quinta-feira, julho 08, 2021

NOTÍCIAS DO MUNDO GAY

 Ele foi morto por ser gay: os protestos na Espanha após morte de jovem de origem brasileira.



Em várias cidades espanholas houve protestos contra o assassinato de Samuel.



A polícia espanhola investiga a morte de Samuel Luiz, de 24 anos, na madrugada do último sábado (3), causada pelo espancamento que sofreu de vários agressores perto de uma boate na Espanha.

Ele tem origem brasileira, segundo veículos de comunicação da Espanha e do Brasil.

Embora o motivo do crime esteja sendo apurado e ninguém tenha sido preso, as denúncias de testemunhas do fato levam os grupos LGTBQIA+ a entenderem que se trata de um crime de ódio e que Samuel foi atacado por ser homossexual.

Por isso, na tarde de segunda-feira (5), houve manifestações em várias cidades do país, com apelos por justiça e contra a homofobia.

"Mataram Samuel por ele ser gay" foi uma das principais frases dos protestos contra a morte do jovem enfermeiro na cidade de La Coruña, no noroeste da Espanha.

Nessa cidade, um grupo de amigos da vítima exibia faixas com as seguintes frases: "O amor dele não causava mal, seu ódio sim" ou "Samu não morreu, foi assassinado".

Na manifestação de protesto em Madri, os organizadores leram um comunicado que dizia: "Samuel foi morto por ser gay, repetimos quantas vezes forem necessárias".

O presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, descreveu o assassinato como "um ato selvagem e impiedoso".



O que se sabe

Samuel foi espancado perto de uma boate na madrugada de sábado em La Coruña.

Segundo algumas testemunhas, citadas pela imprensa local, um dos agressores gritou "gay" para ele, então uma das hipóteses da investigação é que o atentado foi um crime de ódio.


Grupo de amigos de Samuel na manifestação na cidade de La Coruña.

A polícia busca agora esclarecer quem foram os culpados e o que desencadeou o brutal espancamento.

De acordo com a imprensa local, o espancamento aconteceu às 3h (horário local) de sábado. Esta era a segunda noite de festas noturnas desde que as restrições foram relaxadas devido à pandemia de covid-19 na região da Galiza.

Samuel estava com uma amiga do lado de fora de uma boate. Aparentemente, uma videochamada foi o gatilho para o ataque.

Sua amiga, Lina, conta que enquanto Samuel e ela faziam uma videochamada, um casal de jovens passou e o homem pediu para não ser gravado, segundo depoimento para o jornal local La Voz de Galicia.

"Tentamos explicar a ele que estava se confundindo, que estávamos fazendo uma videochamada e mostrando a um amigo onde estávamos."

Lina conta que o rapaz se dirigiu a Samuel: "Pare de gravar ou eu mato você, viado."

Lina entrou na boate, onde estavam os outros amigos do grupo e, ao sair, Samuel não estava mais lá, mas em uma praça a poucos metros de distância sendo espancado.

Ao chegar no local, "ouvi alguém gritar: viado de merda", disse Lina.

Aumento de crimes de ódio na Espanha

Ainda não há detidos ou uma versão oficial sobre o que aconteceu.

A polícia de La Coruña está trabalhando agora na análise das câmeras de segurança e no interrogatório dos suspeitos e testemunhas.

José Miñones, delegado do governo na região da Galiza, onde está localizada La Coruña, disse que a homofobia é uma das hipóteses abertas na investigação.

"Depois de receber depoimentos de todas as testemunhas, saberemos se é um crime homofóbico ou não", disse Miñones.


"Nenhuma hipótese está excluída, nem o crime de ódio nem qualquer outro", disse o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.

Os gritos de "viado" ouvidos durante o ataque por Lina têm despertado revolta na comunidade LGTBQIA+.

Homem pagou R$ 38 mil para mandar matar ex a tiros no PR; delegada cita homofobia como motivação do crime.



O ex-marido de Ana Paula Campestrini, Wagner Oganauskas, foi indiciado por homicídio da ex-esposa nesta manhã de segunda-feira (05/07), em Curitiba. Além dele, Marcos Antônio Ramon, acusado de ser o responsável pelos tiros, também foi indiciado pelo mesmo crime. Ana foi morta a tiros no dia 22 de junho quando chegava em casa.

Wagner foi indiciado por homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, para assegurar a vantagem de outro crime e feminicídio. No relatório do indiciamento do suspeito, a delegada Tathiana Guzella citou que homofobia foi uma das motivações do crime. Segundo as investigações, Wagner e Ana se divorciaram após a vítima assumir ser homossexual. “Eu nunca peguei um feminicidio com fundo homofóbico tão latente. A vitima buscava ser feliz e que tinha companheira, mas que não era permitida essa divisão de família. Esse impedimento de estar com os filhos por essa questão homofóbica”, disse a delegada a delegada Tathiana Guzella.

Segundo a polícia, Marcos Antônio recebeu R$ 38 mil de Wagner para matar a Ana Paula. “Restou provado que, os motivos do crime, para o atirador Marcos, era a paga no montante de R$ 38 mil, podendo, tal valor, ser maior, ainda pendente dos extratos bancários não disponibilizados. Já para Wagner, restam claros que os motivos principais passam pela questão patrimonial, pelo sentimento homofóbico e, ainda, para não ‘dividir’ os filhos com a vítima“, assinalou a delegada.

O assassinato aconteceu no dia 22 de junho, na entrada de um condomínio no bairro Santa Cândida, em Curitiba, enquanto Ana Paula chegava ao estacionamento do residencial. Imagens das câmeras de segurança flagraram o momento em que um homem de motocicleta vermelha para ao lado da janela do motorista, onde estava a vítima, e efetua diversos disparos. Nas imagens, é possível ver que Ana Paula e o atirador não trocam nenhuma palavra e a mulher nem chega a baixar os vidros do veículo. Logo após os disparos, o suspeito foge sem levar nada do carro. Wagner e Marcos foram presos na manhã do dia 24 de junho.


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