quinta-feira, julho 15, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Israel passa a permitir barriga de aluguel para casais LGBT.



O procedimento é permitido em Israel desde 1996 para casais heterossexuais, sendo ampliado para mulheres solteiras em 2018

A presidente Suprema Corte de Israel, Esther Hayut, anunciou, no último dia 11, que a legislação que nega a opção de barriga solidária para casais homoafetivos e homens solteiros será anulada. O prazo estipulado é de seis meses para que as autoridades se preparem para a mudança.

O procedimento é permitido em Israel desde 1996 para casais heterossexuais, sendo ampliado para mulheres solteiras em 2018. Já a conquista se iniciou quando o casal gay, Itai e yoav Pinkas-Arad, entraram com uma petição para utilizar o recurso da paternidade, começando uma longa batalha judicial. Os dois tiveram três filhas nesse meio tempo, mas precisaram ir ao exterior para conseguirem realizar o sonho de serem pais, em um processo caro e demorado: “Este é um grande passo em direção à igualdade”, disse o casal em nota, “Não apenas para a comunidade LGBT em Israel, mas para todos em Israel”.

Os grupos de direitos humanos em geral e que lutam pelos direitos LGBTQIA+ em Israel comemoraram a decisão. O ministro da Saúde, Nitzan Horowitz, que é gay, afirma que o acontecimento se trata de uma decisão histórica para a comunidade LGBT em Israel e também para toda a sociedade.

O ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, também saudou a decisão e disse que “ser pai é um direito humano básico e esta é uma decisão moral e socialmente apropriada”. O ministro da Defesa, Benny Gantz, também se posicionou favorável, dizendo que a decisão “estabelece o óbvio: que toda pessoa – homem ou mulher, hétero ou LGBT – é igual e merece direitos iguais”.

Olimpíadas de Tóquio têm mais atletas abertamente LGBTQIA+ que todas as outras juntas.



São 135 atletas LGBTQIA+, mais que o dobro do que em 2016.

De acordo com uma análise feita pelo canal Outsports, pelo menos 135 pessoas se autodeclararam LGBTQIA+ nas Olimpíadas de Tóquio, sendo mais que o dobro do evento ocorrido no Rio de Janeiro em 2016, onde o número era em torno de 56, e mais do que todas as outras olimpíadas combinadas.

Dos 25 países que estão enviando atletas LGBT+ para participar das olimpíadas de 2021, os Estados Unidos lideram a lista com 15 atletas, seguido pela Inglaterra e Países Baixos com 12; Canadá com 11; Nova Zelândia e Austrália com 9 e o Brasil com 7.

Ao todo são 30 jogadores de futebol LGBT; 13 jogadores de basquete e 9 jogadores de Rugby, além de outros em vários segmentos esportivos, como skateboarding, boxe, ciclismo, natação, handball, judô, maratona e muitos outros. A maior parte dos LGBTs são lésbicas, sendo que a maioria são jogadoras de futebol.

Paquistão abre sua primeira escola exclusiva para pessoas transexuais.



Multan, no Paquistão, ganhou a sua primeira escola pública exclusiva para pessoas transexuais. Tanto as alunas quanto as professoras serão pessoas transgêneros e o objetivo é dar qualificação profissional a essa população que ainda é condenada ao ostracismo e precisa recorrer à prostituição ou outras atividades para sobreviver.

Murad Raas, ministro da Educação da província de Punjab, onde está localizada a escola, prometeu oferecer “educação para todos“. Segundo uma das alunas, uma jovem de 20 anos chamada Baby Doll, a atitude dos professores e funcionários das escolas que frequentou era preocupante. “Os meninos zombavam de nós e se comportavam mal conosco”, relata. Já Hina Chaudhary, funcionária do Ministério da Educação de Punjab, diz que planeja abrir mais escolas nessa mesma linha. “Estamos tentando resolver o fracasso escolar entre as pessoas trans“, afirmou ela.

Conhecidas como “Khawaja Sira“, a comunidade trans é muito ativa no Paquistão e culturalmente elas são encarregadas de alguns rituais, como abençoar recém-nascidos ou animar casamentos. Apesar disso, elas sofrem com o estigma. “As pessoas nos veem como uma forma de entretenimento quando saímos”, disse a estudante Hania Henny. “Mas nesta escola, os funcionários são extremamente educados. A diferença entre a vida na escola e a vida fora é que aqui nos sentimentos tranquilos”, conclui.

Escola no DF é condenada a indenizar aluno após professora questioná-lo sobre sua sexualidade.



O Centro Educacional Águas Claras, no Distrito Federal, foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), na última quarta-feira (07/07), a pagar uma indenização de R$ 10 mil a um aluno que teve a sexualidade questionada por uma professora, na frente de colegas de sala.

De acordo com o relato do aluno, durante uma aula de produção de texto, a professora questionou sua sexualidade. “A sua prima pediu para eu te perguntar se você é ‘viado'”, teria dito a docente. Com vergonha do episódio, ele deixou de frequentar a unidade de ensino e pediu reparação pelos danos sofridos. Em primeira instância, a Justiça condenou a escola ao pagamento de indenização. O centro educacional recorreu sob o argumento de que a advertência aplicada à professora não comprova a existência de suposto dano. Defendeu ainda que o documento apresentado pelo aluno foi produzido de forma unilateral e não pode ser utilizado como prova.

No entanto, ao analisar o recurso, os desembargadores concluíram que os elementos comprovaram que o estudante foi questionado sobre a sexualidade na frente dos colegas de sala. Para os magistrados, “não há dúvidas que a situação vivenciada por ele é passível de configuração de danos morais”. “Nesse contexto, ante a gravidade da situação, que expôs o aluno (ainda adolescente) de maneira vexatória perante seus colegas, constitui circunstância que extrapola o mero aborrecimento. Assim, in casu, é evidente o dano à personalidade causado pela apelante ao apelado, sendo de rigor a sua condenação ao pagamento de indenização por danos morais“, diz a decisão.

Em nota, o Centro Educacional Águas Claras afirmou que o episódio foi isolado e o classificou como lamentável. A escola acrescentou que repudia qualquer atitude discriminatória e preconceituosa. “A professora foi advertida formalmente pela instituição, retratou-se com o estudante e sua responsável e reconheceu que a frase foi inadequada“, diz a instituição de ensino.

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