sexta-feira, junho 25, 2021

POLÍTICA

 Carlos Siqueira diz que PSB vai apoiar em 2022 quem puder derrotar Bolsonaro.



O presidente do partido afirmou ainda que “a candidatura do Lula é fortíssima”.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, afirmou em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta quinta-feira (24), que o caminho que o partido vai seguir na eleição de 2022 será decidido apenas no ano que vem.

Siqueira, no entanto, adiantou que o mais importante na disputa é derrotar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O único caminho possível que o PSB integrará será aquele da melhor liderança que conseguir ampliar uma frente política que derrote Bolsonaro. Se for Lula, será Lula, se for Ciro, será Ciro, se for outra pessoa, será outra pessoa. O nosso compromisso, antes de ser com pessoas, com personalidades, com partidos, é com a democracia brasileira. O que tiver melhores condições de derrotar Bolsonaro terá o nosso apoio”, afirmou.
O presidente do PSB afirmou ainda que “é óbvio que a candidatura do Lula é fortíssima, mas muitas coisas podem acontecer e podem mudar o rumo da sucessão. Eu diria que ter uma candidatura pelo meio é bom porque vai juntar a direita democrática. Não creio que tenha sucesso”.

Sobre se a chegada de Flávio Dino e Marcelo Freixo ao partido indicam uma aproximação a Lula ele respondeu:

“Ambos, como outras pessoas que já estavam no PSB, nunca esconderam a simpatia pela candidatura de Lula. O PT é um partido que nós nos coligamos em várias eleições, todas com o Lula. Mas o PSB não decidirá agora sobre a questão da sucessão presidencial.”

Freixo e Lula venceriam eleição no Rio, diz pesquisa Atlas.



No seu domicílio eleitoral, Bolsonarismo perde no governo do estado e na Presidência.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) lidera isolado para governador do Rio de Janeiro, com 33% das intenções de voto, segundo levantamento da pesquisa Atlas realizado entre os dias 18 e 22 deste mês. No mesmo levantamento, o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) venceria o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) no estado na disputa para a Presidência (veja abaixo).

O governador bolsonarista Cláudio Castro (PL), que assumiu o cargo após o impeachment de Wilson Witzel (PSC), aparece em segundo lugar com 20,2%. Seu governo é aprovado por 24,3% do eleitorado ante 58,9% de reprovação.

Em simulação de segundo turno, Freixo vence Castro por 37,3% a 31%. Neste caso, chama a atenção o percentual alto de eleitores que não sabem responder ou declaram intenção de votar nulo ou em branco: 31,7%.

Lula na frente

O Atlas também apurou a opinião dos cariocas na disputa presidencial. No domicílio eleitoral de Bolsonaro, ele aparece em empate técnico no primeiro turno, um pouco atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula tem 42,8% e Bolsonaro 41%.

O ex-ministro de Lula, Ciro Gomes (PDT) alcança 7%. Ex-ministro de Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta (DEM) marca 3,7%. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), alcança 1,4%.

Já na simulação de segundo turno para a eleição presidencial, Lula aparece na frente de Bolsonaro por 50,5% a 43,4%. Contra Ciro, o petista ganha por 43,6% a 17,7%. Num segundo turno de Bolsonaro e Ciro, o presidente faz 49,7% ante 43,9% para o pedetista.

Levantamento pela internet

A pesquisa Atlas é feita através de anúncios publicitários pela internet. A consultoria dispara milhares de convites aleatoriamente para internautas da área a ser investigada. Ao clicar no convite, o eleitor é direcionado ao questionário do estudo.

Dispositivos de segurança impedem que o respondente repasse a pesquisa a outras pessoas ou preencha mais de um questionário. As respostas são coletadas até que haja quantidade suficiente que se enquadre no perfil da amostra desenhada pelos pesquisadores. Calibragens são feitas para corrigir falta ou excesso de representação e eventual viés de não resposta por certos grupos.

Operários posam com gesto pró-Lula em foto com Bolsonaro.



O presidente visitou nesta quinta-feira a obra da barragem de Oiticica, no Rio Grande do Norte.

Durante sua visita ao Rio Grande do Norte, o presidente Jair Bolsonaro posou para uma fotografia ao lado de trabalhadores na obra da barragem de Oiticica, que vai receber águas da transposição do São Francisco.

O presidente e os operários seguraram uma bandeira do Brasil olhando para a câmera. Quatro deles, no entanto, ergueram a mão para cima formando um ‘L’, em um gesto típico de apoiadores do ex-presidiário Lula.

A imagem foi repassada pela assessoria do Ministério do Desenvolvimento Regional.



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