segunda-feira, julho 19, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 União Europeia abre ação contra Hungria e Polônia por políticas LGBTQIA+



Caso a UE considere as respostas insuficientes, os países serão denunciados ao Tribunal de Justiça e poderão arcar com multas bilionárias.

O poder Executivo da União Europeia abriu um processo dando um prazo de dois meses para que a Hungria e Polônia se posicionem pelas violações dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e, caso a UE considere as respostas insuficientes, poderão denunciá-los ao Tribunal de Justiça. As informações são da Isto É.

O procedimento de infração é aberto em Bruxelas quando um Estado-membro é suspeito de ter desrespeitado as regras, o que pode resultar em multas bilionárias ou até na suspensão do direito a voto do país.

Na Hungria, o processo diz respeito a uma lei aprovada recentemente que proíbe temas ligados a homossexualidade e identidade de gênero para menores de 18 anos, estabelecendo uma relação entre pedofilia e questões LGBT. A lei também determina a criação de uma lista restrita de organizações autorizadas a preparar palestras, oficinas ou aulas que abordem discussões de gênero e sexualidade nas escolas.

Já a Polônia está sendo questionada pelas “zonas livres da ideologia LGBT”, quando dezenas de governos em todo leste sul da Polônia, que são regiões historicamente conservadoras, adotaram resoluções “pró-família”, baseando-se em dois documentos: a “Carta do Governo Local dos Direitos da Família” e a “Resolução contra a ideologia LGBT”. Ambos não citam a expulsão ou discriminação direta dos LGBTs, mas combatem a educação sexual nas escolas, definem o casamento como a união entre um homem e uma mulher, e desencorajam governos locais a financiarem ONGS que trabalhem pelos direitos LGBT.

Apesar disso, os políticos conservadores da Polônia se recusam a admitir que existam “áreas antiLGBT” no país, dizendo que “são mentiras dos ativistas de esquerda”. No entanto, as paradas do orgulho LGBT da Polônia já foram alvo de ataques violentos dos militantes de direita em algumas cidades.

Ambos os países são governados pela extrema-direita ultranacionalista e fazem parte do grupo “Visegrád“, que inclui também a Eslováquia e República Tcheca, conhecidos por sabotarem as políticas migratórias da União Europeia.

Eduardo Leite volta a falar sobre apoio a Bolsonaro em 2018: “Menosprezei a capacidade de fazer o mal”.



O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), voltou a falar sobre o seu apoio a Jair Bolsonaro (sem partido) em 2018. Em entrevista ao jornal “Valor Econômico“, o governador, que disputa as prévias do PSDB para ser candidato à presidência em 2022, disse que subestimou a capacidade do presidente Bolsonaro de “fazer o mal“.

“Era um caminho muito difícil. A volta do PT ao poder parecia um mal maior naquele momento. Eu menosprezei de fato a capacidade de fazer o mal do Bolsonaro. Eu não considerava… especialmente não sabíamos que haveria uma pandemia em que esta crueldade do presidente se apresentasse fatal, como se apresenta, com perdas de vidas“, disse Eduardo.

Apesar do voto declarado em 2018, Leite disse que não apoiou a candidatura de Bolsonaro. Segundo ele, “apoiar é pedir votos“. “Fiz uma declaração de voto, e não fiz campanha casada, não fiz material, não pedi votos. Apoiar é pedir votos. Foi bem diferente [do Doria], bem diferente; e do que meu principal adversário no Rio Grande do Sul, o então governador [José Ivo] Sartori [do MDB] fez“, declarou.

Questionado sobre em quem votaria num eventual segundo turno entre Bolsonaro e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) no ano que vem, Leite disse que lutará para evitar esse cenário. “Se ela acontecer, vamos discutir lá na frente que tipo de posicionamento acontecerá. Lula não vai cicatrizar as feridas deixadas abertas por Bolsonaro porque está na raiz da divisão“, afirmou.

Vereador é alvo de inquérito policial após dizer que “ativismo LGBT visa destruir a família”.



O vereador William Soares (Solidariedade), de Itatiba, acredita que não é homofóbico.

A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar uma denúncia, feita no dia 7 de julho, contra o vereador William Soares (Solidariedade) de Itatiba, no interior de São Paulo, por prática de discriminação dizendo que o “ativismo LGBT visa destruir a família”. As informações são do G1.

“Então, o ativismo LGBT visa isso, destruir a família, e aqueles que são conservadores tem que se posicionar e eu me posiciono. Aqui, vale a gente lembrar, não é nenhuma questão pessoal ou de você ter uma homofobia, não se trata disso, mas se trata de um posicionamento. Se é destruir a família, se é causar dano a família, como é que podemos concordar e aceitar?”, disse.

Não, porque aquilo que as pessoas tem de mais, aquilo que prezam mais, que é mais caro para nós, aí você vai ver nas passeatas, nas paradas, as pessoas se utilizando de elementos que são considerados sacros, santo, para fazer as suas manifestações. Então isso é bastante difícil de aceitar”, continuou.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou por meio de uma nota que o vereador foi ouvido no dia 14 de julho, e o inquérito policial foi encaminhado para apreciação da Justiça, junto à Vara Criminal do Município. O vereador informou à afiliada de Rede Globo, TV TEM, que ele apenas manifestou um pensamento enquanto exercia a função pública.

POR QUE O VEREADOR FOI HOMOFÓBICO SEGUNDO A LEI? 

De acordo com um artigo escrito por Leonardo Sakamoto ao canal Geledes, existe uma diferença entre opinião, sendo que a liberdade de expressão consiste em um direito fundamental estabelecendo pelo artigo 5º da constituição, e discurso de ódio que é difícil de ser interpretada pela sociedade por ser carregada de subjetividade.

No entanto, a diferença básica entre ambos é que a opinião visa apenas mostrar um posicionamento sem causar nenhum tipo de prejuízo ao alvo opinado, enquanto o discurso de ódio procura destruir o outro, muitas vezes utilizando dados falsos e informações distorcidas.

Segundo um artigo do Jornal do Comércio, a liberdade de expressão não pode invadir a intimidade, vida privada, a honra e a imagem daqueles ao qual são dirigidos. Quando alguém diz que o “ativismo LGBT” visa “destruir a família”, a pessoa ultrapassa os limites do artigo 5º, incentivando que haja hostilidade ao LGBTs e, portanto, se configura em crime de ódio.

Gay é dopado, torturado e tem suástica desenhada no rosto em Minas Gerais: “Na próxima você morre”.



Um homem gay de 48 anos foi atacado e torturado por um grupo de quatro rapazes na região metropolitana de Belo Horizonte, na noite desta terça-feira (13/07). Segundo a vítima, que não teve a identidade revelada, os agressores usaram uma seringa para injetar um líquido no pescoço dele, fizeram cortes em seu corpo com uma faca e desenharam uma cruz suástica em seu rosto.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), na quinta-feira (08/07) os suspeitos abordaram a vítima no centro da cidade e teriam se incomodado com o fato de ela ser homossexual, chamando o homem de “gordo e porco gay“. Com medo, a vítima se escondeu próximo de uma viatura da PM. Já na terça, dia do ataque, ele foi abordado pelos suspeitos na porta da casa. O homem foi levado para dentro da residência e teve uma substância injetada no pescoço, que o fez desmaiar. Quando acordou, sentiu dores nas costas e viu que havia sangue no chão. Além disso, eles teriam escrito no peito da vítima “na próxima você morre” e desenhado no rosto dele o símbolo nazista. Com a ajuda de vizinhos, o rapaz conseguiu chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar.



“Nós fomos acionados pelo Samu que encontou o homem caído no chão da casa e muito confuso. Os suspeitos fizeram esses cortes nas costas dele, até na região do ânus, parecendo que estavam tentando fazer a cruz suástica. Ele foi levado para a Santa Casa de Misericórdia, onde ficou internado em obervação“, contou o sargento Sandro Rocha ao portal O Tempo. O rapaz também disse à polícia que os criminosos tinham tatuagens pelo corpo, inclusive uma suástica no pescoço, olhos e peles claros. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o crime. Ainda não se sabe qual a substância foi injetada no homem e nem o paradeiro dos criminosos. 

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