, se não estivesse bom, o jogaria na sua cara. Segundo o Ministério Público, Lidiane disse que o sanduíche estava um lixo, falou para a funcionária “pegar o resto dela” e que ela “deveria ser da zona leste e devia dar para todo mundo lá”. Neste momento, clientes se mobilizaram para intervir na situação, mas também foram hostilizados, sendo chamados de “veados”. “Aidéticos que só servem para passar doenças”, afirmou a acusada. Um cliente acabou sendo agredido com um tapa no rosto e teve os cabelos puxados. Já um outro ouviu que, “além de ser preto, com cabelo de preto, é gay”.

A defesa da suspeita alegou que Lidiane sofre de doença mental em estado avançado e que não pode ser responsabilizada pelos seus atos. “Comportamento impulsivo e disruptivo marcado por conflitos interpessoais com heteroagressividade, característicos de transtorno de personalidade”, indica o relatório médico apresentado pela acusada. O exame de sanidade mental ainda não tem data para ser realizado.

Relembre o episódio:


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