terça-feira, julho 06, 2021

DIREITOS

 Bolsonaro é citado por ex-cunhada em esquema de desvio de dinheiro.




O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, participou num suposto esquema de desvio de dinheiro público quando era deputado federal, segundo mensagens atribuídas a uma sua ex-cunhada, de nome Andrea Siqueira Vale, divulgadas pelo UOL.

Gravações em áudio reveladas pelo UOL apontam o suposto envolvimento de Bolsonaro num esquema ilegal que consistia na devolução de parte do salário de seus assessores em troca permanecerem nomeados no seu antigo gabinete na Câmara dos Deputados, ou seja, crime de peculato, prática conhecida popularmente pelo nome de 'rachadinha'.

Andrea Siqueira Vale, irmã da segunda mulher do Presidente, Ana Cristina Vale, conta numa mensagem divulgada em áudio que seu irmão André Valle "dava muito problema" ao acordo familiar para o suposto desvio de dinheiro público, porque nunca "devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido" para Jair Bolsonaro.
"Tinha que devolver 6 mil, o André devolvia 2 mil , 3 mil. Foi um tempão assim até que o Jair [Bolsonaro] pegou e falou: Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo", disse numa das mensagens de áudio atribuídas a Andrea Siqueira Valle.

André Valle foi assessor de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados entre 2006 e 2007.

Em outra mensagem, Andrea Siqueira Valle afirmou que pode prejudicar a vida do atual chefe de Estado, de seu filho e senador Flávio Bolsonaro e da irmã Ana Cristina Valle.

A ex-cunhada do Presidente cita também o tio Hudson, que a reportagem diz ser Guilherme dos Santos Hudson, um coronel da reserva do Exército que foi colega de Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).

"O Tio Hudson também já tirou o corpo fora porque quem pegava a bolada [dinheiro] era ele. Quem me levava e me buscava no banco era ele", afirmou.

Andrea Siqueira Valle esteve nomeada como funcionária nos gabinetes da família Bolsonaro por 20 anos.

Neste período, segundo o UOL, era fisiculturista e frequentava academia três vezes por dia e era conhecida por fazer trabalhos temporários limpando casas.

A ex-cunhada de Bolsonaro esteve nomeada como assessora na Câmara dos Deputados de 30 de setembro de 1998 a 07 de novembro de 2006.

Em 2006, foi nomeada para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no gabinete de Carlos Bolsonaro, filho do Presidente, onde permaneceu até setembro de 2008.

Depois disso foi nomeada no gabinete de Flávio Bolsonaro, onde permaneceu até agosto de 2018.

Flávio Bolsonaro é o filho mais velho do Presidente Jair Bolsonaro, investigado por peculato desde 2018 quando o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) descobriu movimentações atípicas em contas bancárias de um ex-assessor seu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) chamado Fabrício Queiroz.

Nas mensagens atribuídas a ele, a ex-cunhada do chefe de Estado diz que "ficava com mil e pouco reais e ele [Flávio Bolsonaro] ficava com sete mil reais, então assim, certo ou errado, agora já foi, não tem jeito de voltar atrás".

O portal também divulgou uma suposta mensagem de Marcia Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro apontado por investigações da polícia como a pessoa responsável por recolher dinheiro devolvido pelos funcionários do gabinete do filho mais velho do Presidente na Alerj.

Segundo a mensagem atribuída a Márcia Aguiar, seu marido insiste em voltar a trabalhar na política, mas o "01, o Jair [Bolsonaro] não vai deixar. Tá entendendo? Não pelo Flávio [Bolsonaro], mas enfim. Ainda não caiu a ficha dele".

Contactado pelo UOL, o advogado Frederick Wassef, que representa o Presidente Bolsonaro e já foi advogado de seu filho Flávio Bolsonaro negou ilegalidades e disse que existe uma antecipação da campanha presidencial de 2022.

Segundo Wassef, as mensagens "são narrativas de fatos inverídicos, inexistentes, jamais existiu qualquer esquema de 'rachadinha' no gabinete do deputado Jair Bolsonaro ou de qualquer de seus filhos".

'Bolsonaro comandou esquema de roubo de dinheiro público', diz Joice.



A deputada federal comentou a revelação do áudio em que uma ex-cunhada do presidente diz que ele sabia sobre funcionários fantasmas em seu gabinete.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-aliada de Jair Bolsonaro, comentou a reportagem do UOL que mostrou um áudio em que a ex-cunhada do presidente afirma que ele cuidava pessoalmente do esquema de desvio de salários de seu gabinete.

Segundo a parlamentar, Bolsonaro comandou um esquema de roubo de dinheiro público em seu gabinete durante todo o período em que foi deputado federal. Joice defendeu o impeachment do presidente.

“A corrupção de Bolsonaro e sua gangue familiar foi escancarada. ELE COMANDOU o esquema de roubo do dinheiro público durante 28 anos, enquanto deputado e depois inseriu seus filhotes bandidinhos no rachadão. Ele enganou o Brasil. Lugar dos bolsonaros é na cadeia e o impeachment é o1º passo.”

Flávio diz que gravações são "clandestinas" e nega rachadinhas.




Senador e seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, foram citados em áudio como tendo envolvimento direto em esquema para devolução de parte do salário por funcionários de seus gabinetes na Alerj

Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) negou hoje qualquer irregularidade em seu gabinete, enquanto era deputado estadual na Alerj. Ele e seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, foram citados em áudio como tendo envolvimento direto em esquema para devolução de parte do salário por funcionários de seus gabinetes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

O áudio divulgado por UOL envolve a ex-cunhada de Jair, Andrea Valle. Ela afirmou nas mensagens como funcionava o esquema nos gabinetes de pai e filho. Também disse que seu irmão, André Siqueira Valle, foi demitido por decisão do presidente porque não devolvia o valor combinado.

“Tinha que devolver R$ 6.000, ele [André] devolvia R$ 2.000, R$ 3.000. Foi um tempão assim até que o Jair [Bolsonaro] pegou e falou: ‘Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo‘”.

A defesa de Flávio disse estar “impedida de comentar o conteúdo desse suposto áudio” porque as gravações são “clandestinas, feitas sem autorização da Justiça”.

Os advogados do senador disseram ainda que Andrea Siqueira Valle, enquanto trabalhou na Alerj, cumpriu “sua jornada dentro das regras definidas pela assembleia”.

“Flávio Bolsonaro, nas suas atividades parlamentares, não tinha como função fiscalizar e orientar a forma como a servidora usufruía do seu salário”, complementou a defesa do parlamentar.

Leia a íntegra da nota:

“Nota Luciana Pires, Rodrigo Roca e Juliana Bierrenbach

Gravações clandestinas, feitas sem autorização da Justiça e nas quais é impossível identificar os interlocutores não é um expediente compatível com democracias saudáveis. A defesa, portanto, fica impedida de comentar o conteúdo desse suposto áudio apresentado pela reportagem.

Sobre Andrea Siqueira Valle, a defesa afirma que ela trabalhou na Alerj e cumpria sua jornada dentro das regras definidas pela assembleia. Flávio Bolsonaro, nas suas atividades parlamentares, não tinha como função fiscalizar e orientar a forma como a servidora usufruía do seu salário.

No tempo em que foi deputado estadual, nunca recebeu informação ou denúncia de que havia qualquer irregularidade no seu gabinete ou em relação ao pagamento dos colaboradores. Portanto, não passa de insinuação e fantasia a ideia de que o parlamentar participou de qualquer atividade irregular.

Esse é apenas mais um ingrediente na narrativa que tentam armar contra a família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro confia na Justiça e tem a certeza de que a verdade prevalecerá.”

Bolsonaro está há 10 dias sem desmentir publicamente Luis Miranda.



Segundo o deputado, o presidente da República, ao ser alertado de possível esquema de corrupção no caso Covaxin, citou o nome de Ricardo Barros.

Jair Bolsonaro está há 10 dias sem desmentir Luis Miranda (DEM).

Segundo o deputado que denunciou o caso Covaxin junto com o irmão que é servidor do Ministério da Saúde, o presidente da República, quando alertado dos indícios de corrupção na compra da vacina indiana contra a Covid, citou o nome de Ricardo Barros (PP).

Hoje o presidente disse que não falaria muito com apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, porque passou por um tratamento dentário.

“Fiz dois implantes no sábado, por isso estou calado aqui. Estou na base do antibiótico.”

Ricardo Barros tem dito que quer falar logo à CPI da Covid. Um titular da comissão rebateu, pedindo reserva:

“O Ricardo tem que pressionar é o presidente da República, para ser solidário a ele.”

Bolsonaro entra em lista de 'predadores da liberdade de imprensa'.



A ONG Repórteres sem Fronteiras citou a "retórica beligerante" do presidente contra jornalistas, crescente desde o início da pandemia.

A ONG Repórteres sem Fronteiras incluiu nesta segunda-feira (5) o presidente Jair Bolsonaro em sua galeria de “predadores da liberdade de imprensa”.

Segundo a entidade, os 37 membros desta lista “impõem uma repressão massiva por meio de máquinas de censura, prisões arbitrárias de jornalistas, ou incitação à violência contra os profissionais de imprensa”.

Há anos, a lista conta com Bashar al-Assad, Vladimir Putin, e o ditador venezuelano Nicolás Maduro. A ONG afirmou que a inclusão de Bolsonaro se deu por conta de “sua retórica beligerante” contra a imprensa, em um aumento notável desde o início da crise sanitária.


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