terça-feira, junho 15, 2021

POLÍTICA

 Tarso Genro: ‘Movimento de luta contra o fascismo não pode ser neutro em ideologia’.



Ex-ministro defende hegemonia da esquerda nas alianças com setores do centro "para varrer efetivamente" o fascismo do país.

Ex-ministro no governo Lula e ex-prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro elogiou em entrevista ao Fórum Onze e Meia, nesta segunda-feira (14), as alianças que o ex-presidente Lula tem articulado com setores de centro. Para ele, esse é um movimento correto, mas defende a hegemonia da esquerda na frente ampla.

“Lula está fazendo um movimento rigorosamente correto. De uma parte ele não está excluindo pessoas e movimentos políticos mais centristas em seu relacionamento, e está buscando também alianças que seriam forças políticas a sua esquerda”, opinou Genro.

“Esse é um movimento correto porque uma frente não pode ser, mesmo na luta contra o fascismo, um movimento neutro do ponto de vista ideológico e político. Eu sou a favor de uma frente que abranja os setores centristas, democráticos, que não sejam neoliberais, mas acho que a esquerda tem que entrar de maneira articulada em uma frente como essa”, continuou.
O ex-ministro acredita que só com o protagonismo da esquerda em alianças como essas será possível “varrer efetivamente” o fascismo do país.

“Não só para disputar sua hegemonia, mas para segurar um debate ideológico na luta contra o fascismo. Não é só um debate político, é um debate que envolve uma série de questões culturais, de modo de vida, de visão de mundo, de relações horizontais na sociedade. Para que se tenha consequências dessa luta, para que a gente possa varrer efetivamente o fascismo, de uma maneira completa, para não permitir que eles tenham voz pública”, completou Genro.

Joice Hasselmann diz que vai sair do PSL contra “entrega” do partido a Bolsonaro: “Prostituição”.



Segundo a deputada, presidente "cooptou" a legenda dando emendas e cargos; ela ainda acredita que o PSL pode emplacar vice na chapa de Bolsonaro em 2022

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) anunciou, em entrevista ao jornal Estadão nesta segunda-feira (14), que vai sair do PSL, motivada por uma suposta “entrega” do partido ao presidente Jair Bolsonaro. Ela informou que protocolará junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda nesta segunda, um pedido de desfiliação alegando “justa causa”.

Segundo a parlamentar, que se elegeu apoiando o bolsonarismo, chegou a ser líder do governo na Câmara e depois rompeu com Bolsonaro, o presidente do PSL, Luciano Bivar, transformou a legenda em um “balcão de negócios” ao aceitar cargos e emendas do governo em troca de cargo na mesa diretora da Câmara. A deputada classificou a prática como “prostituição”.

“Não posso estar em um partido amorfo, que virou um balcão de negócios. O PSL hoje é um partido que se entregou ao bolsonarismo, ao próprio presidente da República, para que o presidente da legenda (Luciano Bivar) ganhasse um cargo na Mesa Diretora da Câmara. Para mim, o nome disso é prostituição. Não é uma questão de ter mudado de lado por bandeiras políticas. É um partido de cacique. Acabou isso de ser um partido liberal, de que quem manda é a bancada. É tudo mentira”, disse Joice.

“Quando eu estava lá, como líder, era mais animado. Eu me impunha como líder do governo para o próprio presidente, mas a duras penas. Formamos um grupo chamado ‘PSL Raiz’. Era equilibrado, meio a meio. De um lado ‘Raiz’ e de outro ‘Bolsonaristas’, os loucos radicais. Depois deu uma virada e ficamos em um número muito menor, porque o governo cooptou, dando emenda, cargo, e o presidente do partido ofereceu mundos e fundos, milhões de fundo eleitoral para a próxima eleição. O pessoal foi tudo no barquinho lá do trem da alegria”, completou a congressista.

Joice revelou, ainda, que estaria sendo alvo de “perseguição” por pessoas que fariam parte do “gabinete do ódio” dentro da sigla. “Major Vitor Hugo (GO), Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP). Esse time, que na verdade são todos asseclas do Eduardo Bolsonaro (SP), um apêndice do pai. O PSL está condenado a ser o mesmo partidinho que começou, uma legenda de aluguel”, detalhou.

Para a parlamentar, Bolsonaro não se filiará ao PSL, mas o partido deve emplacar um vice em sua chapa para a disputa da presidência da República em 2022.

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