terça-feira, julho 06, 2021

POLÍTICA

 Avaliação positiva de Bolsonaro cai ao menor patamar desde a posse, mostra pesquisa CNT/MDA.



A avaliação positiva do governo (quando o entrevistado diz considerar a gestão ótima ou boa) caiu de 33%, em fevereiro de 2020, para 27,7% em julho deste ano. A queda levou a aprovação para o pior patamar desde o início da atual gestão, em janeiro de 2019.

A porcentagem de pessoas que responderam à pesquisa dizendo considerar o governo ruim ou péssimo subiu de 35% para 48,3% de fevereiro para julho. Outros 22,7% consideram a administração regular. Nesse quesito, os entrevistados são questionados de que maneira avaliam o governo do presidente Jair Bolsonaro: ótimo, bom, regular ou péssimo.

As entrevistas nas quais se baseia a pesquisa foram realizadas após a revelação de suspeitas de corrupção envolvendo a compra de vacinas. Na sexta-feira, 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a investigar se Bolsonaro prevaricou no caso da compra da vacina indiana Covaxin. A suspeita é de que ele não comunicou aos órgãos de investigação indícios de irregularidades na aquisição do imunizante pelo Ministério da Saúde.
Além disso, cresceram nos últimos meses movimentos de rua pedindo o impeachment de Bolsonaro. Neste sábado, 3, atos foram registrados em todas as capitais com o nome de "3JForaBolsonaro". Os organizadores contabilizaram ações em 347 municípios no Brasil e em 16 países do exterior. Foi a terceira manifestação em um período de dois meses. Os manifestantes pedem o afastamento do presidente, a retomada do auxílio emergencial de R$ 600 e a vacinação em massa da população.

A Câmara também recebeu, na semana passada, o chamado "superpedido" de impeachment de Bolsonaro, assinado por movimentos e partidos de esquerda, siglas de centro, centro-direita e ex-bolsonaristas, com 46 assinaturas e 271 páginas.

Com esse cenário, a aprovação pessoal de Bolsonaro também caiu, indo de 43,5% para 33,8%. Nessa pergunta, o instituto questiona as pessoas consultadas se elas aprovam ou desaprovam o desempenho pessoal do presidente da República. A rejeição subiu de 51,4% para 62,5% no mesmo período. Ou seja, a quantidade de reprovação superou a de aprovação.

Cenário eleitoral



A pesquisa CNT/MDA também questionou os entrevistados em quem eles votariam caso as eleições presidenciais do ano que vem fosse hoje. O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto, com 41,3%, enquanto Bolsonaro tem 26,6%.

O ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), por sua vez, registrou 5,9%, o mesmo patamar do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.

Se Bolsonaro for candidato a presidente no ano que vem, 22,8% disseram que votariam nele com certeza e 11,6% disseram que poderiam votar nele. Por outro lado, 61,8% disseram que não votariam nele para presidente de jeito nenhum e 0,4% disse não conhecê-lo ou saber quem é.

Se Lula confirmar a candidatura a presidente no ano que vem, 35,4% disseram que votariam nele com certeza e 17,1% disseram que poderiam votar nele. Por outro lado, 44,5% disseram que não votariam nele para presidente de jeito nenhum e 0,1% disse não conhecê-lo ou saber quem é.

Se a eleição para presidente fosse hoje, 52,6% votariam em Lula e 33,3% disseram que votariam em Bolsonaro, no caso de uma disputa no segundo turno entre os dois candidatos. Para este cenário, 11,5% votariam branco ou nulo.

Em outra simulação de segundo turno, Ciro aparece com 43,2% contra 33,7% de Bolsonaro. Para este cenário, 18,8% votariam branco ou nulo.

Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em 137 municípios de 25 Unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

Paes rebate o ‘Parece que Coronavac não deu muito certo’ de Bolsonaro.



Em mais uma declaração de sua assumida campanha contra a imunização, o  presidente Jair Bolsonaro ironizou o comentário do diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, de que a variante Delta do coronavírus se espalha também por populações vacinadas. “Abre logo o jogo que tem uma vacina aí que infelizmente não deu certo. Abre logo o jogo! Eu estou aguardando aquele cara de São Paulo falar”, provocou Bolsonaro em sua live desta quinta (1). “Infelizmente, parece que Coronavac não deu muito certo”, disse, em tom de comemoração, deixando ainda mais clara a birra com João Doria (o tal "cara de São Paulo").

A gracinha do presidente calou fundo em muita gente - inclusive em Eduardo Paes, que usou suas redes para rebater as declarações do presidente. Ele teve como argumento sua experiência pessoal - seu pai, Valmar, morreu em decorrência da Covid-19 na última sexta de junho (25). Ele havia recebido apenas uma dose da vacina. Já a mãe do prefeito, imunizada com as duas doses da Coronavac, não foi vítima da doença.

“Tomem qualquer vacina. Vacina boa é a que vai no braço”, afirmou Paes. “Diante de desinformação me sinto obrigado a dar meu depoimento pessoal: minha mãe tomou as duas doses da coronavac e passou ilesa pela Covid. Meu pai só tinha tomado a primeira de outra vacina”, destacou Paes, que ainda agradeceu Doria e o Instituto Butantan.

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