sexta-feira, junho 11, 2021

POLÍTICA

 Cartório cobra explicações sobre a desastrosa convenção do Patriota.



Flávio Bolsonaro já se filiou ao partido, que mudou o estatuto na marra para atrair toda a família e apoiadores do presidente da República.

O Cartório do 1º Ofício de Notas do Distrito Federal divulgou hoje o documento em que pede a Adilson Barroso, presidente do Patriota, explicações sobre as algazarras e possíveis irregularidades na convenção do partido no último dia 31.

Na ocasião, o senador Flávio Bolsonaro se filiou à legenda e avisou que o pai faria o mesmo, o que ainda não ocorreu. Admar Gonzaga, ex-ministro do TSE e advogado do presidente da República, estava cuidando dessas negociações e sinalizou a Bolsonaro que será possível vencer a judicialização do caso.
O Antagonista antecipou a convenção em questão e, ainda no início deste ano, mostrou como o Patriota estava rachado sobre esse assunto.

Há uma avaliação de que a nota de exigência emitida pelo cartório (leia aqui a íntegra) possa ser um primeiro passo para anular a polêmica convenção. Barroso, o presidente da sigla que negociou às escondidas e tratorou a decisão de abrir as portas (e os cofres) para a família Bolsonaro, terá 30 dias para apresentar documentos que provem que houve quórum qualificado na convenção que mudou o estatuto.

“Desde o primeiro momento, entendemos que as manobras feitas pelo atual presidente do partido não atendiam à legislação vigente, tornando a suposta convenção nula de pleno direito. Da nossa parte, continuaremos a manter total transparência, cumprindo todos os princípios legais”, disse em nota enviada a este site Ovasco Resende, vice-presidente do Patriota.

Bolsonaro ligou para governo da Índia para liberar cloroquina a farmacêuticas que receberam R$ 283 milhões do BNDES.



Principal favorecido pela atuação de Bolsonaro para liberar carga de 530 quilos de cloroquina, o bilionário Carlos Sanchez, da EMS, foi um dos empresários que "ovacionaram" o presidente em jantar em SP.

Um telegrama do Itamaraty em posse da CPI da Covid mostra a transcrição de um telefonema feito por Jair Bolsonaro (Sem partido) ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pedindo a liberação de uma carga de 530 quilos de hidroxicloroquina para a farmacêutica EMS, do bilionário Carlos Sanchez.

O documento revela que na conversa telefônica, que aconteceu no dia 4 de abril de 2020, Bolsonaro cita textualmente que a cloroquina seria usada para combate à Covid-19 no Brasil, mesmo sem a comprovação científica da eficácia do medicamento.

“O sucesso da hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 nos faz ter muito interesse nessa remessa indiana. Estou informado de que um carregamento de 530 quilos de sulfato de hidroxicloroquina está parado na Índia, à espera de liberação por parte do governo indiano. Esse carregamento inicial de 530 quilos é parte de uma encomenda maior, e foi comprado pela EMS”, diz Bolsonaro.

A farmacêutica recebeu dois empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2020, no valor total de R$ 129,2 milhões.

“Adianto haver, também, mais carregamentos destinados a uma outra empresa brasileira, a Apsen. Este, como eu dizia, é um apelo humanitário que submetemos a nosso prezado amigo Narendra Modi, e que, se atendido, poderá salvar muitas vidas no Brasil”, continua Bolsonaro, citando outro laboratório que produz cloroquina e recebeu R$ 94,9 milhões em empréstimos do BNDES no ano passado.

A Apsen pertence ao empresário Renato Spallicci, apoiador contumaz de Bolonaro.

“O meu na reta”

Dono da EMS, Carlos Sanchez é considerado o “rei dos genéricos” e está na lista da Forbes como 16º homem mais rico do Brasil, com fortuna avaliada em US$ 2,5 bilhões.

Sanchez participou de duas reuniões virtuais com Bolsonaro, nos dias 20 de março e 14 de maio de 2020, e foi um dos empresários que “ovacionaram” o presidente em um jantar no dia 7 de abril de 2021 em São Paulo.

Em discurso durante o evento, Bolsonaro afirmou que “não vou colocar o meu na reta”, em relação às restrições ao Orçamento de 2021, principalmente relativas aos gastos durante a pandemia.

Vereador do Patriota é expulso após criticar Flávio Bolsonaro.



A decisão foi tomada em uma convenção municipal da legenda realizada na segunda-feira.

O vereador de São Paulo Rubinho Nunes foi expulso do Patriota. A decisão foi tomada em uma convenção municipal da legenda realizada na segunda-feira (7).

Segundo Nunes, o pedido de expulsão se baseou nas críticas que ele vem fazendo ao partido depois da filiação de Flávio Bolsonaro. No dia em que o 01 oficializou sua ida para o Patriota, o vereador disse a O Antagonista que o episódio foi uma palhaçada.

Nunes disse que não vai recorrer.

“Eu não faço fileira com a família Boslonaro, com bandido, criminoso. Vou tocar a minha vida bem longe deles”, disse ele à Folha.

Wellington Dias pode coordenar campanha de Lula em 2022: “Será uma honra”.



"Vamos esperar 2022. Nunca fui de fugir da luta", diz o governador do Piauí. Convite pode ser oficializado no próximo mês, quando Lula estará no estado.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou ao site regional GP1 que pode ser o coordenador da campanha de Lula nas eleições presidenciais de 2022.

“Sendo uma missão confiada a mim por Lula, será uma honra”, disse o governador, que lidera o Consórcio de Governadores, nesta quinta-feira (10).

O convite pode ser selado no próximo mês, quando Lula estará no Piauí, segundo Dias.

“O presidente Lula anunciou que estará aqui em julho. Estaremos de braços abertos aqui para recebê-lo. Será uma honra ser coordenador. Sempre me coloco à disposição de missões. Vamos esperar 2022. Nunca fui de fugir da luta”, disse ele a coluna de Lidia Brito, no portal regional Cidade Verde.

Governo Biden exclui Brasil de doação de 500 milhões de doses da vacina da Pfizer.



Doses serão distribuídas a 92 países de baixa e média renda

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (10) a doação de 500 milhões de doses da vacina da Pfizer a 92 países de baixa e média renda. O Brasil, assim como outros países da América do Sul, não está na lista. Segundo comunicado do governo Biden, o Brasil não foi incluído por ser considerado capaz de comprar as próprias vacinas.

Os imunizantes serão distribuídos por meio da aliança Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Países da África, Oriente Médio e Ásia são os principais da lista. Eles receberão as doses até o próximo ano.

Além do Brasil, os Estados Unidos consideram que cerca de 80 países, como Argentina, Canadá e Reino Unido, também entram na lista dos que conseguem pagar as próprias vacinas.

Em maio, os EUA anunciaram uma outra doação de 80 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca, Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson, remessa que incluiu o Brasil. Um primeiro carregamento começou a ser distribuído semana passada, mas não se sabe quantas doses ficarão no Brasil – será preciso dividir 6 milhões delas com outros 14 países da América Latina.

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