sexta-feira, junho 18, 2021

POLÍTICA

 Senadores voltam a criticar pressa na aprovação da privatização da Eletrobras.



Parlamentares também criticaram que eventuais mudanças que eles venham a fazer no texto não serão mantidas pela Câmara.

A Medida Provisória que abre caminho para a privatização da Eletrobras pode não ser aprovada hoje no Senado. Muitos senadores estão criticando as mudanças apresentadas ontem pelo relator do texto, Marcos Rogério (DEM-RO), e os complementos trazidos hoje pelo parlamentar. E a oposição ao projeto vai muito além da esquerda.

“Não podemos voltar ao texto original porque a Câmara ardilosamente vai restabelecer essa criação de mudanças que nos mandou para cá”, afirmou Lasier Martins (Podemos-RS). Complementou dizendo que o “bom senso recomenda a retirada” do texto da pauta.

Simone Tebet (MDB-MS), disse que nenhum senador é “bobo” ou tem dúvida de que “a Câmara dos Deputados não acatará os ajustes feitos pelo Senado”. “Nós aqui estamos diante de uma medida provisória que será aprovada praticamente na íntegra do que veio da Câmara quando voltar para a Câmara dos Deputados.”
Izalci Lucas (PSDB-DF) já afirmou que o PSDB não apoiará a aprovação do projeto nos termos apresentados em plenário. “Votarei contra essa matéria. E adianto que o PSDB votará contra o texto que aí está.”

Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse que o Senado está discutindo “um texto etéreo, que está na cabeça e em algumas palavras soltas do relator”. “Meus colegas analisam aqui um texto que formalmente não existe. “

Já Alvaro Dias (Podemos-PR) afirmou que votará contra a proposta porque o governo Jair Bolsonaro sacrificou consumidores porque não discutiu com a sociedade o modelo de capitalização.

Zenaide Maia (Pros-RN) seguiu a mesma linha ao dizer que “que não é hora de vender uma empresa dessas por uma MP, sem uma discussão maior”.

Fabiano Contarato (Rede-ES) questionou “a urgência em privatizar uma empresa criada em 1962”. “Isso chega a ser cruel, desumano […] É de um oportunismo desmedido.”

'Está quase certo', diz Bolsonaro, sobre filiação ao Patriota.



O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (17) que sua filiação ao Patriota está “quase certa”.

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a usar a metáfora do casamento para se referir ao partido.

“Já está bastante avançado. Está quase certo. Mas é igual um casamento, a gente tem que planejar bem para depois não dar problema.”

Como O Antagonista revelou, o Patriota está rachado, e uma ala acusa o presidente da legenda, Adilson Barroso, de tentar dar um golpe.

Bolsonaro vai quebrar o país para se reeleger.



Presidente enviou ao Congresso projeto que autoriza o governo a “contornar” regra de ouro do Orçamento e bancar R$ 164 bilhões em despesas.

Jair Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que autoriza o governo a gastar R$ 164 bilhões em pessoal, previdência e outros encargos sociais com recursos obtidos via emissão de títulos da dívida — ou seja, por meio de endividamento.

A medida viola a chamada “regra de ouro”, que proíbe que o governo contrate empréstimos e use o dinheiro para financiar esse tipo de despesa. Ao buscar o aval do Congresso, Bolsonaro evita que seja enquadrado em crime de responsabilidade.

Mesmo sem dinheiro, o presidente planeja reajuste de 5% para os servidores públicos, além de um novo Bolsa Família de R$ 300. 

Lula critica teto de gastos; Maia responde e diz que Guedes “fez pior”.



O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) comentou nesta 5ª feira a proposta feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de revogar o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas à inflação. Ele disse que a ideia “não precisa assustar o mercado” e criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ambos se manifestaram em publicações no Twitter.

O petista questionou a quem interessaria a regra e disse que “gasto é quando você investe um dinheiro que não tem retorno”. “Quando você dá R$ 1 bilhão para rico é investimento e quando dá R$ 300 para o pobre é gasto? Nós vamos revogar esse teto de gastos”, disse.

“O próprio Paulo Guedes [ministro da Economia] fez pior do que revogar o teto de gastos. Ele descumpriu e desmoralizou o teto em troca da reeleição do [Jair] Bolsonaro”, respondeu Maia.

O teto de gastos foi idealizado pelo então ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante o governo Michel Temer, e aprovado em 2016. Durante os 8 anos de governo Lula, Meirelles atuou com presidente do Banco Central.

O governo discute aumentar o valor do Bolsa Família para R$ 300, mas tem encontrado dificuldades para encaixar o novo valor no teto de gastos de 2022. O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta 4ª feira (16.jun) o novo valor a partir de dezembro de 2021, mas a equipe econômica ainda não encontrou alternativas. O montante que estava em estudo era de R$ 250.

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