sexta-feira, julho 16, 2021

DIREITOS

 Representante da Davati diz que Ong de coronel bolsonarista intermediou venda de vacina junto ao governo.




Cristiano Carvalho também afirmou ainda que Dominghetti citou "comissionamento", um outro nome à propina, e que Roberto Dias o procurava “insistentemente”.

Em depoimento à CPI do Genocídio, o representante da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho, revelou que o Reverendo Amilton Gomes, o coronel Hélcio Bruno Almeida e o ex-funcionário do Ministério da Saúde, Roberto Dias, eram os responsáveis diretos pela negociação da AstraZeneca e pedido de propina.

Além disso, Carvalho citou o chamado “grupo do Blanco” que seria o responsável pelas negociações. 

O representante da Davati também comentou que, durante o jantar, o qual não participou, mas tomou conhecimento por Domingueti, para negociar as 400 milhões da vacina AstraZeneca, Roberto Dias teria citado o “comissionamento” por venda de cada dose, ou seja, propina.

Dessa maneira, ele revelou que o policial militar Domingueti o procurou afirmando que tinha uma demanda de vacinas por parte do Ministério da Saúde.
Por sua vez, Carvalho passou a demanda a Davati. Posteriormente, ele confirmou a realização do jantar onde foi citado o “comissionamento” pela venda das vacinas vendidas, no caso, propina.

Após este encontro, Cristiano Carvalho afirmou que Roberto Dias passou a procurá-lo insistentemente e que, geralmente, mandava mensagens e ligava em horários “fora do comum”.

Ainda assim, ele informou à CPI que, por parte de Roberto Dias as conversas foram técnicas e não houve pedido propina.

“Ele queria saber como era a aquisição, como era pago, eu tive poucas conversas com ele”.

O representante da Davati também informou que o grupo com o qual ele se relaciona era chamado de “grupo de Blanco”, no caso o Coronel Blanco.

Ainda de acordo com Cristiano Carvalho, o primeiro contato com o Ministério da Saúde foi feito no dia 3 de fevereiro deste ano.

Nesta mesma época o governo federal se recusou a negociar com a Pfizer e também de levar adiante a compra da vacina CoronaVac.

Cabe lembrar que a Davati é investigada por prática semelhante nos EUA e no Canadá.

Instituto Força Brasil

Além disso, o representante também citou uma reunião que teria ocorrido na sede Instituto Força Brasil, que tem o CNPJ em nome de Helcio Bruno de Almeida.

Coincidentemente, o site do Instituto Força Brasil foi retirado do ar nesta quarta-feira (14), um dia antes do depoimento desta quinta-feira.

O Coronel Helcio Bruno faz parte da milícia digital de apoio ao presidente Bolsonaro.

CPI: Randolfe expõe que Emanuela contradisse Onyx e Élcio.



A representante da Precisa Medicamentos disse que Luis Ricardo Miranda mentiu em depoimento, mas sua versão também contraria a posição do governo.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) destacou durante sessão da CPI do Genocídio realizada nesta quarta-feira (14) que a posição da representante da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, em depoimento contradiz não só as versões dos servidores Luis Ricardo Miranda e William Santana, do Ministério da Saúde, mas também a do próprio governo Bolsonaro.

Randolfe, que é vice-presidente da CPI, exibiu um vídeo que mostra o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral, e o coronel Élcio Franco, ex-chefe da secretaria-executiva do Ministério da Saúde, afirmando que o primeiro invoice (fatura) da Precisa referente à compra da vacina Covaxin – com suspeitas de irregularidades – foi enviado entre 18 e 19 de março.

Medrades sustenta que foi no dia 22 e, por isso, foi sugerida acareação com Miranda e Santana. Os servidores denunciaram diversas irregularidades no primeiro invoice – que, segundo a técnica da Precisa, não existiu.

“A senhora ouviu aí o Coronel Elcio falando do dia 18. Na mesma coletiva, o Secretário-Geral da Presidência da República, o Sr. Onyx, fala em dia 19. Qual foi a data?”, questionou Randolfe.

“A primeira invoice foi enviada para o ministério no dia 22, conforme todas as provas que a gente já colocou aqui”, respondeu.

“Todo mundo está mentindo?”, ironizou a senadora Simone Tebet (MDB-MS). “Eles se equivocaram provavelmente”, acrescentou Emanuela.

“O Luis Miranda se confundiu, todo mundo se confundiu, o William se confundiu, menos a senhora?”, completou Tebet.

“Vejamos… A prova técnica que a senhora… Veja, o William se confundiu. Vamos lá! O Luis Ricardo se confundiu, o Ministro Onyx se confundiu, e também o Coronel Elcio Franco se confundiu. Vamos trabalhar, então, com esta hipótese de que todos se confundiram… Todos esses se confundiram…”, disse Rodrigues.

A depoente, então, acusou Miranda e Santana de mentir, o que fez com que o vice-presidente da CPI concluir que os representante do governo também teriam faltado com a verdade. “Então, o Coronel Elcio Franco e o Onyx também mentiram, porque eles reafirmam o depoimento do William. Eles reafirmam o depoimento do Luis Ricardo”, finalizou Rodrigues.

Entidade bolsonarista Força Brasil entra na mira da CPI da Covid.



Em 12 de março, Cristiano Carvalho teve uma reunião com o Ministério da Saúde para tratar da venda de vacinas mediada por presidente do instituto.

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou há pouco à CPI da Covid que a entidade bolsonarista Instituto Força Brasil também deve ser investigada pela comissão.

Em 12 de março, Cristiano Carvalho teve uma reunião com o Ministério da Saúde para tratar da venda de vacinas. O encontro foi mediado pelo reverendo Amilton de Paula, da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários e pelo coronel Hélcio Bruno, do Instituto Força Brasil.

“No dia 12 de março eu estive no Ministério da Saúde. Me levaram ao Ministério da Saúde: o reverendo Amilton, o Dominguetti, o coronel Hélcio Bruno, do Instituto Força Brasil. Lá nós estivemos com o coronel Boechat, coronel Pires e com o coronel e secretário Elcio Franco”, disse Carvalho.

Em seguida, o presidente da CPI defendeu a intensificação das investigações sobre a atuação do Instituto Força Brasil.

“Acho que é importante esta CPI verificar – de que este Instituto Força Brasil também já estava sob checagem, sob análise na CPMI da Fake News e no inquérito sobre fake news. Então acho que é um elemento a mais para ser apreciado pela CPI”, declarou Aziz.

Um comentário:

  1. É impressionante como no meio de toda podridão, incompetência, omissão, o desgoverno Bolsonaro ainda conseguiu reunir religiosos e militares para praticar crimes contra a Administração Pública, contra a sociedade e a vida dos brasileiros.

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