terça-feira, julho 20, 2021

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 Paraná Pesquisas: Maioria crê que Bolsonaro sabia de corrupção e quer seu afastamento.



Levantamento mostra que maior parte dos brasileiros acredita que o presidente tinha conhecimento dos casos de compra ilegal e superfaturada de vacinas e que isso é motivo suficiente para sua saída do poder.

Um levantamento realizado pela Paraná Pesquisas revelou que 55,8% dos brasileiros acreditam que o presidente Jair Bolsonaro sabia dos casos de corrupção ocorridos no Ministério da Saúde por meio da tentativa de compra ilegal de vacinas superfaturadas. Em contrapartida, os entrevistados que creem que o chefe do Executivo não tinha conhecimento sobre os crimes foram 28,8%. Não sabem ou não quiseram opinar representam 15.4% do total de participantes.
Os dados também mostram que 47,8% dos ouvidos pelo instituto acreditam que o fato de saber dos esquemas ilegais é motivo suficiente para que Jair Bolsonaro seja afastado do cargo de presidente da República. Os que discordam do afastamento por essa razão são 45,2% dos que foram ouvidos, enquanto 7% não sabem ou não quiseram opinar.

Segundo dados de outros institutos, como o Datafolha, o presidente enfrenta o pior momento de sua popularidade desde o início do mandato, em janeiro de 2019. A queda em seus índices de aprovação ocorre justamente no momento em que uma série de escândalos de corrupção de sua gestão vêm à tona, como por exemplo a tentativa de compra ilegal e superfatura das vacinas Covaxin, indiana, e CoronaVac, de origem chinesa, que já havia sido preterida pelo Ministério da Saúde, que não queria adquiri-la diretamente do Instituto Butantan, seu representante oficial no Brasil.

Vale lembrar que um procedimento de superfaturamento parecido ocorria num contrato firmado com o laboratório União Química, que pretendia vender o imunizante russo Sputnik-V ao governo federal por valores acima dos praticados pelo fabricante em transações diretas.

Jair Bolsonaro viu ainda uma ex-cunhada divulgar para a imprensa áudios que o apontam como o chefe de um esquema criminoso de desvio de salários de servidores públicos dos gabinetes da família, a chamada rachadinha.

Aziz diz que Bolsonaro mantém “gabinete de assassinos”: “É crime contra a humanidade”.



O presidente da CPI desafiou Bolsonaro no Fórum Onze e Meia: “Venha presidente, eu tô pronto, venha, mas venha debater, não me intimide, ninguém vai me intimidar porque a verdade vai prevalecer”.

O presidente da CPi da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou ao programa Fórum Onze e Meia, nesta segunda-feira (19), que não há “gabinete do ódio“, mas sim “gabinete dos assassinos”.

“Não é gabinete do ódio só não, é o gabinete dos assassinos. Esse gabinete fez muita gente ir à morte, são assassinos. O ódio deixa mal quem tá com ódio e quem recebe o ódio. Um gabinete que propaga uma medicação não comprovada, á assassino”, disse.

Para Aziz, no início, a CPI da Covid contava com uma desconfiança muito grande da população. “Ah, é mais uma CPI, isso não vai dar em nada, vai dar em pizza. No seu desenrolar ela passa a ter uma audiência muito grande nos meios de comunicação, pois era o contraponto que faltava, porque tinha um cara no Brasil que era o absoluto no cercadinho”, diz se referindo ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido).

“Aquilo que ele falava virava lei no país, ninguém podia se contrapor, se alguma jornalista se contrapunha a ele, ele chamava de anta, quadrúpede, os adjetivos que o presidente usa e ainda abre a boca pra dizer que é cristão”, disse.

Aziz lembrou ainda que “o chefe da Nação é superficial em tudo, não tem absolutamente nada que ele conheça ou tenha estudado em profundidade. É um acaso e esse acaso está custando 540 mil vidas perdidas. E vamos chegar a muito mais, infelizmente.

O presidente da CPI lembrou que a grande guinada da comissão foi o depoimento do Fábio Wajngarten. “Foi o que deu a melhor contribuição. Ele leva um documento que ninguém tinha conhecimento, uma carta para o presidente, vice-presidente, ministro da saúde, da casa-civil, que era o Braga Netto, Paulo Guedes e para o embaixador nos EUA com a Pfizer querendo vender vacinas pro Brasil”.

O documento comprovava, segundo Aziz, “que o presidente não apostava nas vacinas, mas sim no que ele repetia e a população estava aceitando, que era a imunização de rebanho, que é crime contra a humanidade. Vai lá, se contamina e quem for forte que se salve. Ele usava a si próprio como exemplo ‘sou atleta, sou isso, sou aquilo’. Agora não aguentou uma dor de barriga e foi se internar”, ironizou.

O senador afirmou que “eles deram com os burros n’água, porque os fatos se sobrepõem às versões. E principalmente versões criadas superficialmente. Você vê a versão que o presidente, depois de defecar lá no hospital e sair – porque ele foi lá no hospital defecou e saiu – ele abre a boca pra acusar o deputado que estava presidindo a sessão de ser o responsável pelo fundão. Os dois filhos dele votaram a favor – “coitadinho, ele não sabe de nada, o culpado é o Marcelo, aquele lá do Amazonas’ – Ele não quer atingir o Marcelo, ele quer atingir a mim”.

Aziz então desafiou Bolsonaro: “Venha presidente, eu tô pronto, venha, mas venha debater, não venha com as suas brincadeirinhas pra cima da gente porque não vai se dar bem comigo. Eu enfrento a você e a sua curriola todinha que não tenho medo. Agora, não me intimide, ninguém vai me intimidar porque a verdade vai prevalecer”.

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