sexta-feira, julho 02, 2021

POLÍTICA

 Bolsonaro: “tiraram o Lula da cadeia pra ele ser presidente na fraude e isso não vai acontecer”.



Presidente voltou a acenar com golpe se as eleições não forem realizadas com o voto auditável impresso.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ameaças em função do voto auditável impresso, na manhã desta quinta-feira (1º), durante fala a admiradores no cercadinho do Palácio da Alvorada. De acordo com ele, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tirado da cadeia para vencer as eleições na fraude.

“Não adianta vir com argumentozinho de que é muito caro, porque dinheiro tem, já tá arranjado o dinheiro pras eleições, pra comprar impressora, então nós queremos eleições limpas no ano que vem, porque tiraram o Lula da cadeia, tornaram elegível pra ele ser presidente na fraude e isso não vai acontecer”, afirmou.
Bolsonaro disse ainda que “eles vão ter que apresentar uma maneira de termos uma eleição limpa, do contrário vamos ter problemas o ano que vem. Eu tô me antecipando a problemas no ano que vem. O voto auditado pra ter a certeza de em quem o povo votar, vai ser eleito. Como tá ai, a fraude tá escancarada”.

De acordo com ele, a fraude “não vai ser só pra presidente não, vai ser pra governador, senador, fraude. Então, se tem três no Supremo articulando pra não ter o voo impresso, porque estão preocupados com judicialização, eu já falei, se o Congresso promulgar vai ter voto impresso. Agora se essa articulação prosperar, esses três vão ter que inventar uma outra maneira de termos eleições confiáveis, com contagem pública de votos. Caso contrário, vamos ter problemas no ano que vem no Brasil. Eu tô me antecipando porque a minha que eu tô falando aqui é a expressão da democracia”.

Mourão admite: “ministério da Saúde sempre foi um lugar onde a corrupção andou”.



“Você não consegue da noite para o dia desmanchar uma estrutura que se encontra lá dentro”, disse ainda o vice

O vice-presidente da República, o General Hamilton Mourão, ao ser questionado sobre a denúncia de pedido de propina admitiu na noite desta quarta-feira (30) que o Ministério da Saúde “sempre foi um lugar onde a corrupção andou”.

Mourão deu a declaração após ter sido questionado sobre a denúncia da Folha sobre o suposto pedido de propina feito por um diretor do ministério a um representante de uma empresa durante a negociação da vacina Covaxin.

“O Ministério da Saúde sempre foi um lugar onde a corrupção andou lá dentro, né? E você não consegue da noite para o dia desmanchar uma estrutura que se encontra lá dentro. Então, eu vejo que isso é responsabilidade dos gestores, que têm que estar atentos a isso o tempo todo”, declarou o vice-presidente.

Hamilton Mourão afirmou ainda que a Controladoria Geral da União (CGU) precisa estar “atenta” a “determinadas movimentações”.

Deputado fala em corrupção também em compra de testes: “militares tinham presença meio não republicana”.



Em entrevista, Luis Miranda (DEM-DF) disse que Bolsonaro "não é doido" de confrontar sua verão e que Pazuello teria contado a ele sobre ameaças sofridas pelo centrão. "Botou o dedo na cara dele e falou: 'Vou te tirar dessa cadeira'"

Em entrevista a Leandro Colon, na edição desta segunda-feira (28), o deputado Luis Miranda (DEM-DF) citou novas suspeitas de corrupção, desta vez envolvendo a compra de testes contra a Covid-19, diz que o esquema se estende a todo Ministério da Saúde, que estaria dominado pelo Centrão, e que os militares têm uma posição “não republicana” na pasta.

“Meu irmão falou que realmente os militares tinham uma presença meio não republicana, mas nunca quis dizer o que seria. Inclusive meu irmão falou algo importante. Ele é técnico, apaixonado, meio metódico, meio paranoico com regulamento, regras. Quando vê um item errado, dois, é muito raro ter erro nessa operação grande, complexa. Não é normal ter tantos erros. Quando tem muitos erros, chama a atenção dele. Ele disse que tem uma operação grande rodando no Ministério da Saúde, de milhões agora. Envolve uma operação que na opinião dele é 100% fraudulenta”, disse Miranda logo no início da entrevista, revelando em seguida que envolveria a compra de testes antígenas comprado juntamente com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

“Pelo que vejo aqui, é procedimento totalmente usando a Opas para fazer a jogada, com dinheiro do Banco Mundial. Querem fazer uma compra gigantesca, altamente desnecessária”, emendou.

Miranda diz que ele e o irmão, Luís Ricardo Miranda, servidor concursado do ministério, diz que mais “dados e informações” sobre o esquema de corrupção no Ministério da Saúde, mas pede uma reunião fechada. “O que ele pode fazer é dar informações que suspeita pela forma que foi feita, como aditivos de aumento de valores, feitos às escuras, aumentando valores de licitações”.

Gravação

O deputado deixou em suspense se a conversa com Jair Bolsonaro (Sem partido) em que ele e o irmão denunciaram o esquema de corrupção envolvendo a compra da Covaxin foi gravado, ressaltando que “o presidente não é doido” de confrontar sua verão. “Não pode me chamar de mentiroso, pode falar qualquer coisa, menos que sou mentiroso”.

Miranda ainda citou o nome de Roberto Ferreira Dias, diretor de logística do Ministério da Saúde indicado por Ricardo Barros (PP-PR), como elo do esquema. “Tudo o que aconteceu, inclusive a pressão sobre o meu irmão, é sob a aprovação dele. Sem ele, ninguém faz nada. Isso é uma das únicas certezas que tenho”.

Ele ainda afirmou que que aceita uma acareação com o ex-ministro, Eduardo Pazuello, que teria sido contado a ele que sofreu ameaças do centrão quando esteve à frente da pasta.

“Ele não falou nada demais comigo. Estava desabafando a sacanagem que estavam fazendo no ministério. Falou que a pessoa falou na cara dele que ia tirá-lo. Botou o dedo na cara dele e falou: ‘Vou te tirar dessa cadeira’. Então ele sabe quem é”.

Com cargos no governo, Kassab diz que crise fortalece impeachment de Bolsonaro.




"A marca de Bolsonaro é a postura na pandemia. Na hora em que não usa máscara, em que tira a máscara da menina, dá a impressão de que não tem sentimento", disse Kassab, presidente do PSD, do ministro Fábio Faria.

Após Jair Bolsonaro (Sem partido) recriar o Ministério das Comunicações para dar guarida a um quadro do partido – o deputado Fábio Faria (PSD-RN), genro de Silvio Santos -, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, prepara o desembarque do governo em meio ao lamaçal de suspeitas de corrupção.

Em entrevista a Igor Gielow, na Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (1º), Kassab diz que “a base governista é grande e não pode ser menosprezada”, mas ressalta que o impeachment “quando é inevitável, é inevitável” e que a reeleição de Bolsonaro é quase impossível.

“Há mais circunstâncias para a defesa [do impeachment]. Seja como for, vejo uma dificuldade muito grande de ele se reeleger. A marca de Bolsonaro é a postura na pandemia. Na hora em que não usa máscara, em que tira a máscara da menina, dá a impressão de que não tem sentimento. Imagina a pessoa que perdeu um parente vendo aquilo. Gera um descontentamento”, afirmou Kassab.

Em meio a conversas com o ex-presidente Lula, Kassab ainda defendeu o nome do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco – que está trocando o DEM pelo PSD -, como candidato da chamada “terceira via”.

“Pessoalmente, quero ele candidato, mas o partido ainda vai se definir. Ele encarna renovação com experiência, tem muito talento. Se elegeu deputado e já foi presidir a Comissão de Constituição e Justiça. Logo depois, se elegeu senador e, na sequência virou presidente da Casa”, disse Kassab.

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