sexta-feira, julho 16, 2021

POLÍTICA

 Ex-ministros da Defesa defendem PEC “anti-Pazuello”.



"A tramitação da matéria, em frutífero diálogo entre o Parlamento e as Forças Armadas, fortalecerá a democracia”, afirmam.

Cinco ex-ministros da Defesa divulgaram uma nota conjunta nesta quarta-feira (14) apoiando a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 21/2021, que veda a participação de militares da ativa em cargos de natureza civil na Administração Pública. A PEC impediria a nomeação do general Eduardo Pazuello e diverso militares da ativa que comandaram o Ministério da Saúde no pior momento da pandemia.
A proposta, apresentada pela deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) e apoiada por 180 parlamentares, acrescenta ao art. 37 da Constituição Federal o inciso XXIII, que limita a atuação de militares em cargos civis. Para assumirem esses postos, os fardados devem preencher um dos seguintes requisitos: “se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; se contar mais de dez anos de serviço passará automaticamente, no ato da posse, para a inatividade”.

A nota dos ex-ministros Aldo Rebelo (Solidariedade), Celso Amorim (PT), Jaques Wagner (PT), Nelson Jobim e Raul Jungmann (Cidadania) foi divulgada no mesmo dia da protocolização da PEC.

Segundo eles, a proposta “propõe, em boa hora, a regulamentação da participação de militares da ativa em funções de governo, separando aquelas de natureza técnica e que podem ser atribuídas à militares, daquelas que permitam o risco da politização das Forças Armadas com consequências nocivas para estas instituições e para o país”. “A tramitação da matéria, em frutífero diálogo entre o Parlamento e as Forças Armadas, fortalecerá a democracia”, afirmam.

O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, também apoiou a proposição. Para ele, o texto busca “preservar a democracia e proteger as Forças de processos de politização”.

Na justificativa do projeto, Perpétua Almeida aponta que “as FFAA, e suas altas e dignificantes funções de defesa permanente da Pátria, não devem ser submetidas a interesses partidários, mas também não podem se desviar de sua função constitucional para participar da gestão de políticas de governos, estes, por definição democrática, transitórios”.

Greenpeace provoca Ciro Gomes nas redes: “orgulhoso de seu partido?”



Ambientalistas cobraram presidenciável pelo voto do PDT em favor da urgência na aprovação do PL da Grilagem. Se passar, mudança facilitará roubo de terras públicas, aumentando tensão no campo.

O grupo ambientalista Greenpeace fez uma postagem no Twitter provocando o ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT) nesta quarta-feira (14). O tuíte fazia referência a uma mensagem de Ciro, do ano passado, na qual o sempre candidato à Presidência dizia ter orgulho de seu partido, o PDT, por ter votada pela retirada da pauta da MP 910, na qual, segundo palavras de Ciro, “o genocida Bolsonaro legalizava a grilagem de terras inclusive e especialmente nas áreas sensíveis da Amazônia.

A provocação do Greenpeace foi motivada pelo voto favorável da bancado do PDT, na terça-feira (13), à urgência da PL da Grilagem, que segundo os ambientalistas quer legalizar o roubo de terras públicas, aumentando a devastação dos biomas e os conflitos fundiários.

“Oi, @cirogomes. Ontem seu partido @PDTnaCamara votou a favor da urgência do PL da Grilagem, que quer legalizar o roubo de terras públicas, aumentando o desmatamento na Amazônia e conflitos no campo. Você continua orgulhoso de seu partido, um ano depois? #GrilagemNão”, diz a íntegra da mensagem deixada na rede.

Ciro Gomes, até o momento, não respondeu aos questionamentos do Greenpeace. Na postagem, internautas cobraram uma posição do líder pedetista, já que a postura da bancada do partido na votação do tema contraria aquilo que havia sido prometido por ele e pela sigla.

PL da Grilagem e o apoio de Lira

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), definiu recentemente as pautas que serão prioritárias pelos próximos dias na Casa. Entre os projetos de lei está o 2633/20, chamado de PL da Grilagem. O projeto trata da regularização fundiária das ocupações em terras da União ou do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O PL 2633 é de autoria do deputado Zé Silva (Solidariedade/MG), e relatoria do deputado Marcelo Ramos (PL/AM) e foi apresentado após a Medida Provisória 910, conhecida como MP da Grilagem, ter caducado no dia 19 de maio do ano passado, depois de protestos e disputas entre a bancada ambientalista e a do agronegócio na Câmara.

Pré-candidato, Datena diz que teve relação mais próxima com Lula do que com Bolsonaro.



Apresentador da Band, Datena diz que é o pré-candidato do PSL ao Planalto, mas sinaliza que pode deixar novamente a disputa caso se confirme a polarização entre Lula e Bolsonaro. "Não seria idiota".

Assumindo a sua pré-candidatura à presidência pelo PSL, o apresentador José Luiz Datena tenta se afastar cada vez mais de Jair Bolsonaro (Sem partido) – de quem tinha o celular para entrevistas no início do governo – para colar sua imagem mais em Lula (PT), que lidera as pesquisas de intenção de votos.

“Nunca tive relação próxima com Bolsonaro. Quem disse que tive? Tive uma relação mais próxima com o Lula do que com o Bolsonaro. E hoje tenho relação distante com Lula e com Bolsonaro. Estive presencialmente com Bolsonaro três vezes, uma em que ele me convidou para ser candidato à Prefeitura de São Paulo com o [Paulo] Skaf. Mas as relações que eu tive com o presidente Jair Bolsonaro foram de entrevista. Com Bolsonaro não tenho nenhuma relação que não seja profissional”, disse Datena em entrevista na edição desta quinta-feira (15) do jornal O Estado de S.Paulo.

Apesar da pré-candidatura à Presidência, Datena diz que “não perde o foco do Senado” e sinaliza que pode abandonar novamente a disputa ao Planalto caso se concretize a tendência do embate ficar entre Lula e Bolsonaro.

Ah, eu não perco foco no Senado, mesmo porque eu sou muito bem avaliado em pesquisa para o Senado. Não adianta querer alguma coisa se não tiver apoio popular. Também não seria idiota de partir para eleições cujo ambiente político possa estar polarizado. Se o Lula e o Bolsonaro estiverem lá em cima, por que é que eu vou tentar sair candidato? Por enquanto, o que apontam as pesquisas é que o Bolsonaro está perdendo votos e que há possibilidade de uma terceria via”, diz.

Um comentário:

  1. São tantas boquinhas de militares no desgoverno que não deu outra: muita incompetência, desmandos, mamatas, corrupção passiva, nepotismo, peculato, malversação de verbas públicas e um desejo incontrolável de continuarem mamando nas tetas do Estado(leiam-se nós) para sempre.

    Que a PEC seja aprovada e sancionada o mais breve possível, e que os militares voltem para os quartéis, de onde nunca deveriam ter saído.

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